segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Estudo / Devocional do livro de Mateus – Cap. 1 a 18

Mateus

Introdução

Por muito tempo se pensou que este foi o primeiro evangelho a ser escrito; porém muitos estudiosos da bíblia crêem hoje que Marcos tenha sido o primeiro evangelho escrito. Esse evangelho não faz menção de autoria, mas a Igreja primitiva quase unanimemente o atribuiu a Mateus, o coletor de impostos. O livro apareceu cedo e os cristãos rapidamente o aceitaram com sendo genuíno. Mateus não foi um líder proeminente entre os apóstolos e o fato de a igreja ter designado este discípulo pouco conhecido como o autor do primeiro evangelho é um forte argumento a favor de sua autoria. A última aparição deste nome na bíblia encontra-se em Atos 1.79

A disposição sistemática do evangelho tornou-o útil para ensinar. As reivindicações de Jesus ser o messias e seus ensinamentos éticos e teológicos são apresentados claramente. O evangelho de Mateus mostra Jesus em Sua pessoa e vida como o cumprimento das profecias do AT ( 4. 14-16)

A visão de Mateus a respeito da vida de Jesus tem muitas semelhanças com a visão de Marcos e de Lucas. Uma vez que estes 3 evangelhos tem um ponto de vista similar sobre Jesus nós os chamarmos de evangelhos sinópticos. Isso significa que os 3 olham para Cristo da mesma forma. Embora sejam parecidos cada evangelho fornece uma perspectiva singular da vida de Jesus. João diferencia-se dos 3 outros evangelhos por ter omitido muito material sinótico e incluído incidentes omitidos pelos demais.

Embora a característica mais destacada de Mateus seja a ênfase nos ensinamentos de Jesus outro traço proeminente é a ênfase nos milagres.


Mateus, apelidado Levi, antes de sua conversão era um publicano ou cobrador de impostos submetidos aos romanos de Cafarnaum. O conteúdo deste evangelho e a prova dos escritores antigos, mostram que foi escrito primordialmente para o uso da nação judaica. O cumprimento da profecia era considerado pelos judeus como uma prova firme, portanto Mateus usa este fato em forma especial. Aqui há partes da história e dos sermões de nosso Salvador, particularmente selecionados por adaptar-se melhor para despertar a nação a ter consciência de seus pecados; para eliminar suas expectativas errôneas de um reino terreno; para derrubar seu orgulho e engano para consigo mesmos; para ensinar-lhes a natureza e magnitude espiritual do evangelho; e para prepará-los para admitirem os gentios na Igreja.

Ele apresenta a narrativa da vida do Senhor do ponto de vista de um judeu devoto. O propósito evidente do escritor é mostrar como o Senhor cumpriu as escrituras do AT. Nenhum dos outros evangelhos apresenta tantas citações da Lei, dos profetas e dos salmos. Nele o aspecto predominante do caráter e da obra do Senhor é o aspecto messiânico.


Mateus rebate os ataques desferidos pelos lideres religiosos de seu tempo contra os seguidores de Jesus. Mas ele também adverte para o crescente risco de apostasia em meio a liderança religiosa dentro da própria comunidade cristã.

Cap 1


Acerca desta genealogia de nosso Salvador, observe-se a intenção principal. Não é uma genealogia desnecessária.

A genealogia demonstra que nosso Senhor Jesus é da nação e família da qual ia surgir o Messias. E a menos que Jesus seja filho de Davi, e filho de Abraão, não é o Messias. Isto se prova aqui com registros bem conhecidos.

Quando aprouve ao Filho de Deus tomar nossa natureza, Ele se aproximou de nós em nossa condição caída, miserável; mas estava perfeitamente livre de pecado: e enquanto lemos os nomes de sua genealogia, não esqueçamos quão baixo se inclinou o Senhor da glória para salvar a raça humana.


Nessa lista de nomes, os patriarcas, gentios, mulheres de caráter duvidoso, homens bons, maus, sábios, famosos ou desconhecidos constituem todos elos importantes. É como se ela quisesse ensinar-nos que no Filho do homem, existe uma mistura de todas as classes, de maneira que ele possa se o representante e ajudador de todos. Cada um de nós pode achar algum ponto de identificação pessoal nessa genealogia.

Sobre o nascimento - aquilo que aconteceu de forma histórica deve ocorrer de forma experimental . Em cada um de nós Jesus Cristo deve nascer pela ação direta do Espírito Santo. É o que chamamos de novo nascimento.


Desposada (18). Isto quer dizer que já era noiva de José sem ser casada. Infidelidade depois do noivado era considerada adultério. Do Espírito Santo (18). A conceição foi operação miraculosa de Deus, o Espírito Santo, pela qual "o verbo se fez carne". Mateus demonstrou que era o cumprimento da profecia em Isaías 7.14Não queria infamar... intentou deixá-la secretamente (19). Estas duas possibilidades se ofereciam a José, conforme as leis e costumes judaicos. Um homem do caráter de José escolheria naturalmente a segunda. Projetando ele isso (20). Conhecendo o caráter impecável de Maria, naturalmente ficou perplexo, com tal situação. O anjo (20). A intervenção dum anjo não faz a história inverossímil. Foi essencial nas circunstâncias, de vez que nenhum esposo acreditaria na veracidade do fato da conceição duma virgem, se não lhe fosse revelada de modo sobrenatural. Em sonho (20). Até hoje, no oriente, os sonhos são considerados meio importante de revelação divina.

Mt 2


Sabe-se que Herodes, o grande, morreu em 4 a.C. . Portanto, Jesus realmente nasceu no ano 5 ou 6 a.C., de acordo com a maneira de datar o calendário gregoriano.


Os magos não eram reis, porém sacerdotes ou conselheiros de corte, tais como José e Daniel.

A estrela pode ter sido uma conjunção planetária, uma supernova ou algo simplesmente sobrenatural. Qualquer que tenha sido o caso, alude à estrela de Jacó ( Nm 24,17).

Quando estamos seguindo a direção divina, podemos estar certos de que Deus não falhará em levar-nos a meta.

Jesus não estava mais no estábulo, esta visita ocorreu algum tempo depois do nascimento, talvez um ano ou mais.

Os presentes dos magos eram ouro, incenso e mirra. A providência os enviou como socorro oportuno para José e Maria em sua atual condição de pobreza. Assim nosso Pai celestial, que conhece o que necessitam seus filhos, usa a alguns como mordomos para suprir as necessidades dos outros e provê-los ainda desde os confins da terra.

Podemos, também ofertar as nossas dádivas. Da mesma forma que Deus de antemão proveu o necessário para as despesas inevitáveis da viagem ao
Egito, sejamos benfeitores de outros. Não fiquemos somente nas palavras, ou só falando: Jesus vai te abençoar, somos o corpo de Cristo, isto é, nós seremos as mãos, os pés, a boca de Cristo. Vamos aprender a agir, a fazer, socorrer e não ficar apenas falando e esperando algo milagroso cair do céu, sejamos nós de fato o corpo de Cristo.

Os herodes deste mundo estão sempre conspirando contra o Cristo, mas tudo no fim é em vão.

Do Egito chamei meu filho - a criança regressa ao Egito

Não demoremos nós no Egito, voltemos pelo caminho de separação e consagração aos elevados propósitos de Deus.

Egito tinha sido um lar de escravidão para Israel, e particularmente cruel para as crianças de Israel; mais será um lugar de refúgio para o santo menino Jesus. Quando a Deus lhe apraz, pode fazer com que o pior dos lugares sirva para o melhor dos propósitos. Esta foi uma prova de fé para José e Maria. Mas a fé deles, sendo provada, foi achada firme.

Egito pode servir por um tempo como estadia ou refúgio, mas não para ficar a viver. Cristo foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel, e a elas deve retornar. Se olharmos o mundo como o nosso Egito, o lugar de nossa escravidão e exílio, e somente o céu como a nossa Canaã, nosso lar, nosso repouso, deveremos levantar-nos logo e partir daqui quando sejamos chamados, como José quando saiu do Egito.

Mt 3


Depois de Malaquias, não houve profeta até João Batista.

Após um silêncio de 400 anos, aponta João Batista despertando com a proclamação profética.

Sua mensagem era dupla, o arrependimento e o anúncio da proximidade do reino. Nós também precisamos expor-nos ao fogo, ao machado e a pá, para verificarmos o que realmente somos, e chegar, como Paulo, a reconhecer nossa justiça própria como perda, para ganhar a Cristo e ser achados nele.. Conquanto João denunciasse os pecados alheios, estava muito consciente dos seus próprios pecados. Ele tudo fez para evitar que suas mãos poluídas batizassem um ser tão puro, como ele percebia que Cristo era. . O Senhor admitiu a validade do argumento de João, mas não o aceitou. Foi batizado de modo que pudesse assumir a culpa do pecador, colocando-se ao seu lado e a seu favor e com ele se identificando.

Foi então, ungido pelo Espírito Santo e recebeu o testemunho abonador da voz do Pai. Jesus chama os sobrecarregados com o peso da justiça própria para que busquem nele seu descanso.

A identificação de Jesus com seu povo incluía seu batismo e morte, sua unção com o Espírito Santo e sua vitória sobre a tentação. . Tinha que se identificar com seu povo como o que levava os seus pecados. O batismo de João apontava para Jesus, porque só a morte de Jesus na cruz poderia tirar os pecados.

Pregava a doutrina do arrependimento: "Arrependei-vos". A palavra aqui usada implica uma mudança total de modo de pensar: uma mudança de juízo, da disposição e dos afetos, uma inclinação diferente e melhor da alma. Considerem seus caminhos, mudem seus pensamentos: pensaram errado; comecem de novo e pensem certo. Os penitentes verdadeiros têm pensamentos de Deus e de Cristo, do pecado e da santidade, deste mundo e do outro, diferentes dos que tinham. A mudança do pensamento produz uma mudança de caminho. Este é o arrependimento do evangelho, o qual se produz ao ver a Cristo, ao captar seu amor, e da esperança de perdão por meio dEle.

Há muito que fazer para abrir caminho para Cristo numa alma, e nada mais necessário que o descobrimento do pecado, e a convicção de que não podemos ser salvos por nossa própria justiça. O caminho do pecado e de Satanás é um caminho retorcido, mas para preparar um caminho para Cristo é necessário endireitar as veredas (Hebreus 12.13).

Muitos foram ao batismo de João, mas será que todos mantiveram a profissão que fizeram? Talvez haja muitos ouvintes interessados, mas poucos crentes verdadeiros. A curiosidade e o amor pela novidade e variedade podem levar a muitos a ouvir uma boa pregação, sendo afetados momentaneamente muitos que nunca se submetem a sua autoridade.

Os benefícios do reino dos céus, agora já muito perto, foram selados pelo batismo. João os purificou com água, em sinal de que Deus os limparia de todas suas iniqüidades, dando a entender com isto que, por natureza e costume, todos estavam contaminados e não podiam ser recebidos no povo de Deus a menos que fossem lavados de seus pecados no manancial que Cristo abriria (Zacarias 13.1).

Existe uma grande ira vindoura. O grande interesse de cada um é fugir da ira. Deus, que não se deleita em nossa ruína, já nos tem advertido; adverte pela palavra escrita, pelos ministros, pela consciência. Não são dignos do nome de penitentes, nem de seus privilégios, os que dizem lamentar seus pecados, porém continuam neles. Convém aos penitentes ser humildes e baixos a seus próprios olhos, agradecer a mínima misericórdia, ser pacientes nas grandes aflições, estar alerta contra toda aparência de mal, abundar em todo dever, e ser caridosos ao julgar o próximo.

Aqui há uma palavra de cautela, não confiar nos privilégios externos. Existem muitos cujos corações carnais são dados a seguir o que eles mesmos dizem dentro de si, e deixar de lado o poder da palavra de Deus que convence do pecado, e sua autoridade. Existem multidões que não chegam ao céu por descansar nas honras e nas simples vantagens de serem membros de uma igreja externa.

Eis aqui uma palavra de terror para o negligente e confiado. Nossos corações corruptos não podem dar bons frutos a menos que o Espírito regenerador de Cristo implante a boa palavra de Deus neles. Contudo, toda árvore que tenha muitos dons e honras, por verde que pareça em sua profissão e desempenho externo, se não der bom fruto, frutos dignos de arrependimento, é cortada e lançada no fogo da ira de Deus. João mostra o propósito e a intenção da aparição de Cristo; a qual eles agora esperavam com prontidão. Não existem formas externas que possam limpar-nos. Nenhuma ordenança, seja quem for que a ministre, ou não importa a modalidade, pode suprir a necessidade do batismo do Espírito Santo e do fogo. Somente o poder purificador e limpador do Espírito Santo pode produzir a pureza de coração, e os santos afetos que acompanham a salvação. Cristo é quem batiza com o Espírito Santo.

Observe-se aqui a igreja externa na era de Cristo (Isaias 21.10). os crentes verdadeiros são o trigo, substanciais, úteis e valiosos; os hipócritas são palha, ligeiros e vazios, inúteis, sem valor, levados por qualquer vento; estão misturados, bom e mau, na mesma comunhão externa. Vem o dia em que serão separados a palha do trigo. O juízo final será o dia que faça a diferença, quando os santos e os pecadores sejam separados para sempre. no céu os santos são reunidos, e não mais espalhados; estão a salvo e não mais expostos; separados do próximo corrompido por fora e com afetos corruptos por dentro, e não há palha entre eles. O inferno é o fogo inextinguível que certamente será a porção e o castigo dos hipócritas e incrédulos. Aqui a vida e a morte, o bem e o mal, são colocados ante nós: segundo somos agora no campo, seremos então na eira.

Em Cristo e por meio dEle, os céus estão abertos para os filhos dos homens. Esta descida do Espírito sobre Cristo demonstra que estava dotado sem medida com seus poderes sagrados. O fruto do Espírito Santo é amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.

No batismo de Cristo houve uma manifestação das três Pessoas da Santa Trindade. O Pai confirmando o Filho como Mediador; o Filho que solenemente se encarrega da obra; o Espírito Santo que desce sobre Ele para ser comunicado ao povo por seu intermédio. Fora de Cristo, Deus é fogo consumidor; em Cristo, um Pai reconciliado. Este é o resumo do evangelho, o qual devemos abraçar jubilosamente pela fé.

Mt 4

Com referência à tentação de Cristo, observe-se que foi tentado imediatamente depois de ser declarado Filho de Deus e Salvador do mundo; os grandes privilégios e os sinais especiais do favor divino não asseguram a ninguém que não será tentado.

Muitas vezes após recebermos uma revelação especial podemos esperar um período de prova.

Cristo foi levado ao combate. Se fizermos ostentação de nossa própria força, e desafiarmos o diabo a tentar-nos, provocamos que Deus nos deixe livrados a nós mesmos. Outros são tentados, quando são desviados por sua própria concupiscência, e são seduzidos(Tiago 1.14); porém nosso Senhor Jesus não tinha natureza corrupta, portanto Ele foi tentado somente pelo diabo. Manifesta-se na tentação de Cristo que nosso inimigo é sutil, mal-intencionado e muito atrevido, mas que podemos resisti-lo. consolo para nós é o fato de que Cristo sofreu sendo tentado, pois, assim, se manifesta que nossas tentações, enquanto não cedamos a elas, não são pecado e são somente aflições.

