terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Hebreus 9 e 10

Capítulo 9



Para cada peça do mobiliário do tabernáculo existe um equivalente espiritual no templo invisível e espiritual ao qual pertencemos.  O véu que isolava o Santo dos Santos e impedia a entrada de quem quer que fosse, salvo uma vez no ano; ensinava que a comunhão com Deus não estava totalmente aberta ao homem.  ignorância, a incredulidade, o despreparo do coração ainda constituem um pesado véu que separa o homem de Deus.  O altar do incenso aqui é associado ao santuário interior, porque ficava muito perto do véu. A arca era um símbolo de Cristo: a madeira representava sua humanidade; o ouro, sua divindade. Ele contém em si o maná do mundo, e é a bela e famosa vara, sempre florescente, que deu fruto por meio de sua morte.  Há uma porta na Basílica de São Pedro e, Roma, através da qual o papa passa somente uma vez por ano !! Como devemos sentir-nos alegres porque as portas para oração permanecem abertas par nós dia e noite!

Vamos pensar na obra sacerdotal de Cristo; Sua estada no Santo dos Santos não é breve e apressada, repetida anualmente, mas uma vez por todas, Ele entra ali pela virtude do seu próprio sangue. Aquele sangue que nos purifica, não apenas da culpa cerimonial, mas também da mancha moral e espiritual. Não é um edifício feito por mãos neste mundo transitório, mas eterno e divino. O que Jesus realizou na cruz foi a obra de Deus através do Seu Espírito. A expiação foi para mostrar Deus reconciliando o mundo consigo. A eterna cruz não pertence a uma época, mas se sobrepõe aos destroços das eras, e está tão próxima de nós quanto estava da Igreja Primitiva. Saiamos de nós mesmos e entremos Nele; deixemos as ansiedades da esfera do tempo e passemos para a liberdade e o êxtase da eternidade.

Cristo se manifestou para aniquilar o pecado e o fez por cada um de nós. Deus nos conclama a crer  nisso e tomar posse de nossa herança sem questiona-la. A bíblia ensina que Deus não imputará aos homens  seus pecados a não ser que, por um repúdio deliberado, se coloquem fora da expiação de Cristo. Nosso único problema não é o pecado, mas a atitude que temos com para com Cristo, aquele que tira o nosso pecado ( 2 Cor 5.19)

Capítulo 10

As palavras chave desse capítulo são "ano após ano" e perpetuamente, em confronto com a expressão "uma vez por todas". Repetição significa imperfeição. Como é bom  ouvirmos Jesus dizer: "Está consumado".

Tudo o que precisa ser feito para que fôssemos completamente libertos do pecado foi realizado quando Jesus voltou ao Pai. 
O caminho da oração e da fé era "novo" porque o Senhor acabara de abri-lo, e "vivo", porque somente os que estão vivos em Cristo podem trilhá-lo. O rasgamento do véu do templo simbolizou o fato de que agora temos uma visão plena de Deus proporcionada no Calvário. Mas devemos ser sinceros, crentes, confiantes e, sua morte e puros por meio de sua purificação. (Jo 13. 5-8)

O viver deliberadamente em pecado de que ele fala não consiste em praticar atos isolados, em escorregar, mas em persistir num determinado curso de ação até que o próprio desejo de uma vida melhor enfraquece e morre.

Os justos, os que foram aceitos no Amado, podem buscar no mundo invisível e eterno onde Jesus espera para socorre-los e sustentá-los, todos os reforços espirituais e a paciência  de que precisam. 

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