1) O tentou a desesperar da bondade de seu Pai, e a desconfiar do cuidado de seu Pai. Uma das tretas de Satanás é tirar vantagem de nossa condição externa; e os que são colocados em apertos devem duplicar sua guarda. Cristo respondeu todas as tentações de Satanás com um "Está escrito", para dar-nos o exemplo ao apelar ao que está escrito na Bíblia. Aprendamos a não seguir rumos errados a nossa provisão, quando nossas necessidades são sempre tão urgentes: o Senhor proverá de uma ou de outra forma.

2) Satanás tentou Cristo a que presumisse do poder e proteção de seu Pai em matéria de seguridade. Todos os elevados são lugares escorregadios; o avanço no mundo faz do homem um alvo para que Satanás dispare suas setas de fogo. Satanás está tão bem versado nas Escrituras que é capaz de citá-las facilmente? Sim, ele está. É possível que um homem tenha sua cabeça cheia de noções das Escrituras, e sua boca cheia de expressões das Escrituras, enquanto seu coração está cheio de forte inimizade contra Deus e contra toda bondade. Satanás citou mal as palavras. Esta passagem, Deuteronômio 8.3, foi feita contra o tentador, portanto ele omitiu uma parte. Esta promessa é firme e resiste bem. Mas seguiremos em pecado para que a graça abunde? Não.

3) Satanás tentou a Cristo na idolatria com o oferecimento dos reinos do mundo e a glória deles. A glória do mundo é a tentação que mais facilmente vence aos homens. Cristo foi tentado a adorar Satanás. Rejeitou com aborrecimento a proposta. "Retire-se, Satanás!". Algumas tentações são abertamente más; e não são para serem simplesmente resistidas, senão para serem rejeitadas de imediato. Bom é ser rápido e firme para resistir a tentação. Se resistirmos o diabo, ele fugirá de nós.

Cristo foi socorrido depois da tentação para estimulá-lo a continuar em seu esforço, e para estimular-nos a confiarmos nEle, porque soube, por experiência, o que é sofrer sendo tentado, de modo que sabia o que é ser socorrido na tentação; portanto, podemos esperar não só que sinta por seu povo tentado, senão que venha com o oportuno socorro.

Os que estão sem Cristo estão nas trevas. Quando chega o evangelho, vem a luz; quando este chega a qualquer parte, quando chega a uma alma, aí se faz o dia. A luz revela e dirige; assim o faz o evangelho.

A doutrina do arrependimento é boa doutrina do evangelho. Não somente o austero João Batista, senão o bondoso Jesus pregou o arrependimento. Ainda existe a mesma razão para fazê-lo assim.

Quando Cristo começou a pregar, principiou a reunir discípulos que deviam ser ouvintes, e depois pregadores, de sua doutrina, que deviam ser testemunhas de seus milagres, e depois testemunhar acerca deles. Não foi à corte de Herodes, nem foi à Jerusalém aos sumos sacerdotes nem aos anciãos, senão ao mar da Galiléia, aos pescadores. O mesmo poder que chamou a Pedro e a André poderia ter trazido a Anás e a Caifás, porque nada é impossível a Deus. mas Cristo escolhe o simples do mundo para confundir o sábio.

Aonde ia Cristo, confirmava sua missão divina por meio de milagres, que foram emblema do poder curador de sua doutrina e do poder do Espírito que o acompanhava. Mencionam-se três doenças: a paralisia que é a suprema debilidade do corpo; a loucura, que é a doença maior da mente; e a possessão demoníaca, que é a maior desgraça e calamidade de todas elas; porém Cristo curou todo e, assim, ao curar as enfermidades do corpo, demonstrou que sua grande missão no mundo era curar os males espirituais. O pecado é enfermidades, doença e tormento da alma; Cristo veio para tirar o pecado e, assim, curar a alma.

Mt 5

Bem aventuranças:


Freqüentemente se emprega a palavra "feliz" ou "bem-aventurado" no Novo Testamento para descrever a condição daqueles a quem Deus abençoa.

A palavra que nos versículos 20 e 22 é traduzida por "mendigo" é a mesma que em Mateus 5:3 se traduz por "humildes". O mendigo era destituído de tudo, batido pela pobreza, sem recursos de nenhuma espécie. Humilde e mendigo derivam de uma raiz que significa "cobrir" ou "encolher". Era tão humilhante ao indivíduo confessar que nada tinha, e que por isso dependia de outrem, que o próprio ato de mendigar o rebaixava. Por isso é que o mendigo cobria o rosto, encolhia-se, acovardava-se quando estendia a mão para pedir uma esmola. Ele tinha vergonha de ser reconhecido.

Nosso Senhor não escolheu impensadamente esta palavra ao dizer: "Bem-aventurados os pobres de espírito, bem-aventurados os paupérrimos espirituais, bem-aventurados os espiritualmente destituídos, bem-aventurados os falidos espiritualmente que se encolhem e se humilham por causa de seu total desamparo; porque deles é o reino dos céus." Em se tratando de coisas espirituais, humilde de espírito é o contrário, não da auto-estima, porém do orgulho espiritual. O que nosso Senhor condenou foi a auto-suficiência oriunda do orgulho espiritual.

Humilde de espírito é aquele de quem foi retirada a base da auto-suficiência; é aquele cujo coração está ajoelhado. Tal pessoa caracteriza-se por uma atitude de total dependência.

Ao pronunciar: "Bem-aventurados os humildes de espírito", o Senhor dizia aos seus ouvintes, antes de tudo, como ter acesso a ele. Lucas 18:9-14 ilustra-o de modo muito vivido:

O fariseu

Esperava que Deus o abençoasse pelo que ele havia feito para Deus. Que exemplo de quem não possui humildade de espírito!

Já o pecador confesso

Este nada tinha que reivindicar para sua pessoa nem para sua justiça. Em sua pobreza e desamparo espiritual ele lançou-se inteiramente à graça e à misericórdia de Deus. Aí estava um homem humilde de espírito, e nosso Senhor disse: "Digo-vos que este desceu justificado para sua casa.

O único caminho que o homem tem de acesso a Deus é ir ao Criador e confessar sua injustiça, sua incapacidade de satisfazer aos padrões e às exigências do Altíssimo; e, pela fé, reivindicar o sangue de Cristo que lhe cobre os pecados. Tal pessoa ― humilde de espírito ― é feliz porque abençoada por Deus.

Que temos nós para oferecer a Deus? Nada. Que tem Deus para dar-nos? Tudo. O que faz que as riquezas de Deus sejam nossas? Um pedido de socorro, um grito de dependência, uma confissão de nosso desamparo. "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus."


Os que choram - o contexto está indicando que estão chorando por causa do pecado e do mal, especialmente os deles mesmos, e por causa do fracasso da humanidade em dar glória devida a Deus.

Não há tristeza mais profunda ao filho de Deus que ofender Aquele que o amou até à morte. Não há tristeza igual à do amor ofendido.

O conceito bíblico de prantear é reconhecer uma necessidade, e então apresentá-la ao Deus
de toda consolação.

Mansos -

Nosso modelo de mansidão é Jesus.

"Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca, pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pedro 2:21-23).

Os mansos são bem-aventurados. Os mansos são os que se submetem silenciosamente a Deus; os que podem suportar insultos; são calados ou devolvem uma resposta branda; os que, em sua paciência, conservam o domínio de suas almas, quando escassamente têm possessão de alguma outra coisa. Estes mansos são bem-aventurados ainda neste mundo.


Fome e sede de justiça -

Justiça de Deus e não da própria justiça .

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos." Ele declarou que o segredo do crescimento espiritual está no apetite espiritual. Os que comem pouco, pouco crescerão; os que comem muito, muito crescerão. Os que têm apetite voraz pela Palavra de Deus e pela Pessoa de Jesus Cristo; que satisfazem esse apetite alimentando-se da Palavra e comungando com o Senhor, esses crescerão em maturidade espiritual; tornam-se gigantes espirituais.

no Salmo 42, Davi falou do anseio de seu coração: "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo"

O salmista aprofundou-se no coração de Deus, não porque fosse naturalmente religioso, nem por causa de alguma circunstância em sua vida. Ele aprofundou-se no conhecimento de Deus, e na experiência com ele, porque o Senhor lhe satisfazia a fome do coração.

No capítulo 3 da carta aos Filipenses, Paulo relembra as grandes bênçãos que encontrou ao conhecer a Jesus, bênçãos que suplantavam tudo o que se podia conhecer no judaísmo.

Paulo não estava satisfeito com o resultado de seu ministério, e o fruto dos seus esforços não lhe dava satisfação. Seu coração não se satisfazia com a atividade; sua felicidade estava na comunhão com uma Pessoa. Uma das tragédias de nosso tempo é que os homens se perdem em atividades e se satisfazem mantendo-se ocupados. Paulo disse que não era a atividade do ministério que o satisfazia, mas a comunhão com uma Pessoa. O anseio de seu coração era que ele pudesse aprofundar-se mais e mais nas coisas de Deus.

Era esta a preocupação de Pedro, ao escrever às ovelhas do seu rebanho espiritual: "Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento" (1 Pedro 2:2). Em sua segunda carta, ele ordenou; "Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (3:18).. Pedro colocou sobre os filhos de Deus a responsabilidade de passar da infância e imaturidade espiritual para a maturidade e vida adulta. Mas Pedro disse que o crescimento depende do apetite. "Desejai ardentemente... o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento." A Palavra de Deus devia ser para a alma o que o alimento é para o corpo. Como a perda de apetite indica um grave problema físico, assim a perda do apetite espiritual indica um sério problema no campo espiritual.

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos." Se o Espírito o convenceu, diante de Deus, de que seu apetite perdeu a força, ou, possivelmente, o apetite se foi, com base na autoridade da Palavra dizemos-lhe que não pode haver e não haverá crescimento espiritual, desenvolvimento, alegria em sua experiência cristã, poder em sua vida enquanto você não voltar à Palavra de Deus e à Pessoa de Jesus Cristo, e cultivar de novo aquele apetite que se embotou ou perdeu.

Misericordiosos


Jesus mostrou misericórdia com os pecadores, fracos, desamparados, pequeninos, rejeitados.

Misericórdia é a resposta de Deus à miséria, à necessidade daquele a quem Deus ama. Deus não ama porque o objeto de sua afeição lhe seja amável e atraente; ele ama Porque amar é inerente à sua natureza.


Amor e graça combinam-se no que a Bíblia chama de "misericórdia de Deus". O salmista reconhece que se Deus observar nossas iniqüidades, não subsistiremos. Devido à nossa pecaminosidade, não somos aceitáveis diante dele. Mas Deus, pela graça, põe de lado o que merecemos a fim de dar-nos o que nunca poderíamos merecer. O salmista continua no Salmo 103: "Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem" (v. 11). Se pudéssemos medir a distância entre a presença de Deus e o homem pecaminoso, poderíamos medir a misericórdia de Deus. Ela não tem limites. Porém o salmista ressaltou que a misericórdia não se origina no coração humano e se encaminha para Deus; ela se origina em Deus e é derramada sobre os homens.

Que tinha nosso Senhor em mente ao dizer "Bem-aventurados os misericordiosos"? Misericordioso significa "cheio de misericórdia". Assim como uma pessoa graciosa é aquela cheia de graça, a pessoa misericordiosa é aquela que está cheia da fonte de misericórdia, que está cheia de Deus. Misericordioso é o homem cheio de amor, que ama com o amor de Deus. É o homem em cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo. Aquilo que não constitui característica natural de sua vida passa a ser o caráter e padrão dela.

Devo amar e ser misericordioso com meu próximo, e quem é meu próximo?

na parábola do bom samaritano:

Primeiro nosso Senhor definiu quem é o próximo. Meu próximo nem sempre é aquele que mora no mesmo quarteirão onde resido. Meu próximo é qualquer pessoa que esteja em necessidade, cuja necessidade conheço e tenho capacidade de atender.

Pacificadores

Muitas vezes o termo é entendido no sentido daqueles que ajudam a encontrar a paz com Deus e também como aqueles que alcançam a própria paz com Deus e são chamados seus filhos.

Devemos levar os homens separados de Deus a saber como ter paz com ele e como sentir essa paz. Para ser pacificador, o homem precisa conhecer apenas uma verdade fundamental: Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia para que possamos ter paz com Deus. O pacificador deve conhecer essa verdade e então comunicá-la aos que se encontram alienados de Deus.

Limpos de coração -


Os limpos de coração são bem-aventurados, porque verão a Deus. aqui são plenamente descritas e unidas a santidade e a felicidade. Os corações devem ser purificados pela fé e mantidos para Deus. Cria em mim, oh Deus, um coração limpo. Ninguém senão o limpo é capaz de ver a Deus, nem o céu é prometido para o impuro. Como Deus não tolera olhar para a iniqüidade, assim eles não podem olhar para Sua pureza.

o Senhor apresentou de maneira muito sucinta o padrão e a exigência de Deus: "Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). Deus é santo. Sua justiça é absoluta. Nele não há pecado, e a exigência que Deus faz aos que desejam estar em sua presença não é menor do que sua inalterável santidade. Eis um padrão que o homem não pode atingir, não obstante é o padrão de Deus.

Na Bem-aventurança registrada em Mateus 5:8, nosso Senhor deu uma resposta inequívoca: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus." Se esta declaração positiva é verdadeira, a recíproca também o é: "Ai dos impuros de coração, porque nunca verão a Deus." Esta é a verdade que o Senhor Jesus Cristo lhes deu em resposta à pergunta: "Quão bom tem de ser o homem a fim de que Deus o aceite?"

O homem se mede por outro homem. Quando ele deseja examinar seu caráter, sua ética ou seus princípios morais, ele se mede tomando por padrão outro homem. Sempre lhe é possível encontrar alguém um bocadinho inferior a ele; assim, medindo-se por outro homem, ele se felicita por não haver caído tanto como os outros. Isto significa que o padrão último de moralidade é o do mais devasso indivíduo vivo. Aquele que julgamos estar abaixo de nós procura alguém abaixo dele, de sorte que possa congratular-se consigo mesmo. Assim, vamos descendo a escada, de modo que o padrão de moralidade vem a ser o do indivíduo mais pecador que se possa encontrar.

Com Deus não é assim. Quando ele prova o caráter de alguém, seus princípios morais, sua ética, seus padrões, sua aceitabilidade aos olhos divinos, Deus o mede segundo sua própria santidade imutável, inalterável, absoluta. Tudo o que não atinge o padrão da santidade absoluta de Deus é inaceitável aos seus olhos. A santidade não é algo que possamos comparar― santo, mais santo, santíssimo. O cirurgião, ao pegar um bisturi na sala de operação, rejeita aquele que tenha um mínimo sinal de contaminação tão prontamente como o inteiramente contaminado, pois a menor mancha significa que o instrumento não pode ser usado na cirurgia. Não importa o grau de contaminação. A presença desta é que importa para o cirurgião. Uma coisa está esterilizada ou contaminada, pura ou impura. Uma pessoa é santa ou ímpia. Deus não está interessado em graus. A ele só interessa o absoluto.

o profeta Ezequiel descreve a promessa de Deus:


Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. .. .Livrar-vos-ei de todas as vossas imundícias (Ezequiel 36:25-27. 29).


O profeta prometeu a vinda de Alguém que realizaria uma obra divina de sorte que os pecadores que viessem a Deus pudessem ser purificados, ter mãos limpas e corações puros; e, assim, entrar na presença de Deus. "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus."

Como nos parecemos com as crianças! Como nos assemelhamos às crianças, pensando que podemos eliminar a sujeira do coração sem banho, e tornar-nos aceitáveis a Deus sem entrar no caminho indicado por ele, mediante o sangue de Cristo. Esta é a mensagem que Cristo procurava fazer que aquelas multidões entendessem: "Vocês precisam de um libertador." Libertador político? Sim. Libertador econômico? Sim. Libertador religioso? Sim. Mas, acima de tudo, precisam de um Redentor que conceda purificação de pecados, porque sem santidade ninguém pode ver o Senhor. "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus."

Perseguidos por causa de justiça

O desejo de autopreservação é um dos principais impulsos de nossa vida. Muitos de nós, em face da oposição ou da perseguição, somos tentados a ocultar aquilo que possa acarretá-las. Nosso Senhor previu isto nas Bem-aventuranças, ao dizer: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós" (Mateus 5:10-12).

Como uma luz brilhante é dolorosa aos olhos, assim a luz da santidade de Deus é dolorosa ao pecador, e ele procura esconder-se dela. O crente, posto no mundo como luz, traz dor ao mundo. Não pode haver outra reação contra ele senão a de rejeição, perseguição, amargura e ódio. Por isso nosso Senhor disse: "Se o mundo vos odeia [e o texto original implica que certamente odiará], sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim" (João 15:18).


Deixando o sistema do mundo e aceitando o padrão da Palavra de Deus, dizemos ao mundo: "encontrei em Cristo algo superior a tudo quanto tens." Não há necessidade de empregar palavras, pois a própria rejeição das coisas da velha vida e aceitação da nova com seus alvos e padrões, é testemunho silencioso de que encontramos algo superior. O mundo interpreta esta atitude como complexo de superioridade de nossa parte, daí o ódio que nos tem. Não aceita que haja algo de maior valor em conhecer a Jesus Cristo e que Cristo seja superior ao deus deste mundo. Entende mal e interpreta mal. O fato de a pessoa deixá-los é um testemunho do alto valor daquilo que a leva a abandoná-los. O indivíduo saiu do seio do mundo. Não podendo entender porque ele fez isso, o mundo o odeia.

O segundo motivo que Cristo apresenta encontra-se no versículo 20: "Não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa." Jesus Cristo deixou fisicamente este mundo há quase 2.000 anos, mas os resultados de sua vinda ao mundo são tão reais como se ele tivesse partido ontem. O ódio que o mundo lhe votou no dia de sua crucificação é tão forte hoje como naquele tempo. O mundo não se contentou nem abriu mão de seu ódio a Cristo em 2.000 anos de amargura. Uma vez que Jesus Cristo não está presente em pessoa, o mundo descarrega sua ira sobre os que se identificam com ele; e, odiando aos de Cristo, o mundo continua a odiá-lo.
O ódio do mundo contra o crente não chega a ser tão grande quanto o ódio contra Jesus Cristo. Enquanto o mundo não for, afinal, julgado pela volta de Jesus Cristo, o grande Juiz, continuará a odiá-lo e aos que o seguem. Por isso o Senhor disse: "Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome" (v. 21).

O terceiro motivo do ódio do mundo está na última parte do versículo 21: "Não conhecem aquele que me enviou." O mundo odeia a Deus e a Jesus Cristo porque realmente não os conhece. Conhece a Deus como Juiz. Conhece-o como alguém que o convence de pecado, mas não o conhece na realidade. Devido à sua ignorância, odeia-o.

Se quisermos escapar à perseguição do mundo e evitar a sua animosidade, é muito simples: aprovemos seus padrões, sua justiça; aceitemos sua ética. Vivamos como vivem os filhos do mundo, e não seremos perseguidos. Se quisermos evitar a perseguição do mundo, aprovemos sua religião. Não digamos a ninguém que fora de Cristo está perdido. Permitamos que o mundo creia haver muitos caminhos que levam a Deus. Neguemos a verdade bíblica de que só Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Elogiemos a sua religiosidade, sua freqüência à igreja, e sua contribuição para as instituições beneficentes. Podemos escapará perseguição do mundo se não nos separarmos dele, se não tomarmos o partido de Cristo. Não deixemos ninguém saber que somos cristãos. Vivamos bem com todos. No escritório, ocultemos o fato de que pertencemos a Jesus Cristo, que acreditamos estarmos salvos, que temos certeza de que eles estão perdidos. Gargalhemos de piadas sujas. Não censuremos o pecado; demos-lhe apoio. Divirtamo-nos quando zombarem e blasfemarem de Jesus Cristo. Não os censuremos quando tomarem em vão o nome de Deus ― aceitemo-lo como lugar-comum, como se fosse também nossa maneira de viver.

Aqui estavam crentes dispostos a identificar-se com o Salvador, firmes em sua devoção a ele e indesviáveis em sua separação do mundo; muito embora se amontoassem brasas vivas sobre eles, resistiriam com firmeza. Não se identificariam com o mundo para evitar a perseguição. Pedro prometeu que na revelação de Jesus Cristo redundariam em louvor, glória e honra. "Bem-aventurados sois quando... vos perseguirem."

José comprovou esta verdade. Os irmãos o perseguiram por causa da justiça, e ele foi parar numa cisterna seca, no deserto. Deus o tirou dali e o fez primeiro-ministro do Egito. Bem-aventurados os perseguidos.

Daniel comprovou esta verdade. Por causa da justiça ele foi lançado na cova dos leões. Deus o levantou e o fez primeiro-ministro da Babilônia. "Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem."

Jeremias comprovou esta verdade. Foi lançado numa masmorra coberta de lodo, e a areia movediça o engoliu. Foi perseguido por causa da justiça. Mas Deus o ergueu e honrou--lhe o nome como profeta do Senhor por toda a nação de Israel.

Deus chama os homens à separação para ele; mas nessa separação, ele os separa do mundo, do qual devem esperar o ódio. Duplamente bem-aventurados os que apresentam este fruto de justiça.

Sal da terra - luz do mundo

Nossa luz deve brilhar fazendo obras tais que os homens possam vê-las. O que há entre Deus e nossas almas deve ser guardado para nós mesmos, mas o que, de si mesmo, fica aberto à vista dos homens, devemos procurar que se conforme a nossa profissão e que seja elogiável. Devemos apontar à glória de Deus

Se conservarmos acesa a pura luz de uma vida cristã coerente em meio aos males do mundo podemos esperar perseguições. Os homens odeiam a luz que põe a descoberto suas iniquidades. Eles só nos tolerarão enquanto não os incomodarmos.

Nossa vida santa deve atuar como sal para deter a corrupção ao nosso redor. Um súbito silêncio devia ocorrer em certas conversas à nossa chegada. Mas é muito fácil perdermos nossa salinidade. Presisamos ser acesos pela natureza de Deus.

Mt 6

Hipócritas - no novo testamento o hipócrita é aquele que alega ter um relacionamento com Deus e amar a justiça, mas que está buscando seu próprio interesse, enganando-se a si mesmo.

Logo, nosso Senhor advertiu contra a hipocrisia e a simulação externas nos deveres religiosos. o que deve ser feito, devemos fazê-lo a partir de um princípio interior de sermos aprovados por Deus, não pela busca do elogio dos homens.

Quanto menos percebemos nossas boas obras, Deus as nota mais.

Os escribas e fariseus eram culpáveis de duas grandes faltas na oração: a vangloria e a vã repetição. "Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa"; se em algo tão grande entre nós e Deus, quando estamos orando, podemos levar em conta uma coisa tão pobre como a adulação dos homens, justo é que isso seja toda a nossa recompensa. Mas não há um murmurar secreto e repetido em busca de Deus que Ele não veja. É chamado recompensa, mas é de graça, não por dívida; que mérito pode haver em mendigar? Se não dá a seu povo o que lhe pedem, deve-se a que sabe que não o necessitam e que não é para seu bem. Tanto dista Deus de ser convencido pela largura ou as palavras de nossas orações, que as intercessões mais fortes são as que se emitem com gemidos inexprimíveis. Estudemos bem o que mostra a atitude mental em que devemos oferecer nossas orações, e aprendamos diariamente de Cristo como orar.

Cristo viu que era necessário mostrar a seus discípulos qual deve ser correntemente o tema e o método de sua oração. Não se trata de que estejamos obrigados somente a usar a mesma oração sempre, porém, sem dúvida, é muito bom orar segundo um modelo.

A oração deve se direta, simples e fervorosa. Deve ser reverente, santificando o nome de Deus e altruísta empregando o nós e nosso . Deve ser concebida em amor, respirar perdão e confiar no suprimento que atenda a fome de nossa natureza.. Devemos estar dispostos a tratar todos como esperamos que Deus nos trate.

Há uma grande diferença entre previsão e preocupação. A última e que Jesus reprova. O lavrador deve semear no outono de modo a colher no verão, mas não precisa perder o sono nas noites de inverno com a colheita distante. Deus sabe o que precisamos, confiemos nele. Ele não cuida dos pássaros , das flores. Ele não nos deu seu Filho?

Um homem pode servir um pouco a dois amos, mas pode consagrar-se ao serviço de não mais que um. Deus requer todo o coração e não o dividirá com o mundo. Quando dois amos se opõem entre si, nenhum homem pode servir ambos. Ele se aferra e ama o mundo, e deve desprezar a Deus; o que ama a Deus deve deixar a amizade do mundo.

Devemos fazer do governo soberano de Deus e do correto relacionamento com ele a mais alta prioridade da vida.

MT 7

Jesus proíbe certa espécie de julgamento mas aprova um outro tipo . . Este julgamento necessário não condena, mas distingue o não crente do crente, ( pelos frutos os conhecereis)

Boas coisas - estas dádivas do Pai são as coisas que Jesus tinha descrito como necessárias para os discípulos: retidão, sinceridade, pureza, humildade e sabedoria. Os qu3e conhecem sua própria necessidade pedirão a Deus pro elas. O paralelo em Lucas focaliza a maior dádiva de todas: o espírito santo.

Apresentar a vida cristã como um mar de rosas e minimizar que ela é repleta de problemas não segue a orientação do nosso Senhor. Pode ser que os falsos profetas sim, neguem que o caminho é estreito e difícil. A mensagem do falso profeta pode ser atraente. O único modo de saber com segurança e deixar o tempo mostrar seus frutos.

Senhor, Senhor - não é alegar ou sentir intimidade com Jesus o que importa, nem é simplesmente fazer boas obras, mesmo que miraculosas; só importa fazer a vontade do Pai. Genuína intimidade com o Pai significa conhecer a Deus e ser conhecido por Deus.

O mundo está cheio de falsificações. Cuidado com doutrinas estranhas.

Quando não se requer a negação do eu - é o caminho da cruz. Precisamos dizer não a vida do eu que está instalada em nossa alma, temos que negar-lhe o domínio sobre nós.

Quando não produz bons frutos - é o teste supremo, há muitos novos sistema de teologia. Muitas coisas estão sendo anunciadas, mas o teste para todos é o fruto que apresentam.

Não é bastante crer acerca de Cristo, devemos crer nele., achegar-nos a ele como a pedras viva e nos tornar também pedras vivas. Precisamos não só ouvir, mas obedecer. Recebamos com mansidão a palavra que é capaz de salvar a alma

MT 8

8,17 nossas enfermidades - usa a enfermidade para representar os pecados pelos quais pelos quais elas são maldição. Jesus veio para levar a maldição, bem como a culpa do pecado. Em seu ministério, ele demonstrou seu poder sobre os sofrimentos físicos. Contudo, ele não prometeu remover a doença do mundo ou da igreja, antes de sua segunda vinda.

Pedro tinha uma esposa embora fosse apóstolo de Cristo, o que demonstra que Ele aprovava o estado do matrimônio, sendo bondoso com a mãe da esposa de Pedro. A igreja de Roma, que proíbe que seus ministros se casem, contradiz a este apóstolo, sobre o qual tanto se apóiam. Tinha sua sogra consigo em sua família, o que é exemplo de ser bom com nossos pais.

Honrar os pais providenciando um sepultamento adequado era uma obrigação severa na sociedade judaica, porém Jesus exige mais fidelidade para com ele.

Os que estão passando pelo oceano deste mundo com Cristo, devem esperar tormentas.

Satanás e seus instrumentos não podem ir além do que o Senhor permita; eles devem deixar a possessão quando Ele ordena. Não podem romper o cerco de proteção em volta de seu povo; nem sequer podem entrar num porco sem Sua permissão.

Receberam a permissão. Freqüentemente Deus permite, por objetivos santos e sábios, os esforços da ira de Satanás.

Existem muitos que preferem seus porcos ao Salvador e, assim, não alcançam a Cristo e a salvação por Ele. Eles desejam que Cristo se vá de seus corações, e não suportam que Sua Palavra tenha lugar neles, porque Ele e sua palavra destruiriam suas concupiscências brutais, isso que se entrega aos porcos como alimento. Justo é que Cristo abandone aos que estão cansados dEle; e depois diga: "Apartem-se de mim, malditos", aos que dizem ao Todo Poderoso: "Saí de nós".

MT 9

Perdoar pecados era uma reivindicação de sua autoridade divina.. Perdoar pecados é mais difícil que realizar milagre, como sabiam os escribas, uma vez que reconheceram que só Deus pode perdoar pecados. Porém o perdão de pecados não pode ser visto pelos observadores. Assim, Jesus realiza o feito menos para provar o feito maior.

A fé dos amigos do paralítico ao levá-lo a Cristo era uma fé firme; eles criam firmemente que Jesus Cristo podia e quereria curá-lo. Uma fé forte não considera os obstáculos ao ir em busca de Cristo. Era uma fé humilde; eles o levaram a esperar em Cristo. Era uma fé ativa.

Aqueles que supõem que suas almas estão sem doença não acolherão o Médico espiritual. este era o caso dos fariseus; eles desprezaram a Cristo porque se criam íntegros; mas os pobres publicanos e pecadores sentiam que lhes faltava instrução e emenda. Pode suspeitar-se com justiça que os que não têm a graça de Deus não se comprazem com que outros a consigam. Aqui se chama misericórdia que Cristo converse com os pecadores, porque fomentar a conversação das almas é o maior ato de misericórdia.

O chamado do evangelho é um chamado ao arrependimento; um chamado para que mudemos nosso modo de pensar e mudemos nossos caminhos. Se os filhos dos homens não fossem pecadores, não teria sido necessário que Cristo viesse a eles.

Tua fé te salvou - sua fé a salvou porque as bênçãos do reino vem sobre aqueles buscam em Jesus a solução de seus problemas, e não por causa de qualquer poder da fé em si mesmo.

Tocadores de flauta - pranteadores profissionais que auxiliavam os enlutados a expressar sua dor.

A filha de Jairo estava realmente morta, mas não para Cristo. A morte do justo, de maneira especial, deve ser considerada somente um dormir.

As palavras e as obras de Cristo podem não ser entendidas no começo, e, contudo, não por isso devem ser desprezadas. A gente foi fortalecida. Os escarnecedores que riem do que não entendem não são testemunhas apropriadas das maravilhosas obras de Cristo. As almas mortas não são ressuscitadas para a vida espiritual, a menos que Cristo as tome pela mão. Se este único caso em que Cristo ressuscitou a um morto recente aumentou tanto sua fama, que será de sua glória quando todos os que estão nos sepulcros ouçam sua voz e saiam; os que fizeram o bem, para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação!

Jesus visitou não somente as cidades grandes e ricas, senão as aldeias pobres e escuras, e ali pregou e curou. As almas dos mais vis do mundo são tão preciosas para Cristo, e devem sê-lo para nós, como as almas dos que mais figuram. Havia sacerdotes, levitas e escribas em toda a terra; mas eram pastores de ídolos (Zacarias 11.17); portanto, Cristo teve compaixão do povo como ovelhas desamparadas e dispersas, como homens que perecem por falta de conhecimento. Hoje também há multidões enormes que são como ovelhas sem pastor, e devemos ter compaixão e fazer tudo quanto pudermos para ajudá-los. As multidões desejosas de instrução espiritual formam uma colheita abundante que necessitava muitos operários ativos; mas poucos mereciam esse caráter. Cristo é o Senhor da seara. Oremos que muitos sejam levantados e enviados a trabalhar para levar almas a Cristo.

Ninguém pode realizar a obra da seara sem ser chamado para isso e eqipado por Deus para essa tarefa.

Mt 10

Apóstolo - a palavra grega apóstolos significa um representante ou emissário autorizado, cuja palavra tem a autoridade daquele que o envia. Aqui os doze recebem autoridade para fazer exatamente aquilo que Jesus estava fazendo.


OS APÓSTOLOS

At 1.26

Ainda que os Evangelhos chamem as mesmas pessoas de "discípulos" e "apóstolos" (Mt 10.1-2; Lc 6.13), os termos não são sinónimos. "Discípulo" significa "aluno", "aquele que aprende"; "apóstolo" significa "emissário", "representante", alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou. Os doze apóstolos (Ap 21.14), como distintos dos apóstolos ("mensageiros") das igrejas (2Co 8.23 e a nota sobre o texto) e do resto dos discípulos, foram escolhidos e enviados por Jesus (Mc 3.14), exa-tamente como o próprio Jesus, "o Apóstolo... da nossa confissão" (Hb 3.1), foi preordenado e enviado pelo Pai (1Pe 1.20). Assim como rejeitar Jesus é rejeitar o Pai, também rejeitar os apóstolos é rejeitar Jesus (Lc 10.16).

Paulo, o "apóstolo dos gentios" (Rm 11.13; Gl 2.8), declara-se como um apóstolo nas palavras de abertura da maioria de suas cartas. Pelo fato de ter visto Cristo no caminho de Damasco e ter sido comissionado por ele (At 26.16-18), ele foi tão verdadeiramente uma testemunha da ressurreição de Jesus (que um apóstolo tinha de ser, At 1.21 -22; 10.41 -42), como foram todos os outros. Tiago, Pedro e João aceitaram Paulo no colégio apostólico (Gl 2.9), e Deus confirmou sua condição de apóstolo pelos sinais de um apóstolo (milagres e sinais, 2Co 12.12; Hb 2.3-4) e pelos frutos do seu ministério (ICo 9.2).

Os apóstolos foram agentes de Deus na revelação das verdades que se tornariam a regra de fé e de vida cristãs. Como tais e através da escolha deles feita por Cristo como seus representantes autorizados (2Co 10,8; 13.10), os apóstolos exerceram uma autoridade peculiar na Igreja. Não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas Escrituras canônicas. A ausência de nova revelação não coloca a Igreja contemporânea em desvantagem quando comparada com a Igreja dos dias dos apóstolos, porque o Espírito Santo interpreta e aplica as Escrituras ao povo de Deus continuamente. ( Bíblia de estudo de Genebra)

Existiam duas exigências fundamentais para que um apóstolo fosse reconhecido para tal função:

1) Ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (Atos 1:21-22; Atos 1.2-3 cf. 4.33; 1 Coríntios 9.1;

15.7-8);

2) Ser comissionado por Cristo a pregar o Evangelho e estabelecer a igreja (Mateus 10.1-2; Atos 1.26).

Assim como Matias, que passou a integrar o corpo apostólico por ser uma testemunha, Paulo, que se

considerava o menor, por ser o último dos apóstolos, contemplou a Cristo no caminho de Damasco (Atos

9.1-9; 26.15-18), onde ocorreu o início de sua conversão. Ou seja, ambos preenchem os pré-requisitos

para tal função. No entanto, os que se intitulam apóstolos em nossos dias não se encaixam nos padrões

bíblicos que validam o apostolado.

Existem hoje ministérios com características apostólicas, no sentido das missões (envio) e no
estabelecimento de igrejas. No entanto, isso não faz de ninguém um apóstolo nos padrões bíblicos.

Nosso Senhor adverte a seus discípulos que se preparem para a perseguição.

Simplesmente parece que todos os que desejam viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguição; e devemos esperar que através de muitas tribulações entremos no Reino de Deus.

Deve haver cuidado prudente, porém não devem deixar-se dominar por pensamentos de angústia e confusão; que esta preocupação seja lançada sobre Deus. os discípulos de Cristo devem pensar mais em realizar o bem que em falar bem. No caso de grande perigo, os discípulos de Cristo podem sair do caminho perigoso, ainda quando não devam sair-se do caminho do dever.

A tribulação, a angústia e a perseguição não podem eliminar o amor de Deus por eles ou o deles por Ele. Temam Àquele que pode destruir o corpo e a alma no inferno.

Eles devem dar sua mensagem publicamente, porque todos estão profundamente preocupados da doutrina do Evangelho. Deve dar-se a conhecer todo o conselho de Deus (Atos 20.27). Cristo lhes mostra por que devem estar de bom ânimo. Seus sofrimentos testemunham contra os que se opõem a seu Evangelho. Quando Deus nos chama para falarmos por Ele, podemos depender dEle para que nos ensine o que dizer.

Cristo nos conduzirá através dos sofrimentos para gloriar-nos nEle. Os melhores preparados para a vida vindoura são os que estão mais livres desta vida presente.

Tomar a cruz - quando nossa vontade se opõe a vontade de Deus, optamos por fazer a vontade de Deus. Obedecer i identificar-se com Jesus.

Ate que venha o filho do homem - neste contexto - 10,23 - se refere a destruição de Jerusalém no ano 70 d.c. como um ato de juízo contra a nação de Israel. Este modo de entender conserva a nota de urgência e é mais adequado à experiência da igreja, antes do ano 70 d.c. As outras referências a vinda do filho do homem consideram a expressão como a grande e terrível manifestação do juízo de Deus. Ainda que estas manifestações não possam limitar a destruição de Jerusalém , aquele evento foi terrível em intensidade, caindo sobre aquilo que tinha sido o símbolo central visível da presença de Deus : o templo.

MT 11


Recusaram João por causa da austeridade e recusaram Jesus por causa de sua bondade e mansidão.

Mesmo quando não há oposição direta a indiferença é suficiente para selar nossa condenação.

Pequeninos são os que não depositam confiança nos raciocínios de seu intelecto; ,as tem coração de criança aquele que contempla admirado todos os mistérios de Deus. Aos cansados e sobrecarregados ele faz um convite e uma promessa de alívio. O convite é para entregar-se e submeter-se sob o jugo da vontade do Pai.

Não são os fortes e poderosos que alcançam o reino, mas os fracos e humildes que conhecem suas próprias fraquezas e estão dispostos a depender de Deus.

Embora a lei tivesse sido dada por Deus como ajuda a seu povo, as tradições orais dos escribas e fariseus iam além das exigências de Deus e se tornaram uma carga pesada. Quando a lei foi entendida como meio de salvação tornou-se um jugo de escravidão.

•11.25 ocultaste... revelaste. Deus é soberano na escolha daqueles a quem ele revelará a sua verdade. Ninguém pode conhecer a Deus por meio de sabedoria ou erudição mundanas (1Co 1.26-31).

•11.27 Tudo me foi entregue. Jesus, aqui, faz uma extraordinária reivindicação. Ele reivindica que a soberana disposição de Deus, de todas as coisas, foi entregue a ele. Como em Dn 7, o Filho do Homem recebeu todo poder e domínio. Ele afirma que só o Pai conhece o Filho e que só o Filho conhece o Pai. O conhecimento de Jesus é igual ao do Pai e sua filiação é ímpar. Ele afirma que a sua soberania se estende à própria decisão de determinar quem conhecerá o Pai. Esta idéia é paralela ao v. 25, mas aqui é Jesus quem revela o Pai. •11.28 Vinde a mim. Jesus tem autoridade para convidar os homens a irem a ele. Não estende este convite aos fortes, porém aos cansados e oprimidos. Jesus usa a linguagem da tradição da sabedoria, chamando a si os oprimidos, como a Sabedoria de Deus encarnada (v. 19, nota).

•11.29-30 Embora a Lei tivesse sido dada por Deus como uma ajuda a seu povo, as tradições orais dos escribas e fariseus iam bem além das exigências de Deus, e se tornaram uma carga pesada (12.2, nota; 15.2). Quando a Lei foi entendida como meio de salvação, tornou-se um "jugo de escravidão" (Gl 5.1). Por contraste, o jugo de Jesus, conquanto exigente, é "suave" porque vem daquele que é "manso e humilde de coração" e pode assegurar verdadeiro descanso para a alma. Ver "A Humilde Obediência de Cristo", em Jo 5.19. •

MT 12

Os fariseus haviam introduzido restrições minuciosas e absurdas acerca da observância do sábado, então o Senhor se dispôs a corrigir essa situação, ensinando ao povo a forma correta de observar este dia. Ele sustentou também que toda observância ritual deve ocupar lugar secundário e que a preocupação primária deve ser sempre atender às necessidades profundas e urgentes da humanidade. Assim, foi perfeitamente normal e válido que Davi comesse os pães da proposição.

O teste do fruto - a natureza de um homem, doutrina ou movimento só pode ser avaliado se ceder tempo para os resultados aparecerem. E como o cristianismo tem enfrentado este teste e mais ainda nestes dias.

Blasfêmia contra o Espírito Santo - Muito se tem discutido a respeito do que seria esta blasfêmia. Creio ser um endurecimento tão grande do coração, deliberado, que a alma se torna insensível a voz do
Espírito Santo, a alma não deseja nem procura perdão. Só o medo de cometer este pecado já demonstra que a pessoa não o cometeu.

A ressurreição de Cristo dentre os mortos por seu poder aqui é chamada de sinal de Jonas, o profeta, e é a grande prova de que Cristo era o Messias. Como Jonas esteve três dias e três noites no grande peixe, e depois tornou a sair vivo, assim estaria Cristo esse tempo no túmulo e ressuscitaria.

  • 12.2 o que não é lícito. O Antigo Testamento não proíbe apanhar grãos no sábado, para comer. Os discípulos não eram agricultores empregados na obra da colheita. A objeção dos fariseus estava baseada numa tradição oral, que não levava em conta o verdadeiro propósito da Lei. Ver "A Liberdade Cristã", em Gl 5.1. sábado. O sábado é um símbolo da soberania de Deus sobre todo o universo criado (Êx 20.8). Recorda a redenção que Deus propicia a seu povo (Dt 5.12) e é uma representação da esperança de descanso eterno, na consumação (Hb 4.9). Jesus como senhor do sábado cumpre todos os aspectos do significado do sábado (Cl 2.16-17).

    ( Bíblia de estudo de Genebra)

    •12.3-6 Em sua resposta às acusações dos fariseus, Jesus usa dois argumentos, de menor importância e de maior importância, ambos focalizando sua própria pessoa e autoridade. A transgressão de Davi da lei cerimonial, em uma hora de necessidade, tinha sido permitida e agora alguém com muito maior autoridade estava presente. Do mesmo modo, as exigências do culto, no templo, desculpa os sacerdotes de certas obrigações da Lei, e agora "aqui está quem é maior do que o templo" (v. 6).

    •12.6 quem é maior que o templo. Como as genuínas necessidades do povo são rnais importantes para Deus do que os símbolos cerimoniais, assim aquele em quem Deus habita é maior do que o lugar simbólico de habitação. Jesus, Emanuel ("Deus conosco") é o verdadeiro templo para quem o símbolo apontava (Jo 1.14; 2.21). Os discípulos, estando na presença de Jesus, tinham um serviço muito maior do que o dos sacerdotes que serviam no templo de Jerusalém. •12.7 Misericórdia quero. Novamente citando Os 6.6 (cf. 9.13), Jesus condena o mau uso da Lei pelos fariseus. O sábado foi dado por Deus como auxílio para a humanidade, porém os fariseus perverteram este propósito, colocando o sábado contra os que estavam em necessidade e fazendo dele um peso (Mc 2.27).

    •12.8 é senhor do sábado. O Filho do Homem recebeu o domínio sobre a criação (8.20, nota) e sobre a redenção (20.28), Por isso, ele tem domínio sobre o sábado, o sinal da soberania de Deus sobre a criação e a redenção (v. 2, nota). As reivindicações que Jesus faz aqui, sem dúvida, chocaram os fariseus, confirmando a vontade deles de tirar-lhe a vida (v. 14).

    •12.9-14 Outro exemplo do senhorio de Cristo sobre o sábado. Novamente, no Antigo Testamento, não há proibição para curar no sábado e é sempre lícito fazer o bem. Jesus não ensina que o sábado é abolido com a vinda do reino, pois ele não veio para destruir a Lei, mas para cumpri-la (5.17, nota). O problema não estava na observância do sábado por parte dos fariseus, mas na interpretação errada deste mandamento por parte deles, tornando um peso aquilo que deveria ser um prazer. ( B E G)

Mt 13


Semear em solos diferentes - os resultados variados da pregação do evangelho não se devem em primeiro lugar, nem ao semeador nem a semente, mas ao terreno. Há 4 tipos de ouvinte nesta parábola e o próprio Jesus a explica. Mas, vamos lá ainda assim:

A parábola do semeador é clara. A semente plantada é a palavra de Deus. o semeador é nosso Senhor Jesus Cristo, por si ou por seus ministros. Pregar a uma multidão é semear o grão; não sabemos onde brotará. Uma classe de terreno, ainda que nos tomemos muito trabalho, não dá fruto adequado, enquanto a boa terra dá fruto em abundância. Assim acontece nos corações dos homens, cujos diferentes caracteres estão aqui descritos como quatro classes de terreno.

Os ouvintes negligentes e frívolos são presas fáceis para Satanás que, como o grande homicida das almas, é o grande ladrão de sermões, e com certeza estará pronto para roubar-nos a palavra se não temos o cuidado de obedecê-la.

Os hipócritas, como o terreno pedregoso, costumam ter o começo dos cristãos verdadeiros em sua demonstração de profissão de fé. Muitos dos que se alegram de ouvir um bom sermão são os que não se beneficiam. Muito lhes é falado da salvação gratuita, dos privilégios dos crentes, e da felicidade do céu; e, sem mudança do coração, sem convicção permanente de sua própria depravação, de sua necessidade do Salvador ou da excelência da santidade, logo professam uma certeza sem fundamentos. Mas quando uma provação pesada os ameaça ou podem levar uma vantagem pecaminosa, se rendem ou ocultam sua profissão ou tornam a um sistema mais fácil.

Os esforços do mundo são apropriadamente comparados com os espinhos, pois vieram com o perdão e são fruto da maldição; são bons em seu lugar para encher o vazio, mas deve estar bem armado o homem que tenha muito a ver com eles; enredam, afligem, aranham e seu fim é serem queimados (Hebreus 6.8). Os esforços do mundo são grandes obstáculos para ter proveito da palavra de Deus. O enganoso das riquezas opera o mal; não se pode dizer que nos enganamos a menos que depositemos nossa confiança nelas, então afogaremos a boa semente.

O que distinguiu o bom terreno foi a frutificação. Por isso se distinguem os cristãos verdadeiros dos hipócritas. Cristo não diz que a boa terra não tenha pedras e espinhos, senão que nada pode impedir que dê fruto. Todos não são iguais; devemos apontar mais alto para dar mais fruto. O sentido do ouvido não pode ser melhor usado que para ouvir a palavra de Deus; olhemo-nos a nós mesmos para que saibamos que classe de ouvintes somos.

Joio e trigo - os justos tem tido de viver no meio dos ímpios desde o começo, mesmo que pareçam justos. O joio e trigo são muito semelhantes quando crescem e não há como saber quem é quem. Assim é o verdadeiro cristão do falso, são muito parecidos. Deus retém o juízo imediato por causa dos eleitos que estão no mundo.

O mundo é o campo de Deus e há apenas duas classes , os discípulos pertencem a Cristo embora não tenham alcançado ainda a luz perfeita. Os que causam escândalos são colocados juntos com os que praticam a iniqüidade e ambos são lançados ma fornalha

Esta parábola representa o estado presente e o futuro da Igreja do evangelho; o cuidado de Cristo por ela, a inimizade do diabo contra ela; a mistura de bons e maus que tem neste mundo, e a separação entre eles no outro mundo. Tão propenso a pecar é o homem caído que se o inimigo semeia, pode continuar seu caminho, e o joio brotará e fará dano; enquanto que quando se semeia boa semente, deve cuidar-se, regar-se e proteger-se. Os servos se queixam a seu amo: "O senhor não semeou boa semente em seu campo?". Sem dúvida que sim; o que seja que está errado na igreja podemos ter a certeza de que não é de Cristo. Embora os transgressores grosseiros, e outros que se opõem abertamente ao evangelho, deveriam ser separados da sociedade dos fiéis; contudo, não há destreza humana que possa efetuar uma separação precisa. Os que se opõem não devem ser tirados senão instruídos, e com mansidão. E ainda que os bons e os maus estejam juntos neste mundo, contudo, no dia grande do juízo serão separados; então serão claramente conhecidos o justo e o ímpio; às vezes aqui custa muito distinguir entre eles.

Tesouro e pérola - elas forma um par. Ilustram os vários caminhos para se chegar a conhecer a verdade de Deus. Alguns encontram inesperadamente. Estão desempenhando as tarefas normais da vida quando a relha do arado se choca contra uma caixa de tesouro enterrada. De uma hora para outra o agricultor vem possuir uma riqueza que nem sonhava. Em outros casos resulta de uma procura diligente. O homem não pode ser feliz sem Deus muitas vezes vai de sistema a sistema, olhando e virando pérolas nas bandejas e de repente descobre Cristo. É a pérola de grande preço. Ele procurou e achou e está disposto a renunciar a tudo mais . E não é também que Jesus num certo sentido renunciou a tudo para poder adquirir para si mesmo a igreja, sua noiva?

44 a 52

Mais sobre os versículos


1) A do tesouro escondido no campo. Muitos levam com leveza o evangelho porque olham somente a superfície do campo. Mas todos os que esquadrinham as Escrituras, para achar nelas a Cristo e a vida eterna (João v 39), descobrirão tal tesouro, que torna este campo indizivelmente valioso; se apropriam dele a qualquer custo. Embora nada possa dar-se como preço pela salvação, contudo, muito deve dar-se por amor a ela.

2) Todos os filhos dos homens estão ocupados; um será rico, outro será honorável, ainda um outro será douto; porém a maioria está enganada e tomam as falsificações por pérolas legítimas. Jesus Cristo é a pérola de grande preço; tendo a Ele temos suficiente para fazer-nos felizes aqui e para sempre. o homem pode comprar ouro muito caro, mas não esta Pérola de grande preço. Quando o pecador convicto vê a Cristo como o Salvador da graça, tudo o resto perde valor para seus pensamentos.

3) O mundo é um mar largo, e em seu estado natural os homens são como os peixes. Pregar o evangelho é lançar uma rede neste mar para pescar algo para glória de Quem tem a soberania sobre este mar. Os hipócritas e os cristãos verdadeiros serão separados; desgraçada é a condição dos que, então, serão lançados fora.

4) O fiel e destro ministro do evangelho é um escriba bem versado nas coisas do evangelho e capaz de ensiná-las. Cristo o compara com um bom dono de casa, que traz os frutos da colheita do ano anterior e o recolhido este ano, abundante e variado, para atender a seus amigos. Todas as experiências antigas e as observações novas têm sua utilidade. Nosso lugar está aos pés de Cristo, e devemos aprender diariamente de novo as velhas lições, e também as novas.

Mt 14

Nós não precisamos afastar de Cristo à procura de coisas boas. Tudo esta nele. Quando nos manda alimentar as multidões ele assume a responsabilidade final, e abre caminho para isso mostrando a insuficiência de nossos recursos se usados sem o seu apoio. É no ato de partir e distribuir o pão vivo que este se multiplica em nossas mãos. A igreja é a intermediária entre o Salvador vivo e a fome desesperada do mundo.

Tempestade - ele nos vigia sempre e cm certeza virá em nosso socorro. Ele está sempre conosco.

Muitas vezes nas situações que mais tememos vem muitas bênçãos se olharmos para Cristo, se fixarmos nossos olhos nele.

Quando Jesus nos convida a ir com ele sobre as águas, podemos saber que suas ordens também nos capacita para isso. Fixemos olhar nele e não na tempestade ou nas águas agitadas.

A presença de Cristo e de seu evangelho, não só fazem suportável o deserto, senão também desejável.

A pequena provisão de pão foi aumentada pelo poder criador de Cristo, até que toda a multidão se satisfez. Ao buscar o bem-estar para a alma dos homens, devemos ter compaixão igualmente de seus corpos. Também lembremos de anelar sempre uma bênção para nossa comida, e aprendamos a evitar todo desperdiço, porque a frugalidade é a fonte apropriada da generosidade. Veja-se neste milagre um emblema do Pão de vida que desceu do céu para sustentar nossa alma que perecia. As providências do Evangelho de Cristo parecem magras e escassas para o mundo, porém satisfazem a todos os que por fé se alimentam dEle em seus corações com ação de graças.

Não são seguidores de Cristo os que não podem desfrutar o estar a sós com Deus e seus corações. Em ocasiões especiais, e quando achamos alargados nossos corações, é bom continuar orando secretamente por longo tempo, e derramar nossos corações ante o Senhor.

Não é coisa nova para os discípulos de Cristo encontrar-se com tormentas no caminho do dever, todavia, por isso Ele se mostra com maior graça e favor a eles. Ele pode tomar o caminho que lhe apraz para salvar a seu povo. mas até as aparências de liberação ocasionam às vezes problemas e perplexidade ao povo de Deus pelos erros que têm acerca de Cristo. Nada deveria assustar os que têm a Cristo junto deles e que sabem que é seu; nem a mesma morte.

Pedro caminhou sobre a água, não por diversão nem por vanglória, senão para ir a Jesus, e nisso foi sustentado maravilhosamente. É prometido sustento especial, e deve esperar-se, mas só nas empresas espirituais; tampouco podemos sequer ir a Jesus a menos que sejamos sustentados pelo seu poder. Cristo lhe disse a Pedro que fosse a Ele, não só para que pudesse andar sobre a água, e assim conhecer o poder de seu Senhor, senão para que conhecesse sua própria fraqueza. Freqüentemente o Senhor permite que seus servos tenham o que escolhem, para humilhá-los e prová-los, e para mostrar a grandeza de seu poder e de sua graça.

Quando deixamos de olhar a Cristo para mirar a grandeza das dificuldades que se nos opõem, começamos a desfalecer, mas quando O invocamos, Ele estende seu braço e nos salva. Cristo é o grande Salvador; os que serão salvos devem ir a Ele e clamar pedindo salvação; nunca somos levados a este ponto, senão até que nos achamos naufragando: o sentido da necessidade nos leva a Ele.

Repreendeu a Pedro. Se pudermos acreditar mais, sofreríamos menos. A fraqueza da fé e o predomínio de nossas dúvidas desagradam a nosso Senhor Jesus, porque não há uma boa razão para que os discípulos de Cristo tenham dúvidas. Ainda num dia tempestuoso, Ele é para eles uma ajuda muito presente.

Ninguém senão o Criador do mundo podia multiplicar os pães, ninguém senão seu Governador poderia andar sobre as águas do mar: os discípulos se renderam à evidência e confessaram sua fé. Eles foram apropriadamente afetados e adoraram a Cristo. O que vá a Deus deve crer; e o que crê em Deus irá a Ele (Hebreus 11.6).

Mt 15

Jesus não sentia simpatia pelo sistema que reduzia a religião a uma escravidão a formas exteriores. Seu novo reino estava no coração, no amor filial e na fé. Procuremos estar sempre com o coração limpo.

Jesus acusou os fariseus de colocarem seus regulamentos no mesmo plano dos mandamentos divinos, e assim, invalidaram o culto prestado por Israel. A autoridade divina naquilo que de fato constitui mandamento é bastante prejudicada quando há mistura com preceitos meramente humanos.

Nenhuma oferta para a obra de Deus é aceitável se resulta em negligência dos direitos de nosso familiares, a moralidade, aos olhos de Deus, situa-se muito acima do ritual.

As adições às leis de Deus desacreditam sua sabedoria, como se Ele tiver deixado fora algo necessário que o homem possa suprir; de uma ou de outra forma, levam sempre a que os homens desobedeçam a Deus. Quão agradecidos devemos estar pela palavra escrita de Deus! nunca pensemos que a religião da Bíblia pode ser melhorada por algum agregado humano, seja em doutrina ou na prática.

Nosso bendito Senhor falou de suas tradições como inventos próprios deles, e indicou um exemplo em que isto era muito claro: as transgressões do quinto mandamento. Quando se pedia a eles que ajudassem às necessidades de um pai, eles alegavam que tinham dedicado ao templo aquilo de que podiam dispor para ajudá-los, ainda quando não se separavam dessas coisas, e portanto seus pais não deviam esperar nada deles. Isto era anular a efetividade do mandamento de Deus.

A sina dos hipócritas está num pequeno parêntese: "Em vão me adoram". Não comprazerá a Deus nem aproveitará a eles; eles confiam na vaidade, e a vaidade será sua recompensa.

É bom refletir a lista de fontes de poluição da alma, apresentada pelo senhor. Maus pensamentos vem em primeiro lugar. Não podemos impedir que uma sugestão má chegue a nossa mente, mas podemos recusar a nos fixarmos nele . Dar-lhe guarida é como cometer o pecado em nosso coração, o que , a vista de Deus, equivale ao ato propriamente dito. O coração ao invés do corpo é a fonte do pecado. Atentemos para nosso coração e o guardemos com o maior cuidado, porque dele procedem as fontes das vida. Peçamos a Deus para criar em nós um coração puro. Reneguemos o que herdamos da fraqueza humana e pecado, e confirmemos tudo o que Cristo nos transmite.

Migalhas - a migalha foi dada a mulher cananéia, mas pães inteiros eram dados as multidões de judeus, porque era conveniente que eles tivessem plena oportunidade de apreciar e aceitar a Cristo.
por um breve momento eles glorificaram o Deus de Israel, mas a gratidão foi passageira. "os seus " rejeitaram Jesus. Estavam prontos para aceitar os milagres, mas não se dispunham a apropriar-se de sua mensagem. Tomemos cuidado para não acontecer que nós também venhamos a contentar-nos apenas em obter as bênçãos dele; amemo-lo por ele mesmo. Ele continua sendo fonte inesgotável da virtude curadora e poder divinos.

O estado desta mulher é um emblema do estado do pecador, profundamente ciente da miséria de sua alma. O mínimo de Cristo é precioso para um crente, até as mesmas migalhas do Pão da vida. De todas as graças, é a fé a que mais honra a Cristo; portanto, de todas as graças, Cristo honra mais a fé. Ele sarou a filha. Ele falou e foi feito. Daqui, os que buscam a ajuda do Senhor e não recebem resposta de graça, aprendam a converter ainda sua indignidade e desalento em rogos de misericórdia.

Mt 16

Fermento - doutrina

O ensino falso é como o fermento na massa e pode permear rapidamente a igreja e corromper sua santidade.

Os saduceus negavam a ressurreição e os fariseus se apegavam as tradições. Humanas. Em todo o livro de Mateus ambos se opõem a Jesus.

Os fariseus e os saduceus se opunham uns a outros em princípios e conduta, mas se uniram em contra de Cristo. todavia, desejavam um sinal de sua própria eleição: desprezaram os sinais que aliviavam a necessidade do enfermo e angustiado, e pediram outra coisa que gratificasse a curiosidade do orgulhoso. Grande hipocrisia é buscar sinais de nossa própria invenção, quando passamos por alto os sinais indicados por Deus.

Existe hoje por aí muito ensino que pode ser comparado ao fermento. Os germes de doutrinas danosas e falsas são tão abundantes quando os micróbios. Propagados pela palavra falada e a página escrita, produzem fermentação e desassossego nos jovens na fé e nos instáveis e nos não conhecedores da palavra. Devemos julgar esses ensinos perniciosos, não por sua aparência agradável e inocente, mas por seus efeitos no coração, no caráter das pessoas e sempre verificar se está de acordo com a sã doutrina.

Cristo agrega que o chama Pedro, aludindo a sua estabilidade ou firmeza para professar a verdade. a palavra traduzida como "pedra" não é a mesma palavra "Pedro", senão uma de significado similar. Nada pode ser mais errôneo que supor que Cristo significou que a pessoa de Pedro era a rocha. Sem dúvida que o próprio Cristo é a Rocha, o fundamento provado da Igreja; e aí daquele que tentar colocar outro! A confissão de Pedro é esta rocha Enquanto doutrina. Se Jesus não for o Cristo, os que Ele possui não são da Igreja, mas enganadores e enganados. Nosso Senhor declara depois a autoridade com que Pedro seria investido.

Ninguém pode perdoar pecados, senão somente Deus; e este amarrar e desamarrar na linguagem corriqueira dos judeus significava proibir e permitir, ou ensinar o que é legal ou ilegal.

Cristo revela paulatinamente seu pensamento a seu povo. desde essa época, quando os apóstolos fizeram a confissão completa de Cristo, que era o Filho de Deus, começou a falar-lhes de seus sofrimentos. Disse isto para corrigir os erros de seus discípulos sobre a pompa e poder externos de seu reino. Os que sigam a Cristo não devem esperar grandes coisas nem elevadas neste mundo. Pedro queria que Cristo aborrecesse o sofrimento tanto como ele, mas erramos se medimos o amor e a paciência de Cristo pelos nossos. Não lemos de nada que tenha dito ou feito nenhum de seus discípulos, em algum momento, que deixasse ver que Cristo se ressentiu tanto como quando ouviu isto. Qualquer um que nos tire do que é bom e nos faça temer que estamos fazendo demasiado por Deus, fala a linguagem de Satanás. Os que renunciam a sofrer por Cristo, saboreiam mais as coisas do homem que as coisas de Deus.

Um verdadeiro discípulo de Cristo é aquele que o segue no dever e o seguirá à glória. É um que anda no mesmo caminho que andou Cristo, guiado por seu Espírito, e anda em suas pegadas, onde quer que vá. "Negue-se a si mesmo". Se negar-se a si mesmo é lição dura, não é mais do que aprendeu e praticou nosso Mestre, para redimir-nos e ensinar-nos. "Tome sua cruz". Aqui se coloca cruz por todo problema que nos sobrevenha. Ou quando temos que optar entre fazer algo de nossa vontade e algo da vontade de Deus e optamos pela vontade de Deus . Somos bons para pensar que poderíamos levar melhor a cruz alheia que a própria; porém melhor é o que nos foi designado, e devemos fazer nosso melhor nisso. Não devemos, por nossa precipitação e torpeza, acarretar-nos cruzes sobre nossas cabeças, senão tomá-las quando estejam em nosso caminho.

Se um homem tem o nome e crédito de um discípulo, segura a Cristo na obra e o dever do discípulo. Se todas as coisas do mundo nada valem quando comparadas com a vida do corpo, quão forte o mesmo argumento acerca da alma e seu estado de felicidade ou miséria eterna! Qualquer que seja o objeto pelo qual os homens deixam a Cristo, esse é o preço com o qual Satanás compra suas almas. Mas uma alma é mais valiosa que todo o mundo. Este é o juízo de Cristo para a matéria; conhecia o preço das almas, porque as resgatou. Então, aprendamos justamente a valorizar nossa alma, e a Cristo como o único Salvador delas.


Mt 17

Os discípulos contemplaram algo da glória de Cristo, como do unigênito do Pai. Tinha o propósito de sustentar a fé deles quando tivessem que presenciar sua crucifixão; lhes daria uma idéia da glória preparada para eles, quando fossem transformados por seu poder e fossem feitos como Ele.

Os apóstolos ficaram surpreendidos pela visão gloriosa.

Enquanto Pedro falava, uma nuvem brilhante os cobriu, sinal da presença e glória divina. Desde que o homem pecou, e ouviu a voz de Deus no jardim, as aparências desacostumadas de Deus têm sido terríveis para o homem. Caíram prostrados por terra até que Jesus lhes deu ânimos; quando olharam em volta viram somente seu Senhor como o viam correntemente. Devemos passar por diversas experiências em nosso caminho à glória, e quando regressamos ao mundo depois de participar num meio de graça, devemos ter cuidado de levar a Cristo conosco, para que assim seja nosso consolo saber que Ele está conosco.

O rosto de moisés brilhou após ter absorvido a glória divina; o rosto de estevão brilhou porque por um momento ele viu o filho do homem. Mas o rosto do Senhor brilhou, não por efeito externo, e sim por algo que vinh de dentro. A shekinah de seu coração permaneceu quase sempre oculta, ma aqui, irrompeu através do frágil véu da carne.

Tributo – como filho de Deus, o Senhor poderia exigir isenção dessa taxa paraa casa de seu pai. Mas abriu mão de seu direito para não por uma pedra de tropeço no caminho dos outros. Devemos as vezes, sujeitar-nos a exigências que nos parecem desnecessárias por causa do efeito que nosso exemplo poderá ter em outros que ainda não alcançaram a mesma luz que nós.


Mt 18

Pedras de tropeço, escândalos – escândalo é qualquer coisa que torne mais difícil para os outros o caminho de uma vida santa e útil. Em tudo o que fizermos lembremo-nos de levar em consideração os mais fracos que nos estão observando e seguindo.

Com que ternura Jesus fala dos pequeninos. É preciso que voltemos atrás e nos tornemos como eles. Fazer com que tropecem é incorrer em terríveis penalidades. A beleza de uma cirnacinha é sua dependência, humildade, simplicidade e fé.

Setenta vezes sete – é perdão ilimitado . se Deus pede tanto de nós, imagine o que ele não está dispostoa fazer !

Ainda que vivamos totalmente da misericórdia e do perdão, demoramos em perdoar as ofensas de nossos irmãos. Esta parábola indica quanta provocação vê de sua família na terra e quão indóceis somos seus servos.

Existem três coisas na parábola:

1) A maravilhosa clemência do amo. A dívida do pecado é tão enorme que não somos capazes de pagá-la. Veja-se aqui o que merece todo pecado; este é o salário do pecado, ser vendidos como escravos. Inaptidão de muitos que estão fortemente convencidos de seus pecados é fantasiar que podem dar satisfação a Deus pelo mal que fizeram.

2) A severidade irracional do servo para com seu conservo, apesar da clemência de seu senhor com ele. Não se trata de que nos tomemos levianamente o fazer mal a nosso próximo, já que também é pecado ante Deus, senão que não devemos aumentar o mal nosso próximo nos faz nem pensar na vingança. que nossas queixas, tanto da maldade do malvado e das aflições dos afligidos, sejam levadas ante Deus e deixadas com Ele.

3) O amo reprovou a crueldade de seu servo. A magnitude do pecado acrescenta as riquezas da misericórdia que perdoa; e o sentido consolador da misericórdia que perdoa faz muito para dispor nossos corações a perdoar a nossos irmãos.

Não temos que supor que Deus perdoa realmente os homens e que, depois, reconhece suas culpas para condená-los. A última parte desta parábola mostra as conclusões falsas a que chegam muitos Enquanto a que seus pecados estão perdoados, embora sua conduta posterior demonstra que nunca entraram no espírito do evangelho nem demonstraram com sua vivencia a graça que santifica. Não perdoamos retamente nosso irmão ofensor se não o perdoarmos de todo coração. Porém isto não basta; devemos procurar o bem-estar até daqueles que nos ofendem. Com quanta justiça serão condenados os que, ainda levando o nome de cristãos, persistem em tratar a seus irmãos sem misericórdia! O pecador humilhado confia somente na misericórdia abundante e gratuita através do resgate da morte de Cristo. Busquemos mais e mais a graça de Deus que renova, para que nos ensine a perdoar o próximo como esperamos perdão dEle.












Olhar para Jesus e não olhar para homens?

Algo que tenho pensando muito :

Quantas vezes ouvi dizer: não olhe para homens, mas para Jesus.

Quantas vezes nos é pregado isso.

Mas estive pensando; claro que nosso modelo é Jesus. Mas se somos cristãos, devemos nos espelhar em Cristo e ter o caráter de Cristo, sei que somos sujeitos a erros, falhas, mas há ERROS e erros, há deslizes e coisas deliberadas, há caráter e falta de caráter. Se somos a luz no mundo, o sal, ou pelo menos deveríamos ser. .. Então luz e sal é para fazer a diferença, é para se olhar sim.

E também me lembro das palavras de Paulo : Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo. Se ele diz para ser imitador dele, é que apesar de se pecador, ele pode ser também um exemplo, ele procura ser um exemplo, procura manifestar o caráter de Cristo. Então agora quando me dizem, não olhem para mim, mas para Cristo, não olhem homens mas para Jesus; isso pode ser , isso sim, uma boa desculpa para pecar, para os próprios erros, para não se policiar dia a dia e viver em santificação.

Meu modelo é Jesus ? SIM.

Mas claro que quero ter pastores e irmãos em que posso olhar também , me "orgulhar" em certo sentido. Saber que eles tem a vida reta, a vida no altar e na vontade do Senhor. Que estão sendo transformados no caráter e semelhança de Cristo. Se um pastor cuida de um rebanho ele deve ser um exemplo. E tem gente que prega tanto para não olhar para homens, até parece que tem algo muito feio e grande a esconder. Acima de tudo há de se querer ser modelo e exemplo para agradar a Jesus, por gratidão, por amor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Estudo - parte 8

Outros mediadores????


  • Por favor, queridos, não procurem outros mediadores entre vc e Deus.


  • Então NÃO faça orações, petições a nenhum outro. Nenhum "santo", "santa", "medium", "espíritos", Maria, NINGUEM, ninguém morreu por você. Só Deus é Deus e quando aceitamos Jesus temos acesso a Deus, não temos outro mediador a não ser Jesus. Jesus nos deixou livre acesso a Deus, por que querer outros? Já perguntou a si mesmo por que faz isso? Por que acha que precisa disso?
  • Medo de Deus? Achar que não somos dignos? Achar que ele ouvirá mais a outros do que a nós? Não nos julgamos dignos ou merecedores do favor de Deus? Achar que temos que merecer algo para obter, então estes 'santos", estes outros mediadores são merecedores e podem interceder e nós não somos merecedores? Achar que estes 'santos" podem mudar o coração de Deus a nosso favor, dar um jeitinho, ou mudar a vontade soberana e perfeita dele? Mudar os planos perfeitos dele a nosso favor? Ou porque nos foi ensinado assim e nunca questionamos ou lemos a palavra para ver como era, como está escrito e como de fato viviam e como faziam as pessoas no início da igreja?
  • Não fale com "mortos", não faça preces a mortos. Pedro, Paulo, Tiago, João, foram santos homens de Deus, mas estão agora no céu. Eles não podem saber o que aqui acontece. Os mortos não vem pra cá para intervir. Veja versículo 31. Veja a parábola de Lázaro e o rico. Lucas 16, 19-31
  • Moisés, Abraão, Davi ( que era um homem segundo o coração de Deus); estão agora com Deus certo? Na época do novo testamento, quando o novo testamento estava acontecendo, eles já tinham os pergaminhos com estes livros, que falavam destes homens de Deus , estes pergaminhos falavam destas pessoas que já estavam mortas e foram "santos". E em nenhum lugar do atos dos apóstolos ou em qualquer uma das cartas, que foram escritas para a igreja de Cristo, eles pediam intercessão a estes homens de Deus. Não pediam intercessão a estes "santos" homens de Deus. Não oravam a Moisés, Davi, Abraão ... o pai da fé .... Eles pregavam o evangelho e faziam suas orações a Deus. Não falavam, oravam para estes santos homens de Deus que estavam mortos. Faziam suas orações como Jesus ensinou, a Deus em Nome de Jesus.


  • Os grandes homens de Deus, tanto os vivos, quanto os mortos, são para nós exemplo, exemplo para nos inspirar, exemplo para ver o que passaram e saber como nos portar quando passarmos pelas mesmas coisas. Exemplo para ver o que fizeram de certo e errado. Força para nos inspirarmos, para de certa forma imitarmos. mas jamais nossos intercessores.
  • Podemos orar sim, COM nossos SANTOS irmão vivos, onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, estarei no meio deles...
  • Mas não falar com mortos. Deus abomina isso. Tem tantas passagens que falam isso. Mais tarde veremos algumas destas passagens.

GENESIS – Pequeno estudo / Devocional

GENESIS – estudo / devocional

Gn 1.


Deus criou todas as coisas e com que carinho deve ter feito isso. Olha como fez as frutas, as ervas para o homem, como fez tudo com tanta perfeição e amor. É só olhar a natureza ...

Deus viu que tudo era bom. Para Deus ver isso, é que era bom mesmo.

Por que criou o homem a sua imagem e semelhança? E ainda deu ao homem o domínio sobre as coisas criadas por ele?

Fico imaginando o amor e cuidado de Deus para com sua criação e para com o homem.

Nós ao cuidar de um bichinho, de um filho, como gostamos de olhar para ele, vê-lo desenvolver, como olhamos como amor, como temos cuidado e como gostamos de ser amados por eles. Imagino que Deus ao faer o homem queria ser amado pelo homem, ele como Deus precisa de que? Ele tem tudo, pode tudo. Mas fez o homem a sua imagem, com um espírito, acho que ansiando que o homem o amasse, como Senhor, criador e como Pai.


Todos os começos devem iniciar com Deus. Ponhamos sempre Deus em primeiro lugar. O espírito de Deus está dentro de nós, pairando no meio das trevas, e oportunamente sua luz brilhará.Assim como um quadro revela seu autor, a criação revela a natureza de Deus.

Seu poder eterno e sua divindade são visíveis em suas obras. E todas as coisas e seres foram feitas por meio de Jesus Cristo. As mãos do filho de Deus teceram as cortinas azuis que estão em cima de nós . Os mares são seus, ele os fez e encheu de criaturas vivas.as flores e florestas são produtos de sua mente. Ele encheu as florestas de pássaros e os ensinou a viver sem preocupação. Ele encheu o pequenino coração da fêmea do passarinho de amor para com seus filhotes. Ele modelou o barro a sua própria semelhança e fez o homem. Nos fomos criados para ter domínio. Peçamos a Deus para por todas as coisas debaixo de nossos pés, principalmente as coisas más de nosso coração.

Gn 2

Árvore do conhecimento bem e do mal - uma figura de linguagem para um conhecimento potencial ilimitado. É uma árvore boa, mas o homem não deve tomar do seu fruto. O tomar ilícito desse fruto envolvia a declaração da autonomia humana, a tentativa de conhecer todas as coisas à parte de Deus. Viver do seu modo, independente de Deus. O homem deve viver pela fé na palavra de Deus e não por uma alegada auto-suficiência de conhecimento.

Deus descansou não por exaustão, mas porque sua obra estava concluída. A cada homem e confiado um jardim para zelar. Só depende de nós que nosso coração e vida produzam ervas daninhas ou então flores e frutos. Nós entramos no seu descanso quando deixamos de preocupar-nos e em vez disso, confiamos nele em tudo e por tudo.

A seqüência da tentação é sempre a mesma: o tentador está do lado de fora, dentro de nós o forte desejo de satisfação. E também a esperança que de algum modo as conseqüências possam ser evitadas. Os olhos estimulam o desejo, o desejo vende a resistência da vontade. O ato de satisfação é seguido pelo remorso e pela sensação de culpa e é aí que precisamos do segundo Adão !

Gn 3

Que dor deve ter Deus sentido, quando seus filhos, resolveram viver a parte, isto é, ser eles mesmo conhecedores do bem e mal, ser independentes de Deus. Eles tinham tudo no jardim, tinham a Deus, mas quiseram mais e rejeitaram a Deus, desobedeceram. Quem ama obedece? Quem ama que fazer feliz. Eles não amavam a Deus como deviam? O orgulho, independência falaram mais alto?

Ainda assim Deus os protege de não comer da árvore da vida, para que não fiquem neste estado de rebelião eternamente. ( eterna escravidão ao pecado)

Adão e Eva não se arrependeram, mas jogaram a culpa no outro e na serpente. Não assumiram o erro, não houve arrependimento. Não pediram perdão a Deus.

Gn 4

Antes de ofertas, sacrifícios, tributos, Deus quer um coração quebrantado, um coração dele, voltado para ele. De que adianta cultuar, ofertar a Deus, se o coração não é dele? Deus rejeitou a oferta de Caim. E tanto Deus conhecia o coração de Caim, que viu o quanto ele ficou irado por sua oferta não ter sido aceita. E ainda diz: se procederes bem, não é certo que serás aceito? E ainda o adverte contra o pecado que esta nele, mas que a ele mesmo cumpre dominar o pecado, as mas inclinações. Porém ,mais uma vez, o ser humano entristece a Deus, não ouve a Deus, não ouve a advertência e mata o próprio irmão, comete um grande pecado. Mais uma vez o homem age de acordo com suas intenções, com sua vontade, deixando a vontade de Deus de lado. Mais uma vez o homem não se arrepende, não assume a culpa. Caim mesmo esconde-se da presença do Senhor, se preocupou com a própria vida e não se preocupou em pedir perdão a Deus , nem em reconciliar-se com ele.

Só a partir de Enos, filho de Sete, filho de Adão, se começou a invocar o nome do Senhor...

Genesis 5

Genesis 6

O meu espírito não agirá para sempre no homem - e logo a seguir : pois este é carnal e seus dias serão 120 anos...seria , o espírito , o princípio vivificante ou fôlego de vida que Deus infunde nos seres viventes no momento de lhes dar a vida?Estaria Deus falando: não deixarei mais o homem viver tanto? Viver para sempre? Pois a partir daí o homem passou ao invés de viver 900 500, 400, 300 anos para e depois 120 ?

Que dor deve ter Deus sentido e quão ruim devia estar a situação para Deus dar cabo a toda a suas criaturas. Como será que foi Ele ver as pessoas que criou, os animais , todos morrendo?

E porque Noé, andava com Ele, Deus o poupou e por causa de Noé, Deus poupou também a família de Noé..Deus fez com Noé uma aliança, mas a família também foi salva, também entrou na arca, teve também a proteção de Deus. A família é importante para Deus.

Gn 7 ...

Comportas dos céus se abriram e houve copiosa chuva

Gn 8,2

fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus e a copiosa chuva dos céus se deteve.

Comportas = chuva??

Abrir comportas do céu ou fechar, seria derramar chuva? Sempre ? Pelo menos aqui sim e creio que no contexto de Malaquias também ,pois abrir comportas seria dar chuva para que o povo pudesse ter uma farta colheita.

Noé faz um altar e oferece um holocausto.

Deus aspira o cheiro suave ( o holocausto foi aceitável a Deus // Deus gosta da adoração e orações do seu povo ) e diz consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade.

Gn 9

6Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem. ( A vida é valiosa demais para Deus )

3Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.

O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.( aliança perpétua, um compromisso De Deus, uma promessa solene, sem impor nenhuma obrigação a Noé.

Gn 10

Tantas genealogias na bíblia... Deus se importa e conhece a cada um pelo nome.

Gn 10

A embriaguez de Noé está registrada na Bíblia, com essa transparência que somente se encontra na Escritura, como caso e prova da fraqueza e imperfeição humana, embora tenha sido tomado por surpresa pelo pecado, e para mostrar que o melhor dos homens não pode permanecer em pé se não depender da graça divina e é sustentado por ela. Cão parece ter sido um homem malvado e, provavelmente, se alegrou de encontrar seu pai numa situação imprópria. De Noé se diz que era perfeito em suas gerações (capítulo 6.9); mas isto se refere à sinceridade, não à perfeição sem pecado. Noé, que se manteve sóbrio em companhia de bêbados, agora está bêbado em companhia de sóbrios. O que pense estar firme, olhe que não caia. Devemos pôr muito cuidado quando usamos abundantemente as boas coisas criadas por Deus, para não usá-las em excesso (Lc 21.34).

A conseqüência do pecado de Noé foi a vergonha. Observe-se aqui o grande mal do pecado na embriaguez. Descobre aos homens; quando estão ébrios delatam os males que têm e, então, deixam escapar facilmente os secretos. Os porteiros bêbados mantêm as portas abertas. Traz desgraça aos homens e os expõe ao desprezo. Na medida em que os delata, os envergonha. Quando estão embriagados, os homens dizem e fazem coisas que, estando sóbrios, os fariam corar só de pensá-lo. Atentem para o cuidado que põem Sem e Jafé para cobrir a vergonha de seu pai. Há um manto de amor que se pode lançar sobre as faltas de todos (1 Pe 4.8). Além disso, há um manto de reverência que se pode colocar sobre as faltas dos pais e de outros superiores. A bênção de Deus espera aos que honram a seus pais, e sua maldição se acende especialmente contra os que os desonram.

Gn 11,4 c

e tornemos célebre o nosso nome ...

Como sempre a vaidade humana, o orgulho.


Com quanta prontidão se esquecem os homens dos juízos mais graves e voltam a seus crimes anteriores! Embora a devastação do dilúvio estava diante de seus olhos, embora surgiram da semente do justo Noé, ainda durante sua vida, a maldade aumenta em forma excessiva. Nada senão a graça santificadora do Espírito Santo pode tirar a luxúria pecaminosa da vontade humana e a depravação do coração do homem.

O propósito de Deus era que a humanidade formasse muitas nações e povoasse toda a terra. Desprezando a vontade divina e contrariando o conselho de Noé, o grosso da humanidade se uniu para edificar uma cidade e uma torre que lhes impedisse serem separados. Começou a idolatria e Babel chegou a ser uma de suas principais sedes. Eles se fizeram mutuamente mais ousados e resolutos. Aprendamos a estimular-nos mutuamente no amor e nas boas obras, assim como os pecadores se incitam e alentam uns a outros nas más obras.


Deus permitiu que eles chegassem a certo ponto para que as obras de suas mãos, das quais se prometiam honra perdurável para si mesmos, resultassem uma censura eterna. Deus tem fins sábios e santos ao permitir que os inimigos de sua glória executem em grande medida seus maus projetos e prosperem por longo tempo.


Eles deixaram de edificar a cidade. a confusão de línguas não somente os incapacitou para ajudar-se uns a outros, senão que viram a mão do Senhor contra eles. É sabedoria deixar algo assim que percebemos que Deus se opõe a isso.


Gn 12


A tônica da vida de Abraão foi separação. Ele foi-se separando passo a passo, de seu país, seus parentes, de Ló, das alianças mundanas, até abandonar tudo e ficar sozinho diante de Deus .embora não soubesse para onde ia, ele obedeceu e atravessou os desertos. Isso foi um grande ato de fé, essa obediência fez com que fosse amado por Deus. Obedeçamos e partamos embora pareça que o que vamos enfrentar seja uma densa névoa.


Deus escolheu a Abrão e o separou dentre seus congêneres idólatras para reservar um povo para si, entre os quais se mantivesse a verdadeira adoração até a vinda de Cristo. Daqui em diante, Abrão e sua semente são quase o único tema da história da Bíblia. Abrão foi provado, se amava a Deus mais que tudo, e se podia deixar voluntariamente todo para ir com Deus. seus parentes e a casa de seu pai eram uma constante tentação para ele; não podia seguir entre eles sem o risco de ser contaminado por eles. Os que deixam seus pecados e se voltam a Deus ganharão o indizível com a mudança.

A ordem que Deus deu a Abrão é em grande medida igual ao chamamento do evangelho, porque os afetos naturais devem ceder passo à graça divina. O pecado e todas suas oportunidades devem abandonar-se, em particular as más companhias.


Abrão acreditou que a bênção do Todo Poderoso supriria todo o que ele pudesse perder ou deixar atrás, satisfaria todas suas carências e responderia, e ainda mais, ultrapassaria todos seus desejos, e sabia que nada senão a desgraça seguiria à desobediência. Este tipo de crentes, justificados pela fé em Cristo, têm paz com Deus.

Eles seguem em seu caminho a Canaã. Não desanimam pelas dificuldades do caminho nem são arrastados fora dele pelos deleites que encontram. Os que se dirigem ao céu devem perseverar até o fim.


Canaã não era, como outras terras, uma simples possessão externa, senão um tipo do céu e, neste sentido, os patriarcas a apreciavam fervorosamente.

Abrão achou a terra povoada por cananeus que eram maus vizinhos. Ele viajou, e continuou avançando.


Os crentes devem considerar-se como peregrinos e estrangeiros neste mundo (Hb 11.8,13-14).


Ali Abrão oculta sua relação com Sarai, errado, e pede a sua esposa e a seus servos que façam o mesmo. Ele ocultou uma verdade como um modo de negá-la efetivamente, e por isso, expõe ao pecado tanto a sua esposa como aos egípcios. A graça pela qual mais se destacava Abrão era a fé; contudo, assim caiu pela incredulidade e desconfiança na providência divina, ainda depois de que Deus tinha-se aparecido duas vezes. Ai, que será de uma fé fraca quando a fé firme se vê assim remexida!



Gn 13

Ló acompanhava o tio, a religião, mas não tinha a fé própria, não tinha conhecimento ou relacionamento com Deus.


Abrão era muito rico: ele estava muito pesado, assim é a palavra hebraica; pois as riquezas são uma carga, e os que serão ricos somente se carregam com barro espesso (Hq 2.6). há uma carga de cuidado ao obter riquezas, medo de perdê-las, tentação de usá-las, culpa por abusar delas, pena por perdê-las, e um peso da rendição de contas que, por último, deve ser dada por elas. Não obstante, Deus em sua providência às vezes faz ricos aos homens bons, e deste modo a bênção de Deus fez rico a Abrão sem penas (Pv 10.22). Embora seja difícil que um rico entre no céu, em alguns casos pode ser (Mc 10.23-24). Vamos, a prosperidade externa, se for bem administrada, é um ornamento da piedade e uma oportunidade para fazer mais bem.

Briga Ló e servos de Abraao

O intento de apaziguar esta discórdia foi feito por Abrão, embora ele era um homem ancião e maior. Abrão demonstra-se como homem de espírito sereno, que mandava em sua paixão e que sabia como acalmar a ira com uma resposta branda. Aqueles que mantêm a paz nunca devem devolver mal por mal. De espírito condescendente, Abrão esteve disposto a implorar ainda a seu inferior para estar em paz. O povo de Deus deve ser pela paz, seja o que for o que os outros apóiem. O rogo de Abrão pela paz foi muito poderoso.



Gn 14

As guerras das nações formam grande parte da história, porém não teríamos relato desta guerra se Abrão e Ló não tivessem tomado parte dela. Por cobiça, Ló tinha-se instalado na fértil, porém malvada Sodoma. Seus habitantes estavam completamente maduros para a vingança contra todos os descendentes de Canaã. Os invasores eram da Caldeia e da Pérsia, naquele então, reinos pequenos. Tomaram a Ló e seus bens entre os outros. Era justamente o filho do irmão de Abrão, porém, quem estava nesta encrenca. Nem a nossa própria piedade nem a nossa relação com os favoritos do céu podem dar-nos seguridade quando se iniciem os juízos de Deus. Mais de um homem honesto sofre o pior devido a seus maus vizinhos: é sabedoria nossa separar-nos ou, pelo menos, distinguir-nos deles (2 Co 6.17). Um parente tão próximo de Abrão deveria ter sido companheiro e discípulo de Abrão. Se ele preferiu morar em Sodoma, foi graças a si mesmo que participou das perdas de Sodoma. Quando nos saímos do caminho de nosso dever, saímos da proteção de Deus e não podemos esperar que a opção tomada por nossa luxúria termine em nosso proveito.


Abrão aproveita esta oportunidade para dar uma prova real de que é verdadeiramente amigo de Ló. Nós devemos estar prontos para socorrer aos que estão em problemas, especialmente parentes e amizades. Embora o próximo tenha faltado a seus deveres para conosco, ainda assim não devemos descuidar nosso dever para com eles. Abrão resgatou os cativos, ao ter a oportunidade, devemos fazer o bem a todos.


O NT vê em Melquisedeque uma figura de Cristo, o sumo sacerdote do novo pacto.

Ele era rei e sacerdote. Melquisedeque recebeu o dizimo dos despojos da guerra. Dos despojos.

Foi uma vez, a bíblia não diz que fez isso sempre a melquisedeque, mas deu uma vez , e dos depojos. E nem menciona que fazia isso sempre.


Melquisedeque é chamado rei de Salém, que supõe-se é o lugar que depois se chamou Jerusalém e, geralmente, se pensa que era simplesmente um homem. As palavras do apóstolo (Hb 7.3) somente dizem que a história sagrada nada menciona de seus antepassados. O silêncio das Escrituras sobre isto é para que elevemos nossos pensamentos a Cristo, cuja geração não pode ser declarada.

Pão e vinho foi um bom refrigério para os cansados seguidores de Abrão; notável é que Cristo designasse os mesmos elementos como lembrança de seu corpo e sangue que, sem dúvida, são carne e bebida para a alma.


Gn 15


Deus assegurou a Abrão a segurança e a felicidade; que estaria sempre a salvo. "Eu sou teu escudo"; ou "Eu sou para ti um escudo, presente contigo, que te cuido em forma muito rel". a consideração de que o próprio Deus é e será um escudo para seu povo, para assegurá-lo de todos os males, um escudo disposto para eles e um escudo em volta deles, deveria silenciar todos os temores que atormentam e confundem.


Mesmo que nunca devemos queixar-nos de Deus, temos permissão para queixar-nos a Ele, e expressar-lhe todas as nossas aflições. É consolador para um espírito carregado apresentar seu caso a um amigo fiel e compassivo.


Creu no SENHOR: A fé que Abrão tinha foi um ato de entrega pessoal a Deus e de plena confiança na sua promessa (Rm 4.3,9,22; Gl 3.6; Tg 2.23). E isso lhe foi imputado para justiça: A justiça que Deus atribui a Abraão depende inteiramente da fé e não das obras da lei, uma vez que esta sequer ainda havia sido promulgada (cf. Gl 3.17). Por isso, Paulo, ao falar da fé que é necessária para alcançar a salvação, apresenta Abraão como modelo e exemplo (Rm 4; Gl 3.6-22). Ver Sl 106.31, n.


Animais -

Estes animais são os elementos necessários para a celebração de uma antiga cerimônia que era realizada quando se fazia uma aliança. Os animais sacrificados eram partidos ao meio (v. 10), e os que faziam a aliança passavam por entre as duas metades pronunciando um juramento ou uma fórmula imprecatória, amaldiçoando ao que não cumprisse a sua parte no acordo. Os animais partidos ao meio, por sua vez, eram um símbolo do que aconteceria a eles próprios, se faltassem com o compromisso assumido. Cf. Jr 34.18-19.


O fogareiro e a tocha representam a presença de Deus, que se compromete com juramento a manter a promessa feita a Abrão.


Um sono profundo caiu sobre Abrão: com este sono caiu sobre ele o horror de uma grande escuridão: uma mudança súbita. Os filhos da luz não sempre andam na luz. Então lhe foram anunciadas várias coisas:

1) O sofrimento da semente de Abrão durante longo tempo. Serão estrangeiros. Os herdeiros do céu são estrangeiros na terra. Serão servos; porém os cananeus servem sob maldição, e os hebreus servem sob uma bênção, eles sofrerão. Os que são abençoados e amados de Deus freqüentemente são afligidos gravemente pelos homens perversos.

2) O juízo dos inimigos da semente de Abrão. Embora Deus pode permitir que perseguidores e opressores pisoteiem seu povo durante longo tempo, certamente os enfrentará no final.

3) Aqui se anuncia o grande acontecimento, a liberação da semente de Abrão no Egito.

4) Seu feliz assentamento em Canaã. Eles voltarão de novo a Canaã. A medida de pecado se enche paulatinamente.


Gn 16

Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?

Mesmo perdida no deserto Deus a viu e se revelou a ela.

Sara tentou dar um jeitinho e ajudar Deus a cumprir a própria promessa., usou Agar como meio.Muits vezes queremos nós também dar uma ajudinha para Deus .... Deus é Deus! Ele não precisa disso, quando não depende de nós, Ele é soberano, poderoso para fazer sozinho, do modo dele.


Gn 17


Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito

Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.

Circuncisão - sinal da aliança de Deus com Abraão

Arco íris - sinal da aliança com Noé


E, finda esta fala com Abraão, Deus se retirou dele, elevando-se.


A aliança era para que se cumprisse no momento oportuno. A Semente prometida era Cristo e os cristãos nEle. Todos os que são da fé são abençoados no crente Abrão


Temendo que Ismael fosse abandonado e deixado de Deus, Abraão fez uma petição a seu favor. Deus nos dá permissão para que quando oremos sejamos específicos em nossas petições. Quaisquer sejam nossas preocupações e temores, devem ser expostos ante Deus em oração.


Abraão e toda sua família foram circuncidados recebendo assim o sinal da aliança e se distinguiram de outras famílias que não tinham arte nem parte no assunto. Foi obediência implícita; ele fez como Deus lhe ordenou sem perguntar por quê nem para quê. O fez porque Deus o ordenara. Foi obediência pronta; no mesmo dia. A obediência sincera não demora. Não só as doutrinas da revelação senão os selos da aliança de Deus nos lembram que somos pecadores culpáveis corruptos. Nos mostram a necessidade do sangue da expiação; apontam ao Salvador prometido e nos ensinam a exercer a fé nEle.



Gn 18

13Disse o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? 14Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?


Lavar os pés é costume naqueles climas cálidos onde somente se usam sandálias. Não devemos esquecer a hospitalidade pois, por ela, sem percebermos podemos atender anjos (Hb 13.2); mais ainda, ao próprio Senhor dos anjos; como sempre devemos fazer quando por amor a Ele hospedamos o menor de seus irmãos. As maneiras alegres e amáveis ao mostrar bondade, são adornos grandiosos da piedade. Embora nosso condescendente Senhor não nos faça visitas pessoais, contudo, por seu Espírito, está à porta e bate; quando nos inclinados a abrir, Ele se digna entrar; e por seus consolos bondosos dá uma rica festa da qual participamos com Ele (Ap 3.20).


Os dois que se supõe eram anjos criados continuaram a Sodoma. Aquele que foi chamado Jeová em todo o capítulo, continuou com Abraão e não ocultou o que se propunha realizar. Apesar de que Deus suporta muito aos pecadores, pelo qual imaginam que o Senhor não vê e que não se importa, quando chegar o dia de Sua ira, Ele os olhará. O Senhor dará a Abraão uma oportunidade para interceder ante Ele, e lhe mostra a razão de sua conduta.



Gn 19

Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. 17Havendo-os levado fora, disse um deles: Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças. 29Ao tempo que destruía as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão e tirou a Ló do meio das ruínas

Ló não conhecia ao Senhor, não confiava... Mesmo Ele tendo-o tirado e livrado da destruição da cidade, primeiro ele não confiou e pediu para ir para zoar, o Senhor deixou, depois saiu de Zoar com medo e foi para uma caverna. Se o Senhor já não o livrou não poderia estar com ele por onde fosse? Mas Ló teve medo e foi se esconder, foi morar escondido em uma caverna.


Ló era bom, mas não havia mais ninguém do mesmo caráter na cidade. toda a gente de Sodoma era muito má e vil. Portanto, tomou-se o cuidado de salvar a Ló e a sua família.

Ló se demorou, agiu trivialmente. Assim, pois, muitos que estão convencidos de seu estado espiritual e da necessidade de uma mudança, delongam essa obra necessária. A salvação dos homens mais justos é da misericórdia de Deus, não por seus próprios méritos. Somos salvos pela graça. O poder de Deus deve também ser reconhecido ao tirar almas de um estado de pecado. se Deus não tiver sido misericordioso conosco, nossa demora teria sido nossa ruína.


Pecado de Ló - Veja-se o perigo da seguridade. Ló, que se manteve casto em Sodoma, que se lamentava da maldade do lugar, e era uma testemunha contra ela, quando está sozinho na montanha e, segundo acreditava, fora da tentação, é vencido vergonhosamente. Aquele que pensa que está alto e firme, cuide que não caia.


Pelo silêncio das Escrituras sobre Ló daí em diante, aprenda-se que a bebedeira, assim como faz esquecidos os homens, também faz que sejam esquecidos.


Gn 20

Senhor, matarás até uma nação inocente? 5Não foi ele mesmo que me disse: É minha irmã? E ela também me disse: Ele é meu irmão. Com sinceridade de coração e na minha inocência, foi que eu fiz isso. 6Respondeu-lhe Deus em sonho: Bem sei que com sinceridade de coração fizeste isso; daí o ter impedido eu de pecares contra mim e não te permiti que a tocasses.

E, orando Abraão, sarou Deus Abimeleque, sua mulher e suas servas, de sorte que elas pudessem ter filhos; 18porque o Senhor havia tornado estéreis
todas as mulheres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.

Pelo seu relacionamento especial com Deus, o profeta não só anuncia a palavra do Senhor como também intercede diante de Deus nos momentos críticos.


É grande misericórdia que sejamos impedidos de cometermos pecado; Deus deve levar a glória nisto. Porém se fizemos mal por ignorância, isso não nos escusará se persistimos nisso a sabendas.


Veja-se nisto muita culpa, ainda no pai dos fiéis. Perceba sua desconfiança de Deus, o indevido temor por sua vida, seu intento de enganar. Ele também pôs tentação no caminho dos outros, causando-lhes aflição, expondo-se ele mesmo e a Sara às justas repreensões, e, contudo, tentou escusar-se. Estas coisas ficaram escritas para nossa advertência, não para que as imitemos. Até Abraão não tem de que gloriar-se. Ele não pode justificar-se por suas obras, senão que deve estar agradecido pela justificação,por essa justiça que está por acima de todos e que é para todos os que crêem.



Gn 21

13Mas também do filho da serva farei uma grande nação, por ser ele teu descendente.

Deus abençoou Ismael por causa de Abraão.


No Antigo Testamento são poucos os que vieram ao mundo com tantas expectativas como Isaque. Nisto foi um tipo de Cristo, essa Semente que o santo Deus prometera muito tempo antes e que os homens santos esperaram por tanto tempo. nasceu conforme com a promessa, no momento designado do qual Deus tinha falado. As misericórdias prometidas por Deus certamente chegarão no momento em que Ele determina, e esse é o melhor momento. Isaque significa "riso", tendo boa razão para o nome (capítulo 17.17; 18.13).


A conduta de Ismael foi de perseguição, com desprezo profano da aliança e da promessa, e com malícia contra Isaque. Deus atenta no que dizem e fazem as crianças em suas brincadeiras; e os levará em conta se dizem e agem mal, embora não o façam seus pais. Zombar é um grave pecado e resulta em provocação contra Deus. Os filhos da promessa devem esperar que caçoem deles.

Abraão se doeu de que Ismael se comportasse mal e que Sara exigisse um castigo tão severo. Porém, Deus mostrou que Isaque deve ser o pai da Semente prometida; portanto, "manda longe a Ismael, não seja que corrompa os costumes ou trate de usurpar os direitos de Isaque".


Gn 22

Deus, em sua providência, às vezes nos chama a separar-nos de um Isaque e devemos fazê-lo com alegre submissão a sua santa vontade

Foi provido outro sacrifício. Devia ter referência ao Messias prometido, à Semente bendita. Cristo foi sacrificado em nosso lugar, como este cordeiro em lugar de Isaque, e sua morte foi a nossa expiação.


Deus testa seus santos para comprovar a qualidade de sua fé e obediência, geralmente através de adversidade e sofrimento. Tendo já graciosamente se comprometido com Abraão, Deus testou a sua obediência. Em obediência, Abraão demonstrou compromisso com o Senhor. A provisão de Deus de um carneiro tipifica o sacrifício de Jesus Cristo, que morreu no lugar dos eleitos para que esse pudessem viver.

– Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho.Abraão foi, pegou o carneiro e o ofereceu como sacrifício em lugar do seu filho


Gn 23

A posse de uma sepultura familiar era um fato de grande importância, pq assegurava um lugar de descanso junto aos antepassados. A porta da cidade era o lugar onde se tratavam os assuntos oficiais e os negócios.

A prudência e a justiça nos mandam ser eqüitativos e francos em nossos tratos; os negócios enganosos não iluminam. Abraão paga o dinheiro sem fraude nem demora. Paga todo de imediato sem deixar nada; e bem pesado, de boa lei entre mercadores, sem engano

Embora toda a terra de Canaã era de Abraão pela promessa, ainda não tinha chegado o tempo de possuí-la, e ele teve a ocasião de comprar e pagar. O domínio não se fundamenta na graça. O direito dos santos a uma herança eterna não lhes dá o direito às possessões deste mundo, nem os justifica para fazer o mal.

Honesta e eqüitativamente, Efrom faz um título válido da terra. Assim como aquilo que se compra, deve ser pago com honestidade, assim o que se vende deve ser entregue e assegurado honestamente. Manejemos nossas preocupações com pontualidade e exatidão para evitar discórdias.

A morte é um a lembrança constante de que este mundo não é nosso lar. Temos de confessar que nada mais somos que estrangeiros e peregrinos na terra.. Embora o país inteiro por um ato e dádiva de Deus, pertencesse a Abraão, não tinha havido ainda a transferência, daí a necessidade dessa compra formal com todas as formalidades orientais.



Gn 24


O servo de Abraão, pede ajuda a Deus para cumprir a missão que é bem sucedida.

Vamos orar sempre ao iniciar uma nova etapa ou antes de fazer algo, sempre pedir ajuda ao Senhor.Abraão planeja, o servo ora e aguarda, o Anjo de Deus p guia, os camelos se ajoelharam pacientemente junto ao poço, a moça chega na hora exata. É dessa maneira que toda a nossa vida diária podia ter o clarão da presença e auxílio de Deus. Essas coisas acontecem, mas infelizmente nossos olhos estão muitas vezes vendados.

O casamento entre Isaque e Rebeca é uma etapa decisiva no cumprimento das promessas divinas, não é um mero contrato em ter 2 famílias.


Gn 25

O tema da esterilidade ocupa um lugar destacado na história dos patriarcas; pois põe em evidência a intervenção especial de Deus no nascimento de algumas pessoas chamadas a desempenhar um papel relevante na história da salvação. O nascimento destas pessoas responde a um desígnio particular de Deus.

Direito de primogenitura - além de ter a primazia depois do pai , tinha também porção dupla na herança. Tinha liderança espiritual da tribo, sacerdote da família, receber as comunicações divinas e executar, situar-se entre Deus e o resto das família . E na herança incluia a bênção abraâmica de descendência e terra. Ao desprezar primogenitura desprezou as promessa de Deus.



Gn 26


Nada há de imitável nem de escusável na negação que faz Isaque de sua esposa. A tentação de Isaque é a mesma que venceu a seu pai e em duas ocasiões. Isto fez que seu pecado fosse ainda mais grave. As quedas dos que nos precederam são outras tantas rochas sobre as quais têm naufragado os outros; o relato delas é como colocar bóias para salvar os marinheiros do futuro.

Embora pai e filho tivessem cometido o mesmo erro, eles são protegidos.

Este Abimeleque não é o mesmo que viveu na época de Abraão.


Isaque se enfrentou a muita oposição ao escavar poços. Dois foram chamados Discussão e Inimizade. Veja a natureza das coisas mundanas: provocam brigas e ocasionam discórdias. Que misericórdia é ter muita água e tê-la sem brigar por ela! Isaque escavou um poço, finalmente, pelo qual não contenderam. Esforçamo-nos para conseguir a tranqüilidade. . Ainda que os homens são falsos e malvados, Deus continua sendo fiel e bondoso; e seu tempo para mostrar-se assim é quando mais desenganados estamos dos homens. Na mesma noite em que Isaque chegou a Berseba, cansado e inquieto, Deus deu consolo a sua alma. Os que estão seguros da presença de Deus podem mover-se com comodidade.



Gn 27

Mesmo no erro do ser humano, Deus realiza seus propósitos.Os caminhos de Deus muitas vezes não são compreensíveis a nós, mas Ele realiza seus desígnios. Os israelitas consideravam que a bênção, uma vez pronunciada, não podia ser revogada nem transferida para outra pessoa. Por isso a angústia de Isaque e Esaú.


Rebeca sabia que a bênção estava preparada para Jacó e esperava que ele a obtivesse. Porém, fez mal a Isaque ao enganá-lo; fez mal a Jacó ao tentá-lo para que agisse errado. Pôs uma pedra de tropeço no caminho de Esaú e lhe deu um pretexto para odiar a Jacó e aborrecer a religião. Todos eram culpáveis. Era uma daquelas medidas retorcidas que amiúde se adotam para fazer progredir as promessas divinas; como se o fim justificasse os meios, ou escusasse os médios incorretos. Assim, pois, muitos têm agido errado com a idéia de serem úteis para fomentar a causa de Cristo. A resposta a todas essas coisas é a que Deus dirigiu a Abraão: "Eu sou o Deus Todo Poderoso; anda diante de mim e sé perfeito".


Esaú aborreceu a Jacó pela bênção que este obteve. Assim seguiu pelo caminho de Caim, que assassinou a seu irmão porque tinha recebido a aceitação de Deus, da qual Caim tinha-se feito indigno. Esaú se propôs impedir que Jacó ou sua descendência tivessem o Deus, tirando-lhe a vida. Os homens podem inquietar-se pelos conselhos de Deus, mas não podem mudá-los. Para evitar uma tragédia Rebeca advertiu a Jacó do perigo e o aconselhou que partisse em aras de sua segurança. Não devemos fazer mal para que venha o bem. Conquanto para cumprir seus propósitos, Deus não levou em conta as más ações registradas neste capítulo, de todos modos vemos seu juízo nas penosas conseqüências para todas as partes envolvidas.

Foi privilégio e vantagem particular de Jacó transmitir estas bênçãos espirituais a todas as nações. O Cristo, o Salvador do mundo, nasceria de certa família e Jacó foi preferido e não Esaú, pelo beneplácito do Deus Onipotente que certamente é o melhor juiz do que é bom e tem o direito indiscutível de dispensar seus favores segundo o estime conveniente (Rm 9.12-15).



Gn 28


Se Deus for comigo - a reação de Jacó se contrasta com a de Abraão. Embora a jornada de fé tivesse começado para Jacó, ele ainda tinha muito a caminhar. Note que as promessas incondicionais de Deus nos vs 13-15 são agora transformadas em uma chantagem: se Deus fizer a parte dele, então Jacó o reconhecerá como Deus. Deus soberamente, escolheu a Jacó no ventre e agora ele graciosamente dá a promessa patriarcal totalmente independente da fé que tinha Jacó; esta também deve ser uma dádiva de Deus.


No Antigo Oriente, as colunas ou pedras comemorativas muitas vezes serviam como memorial de algum fato importante, como uma vitória militar, uma aliança ou uma manifestação divina (cf. Gn 31.45-54; ver também Êx 23.24, n.; 24.4, n.). Mais tarde, a legislação deuteronômica ordenou que se destruíssem as pedras comemorativas que estavam vinculadas a práticas religiosas cananéias (cf. Dt 7.5; 12.3; 16.22).


Jacó viu uma escada que ia da terra ao céu, os anjos subindo e descendo por ela, e o próprio Deus no alto dela. Isto representa:

1) A providência de Deus, pela qual se mantém um intercâmbio constante entre o céu e a terra. Isto faz saber a Jacó que ele tinha ao mesmo tempo um bom guia e um bom guardião.

2) A mediação de Cristo. Ele é a escada; o pé na terra é sua natureza humana; o topo no céu, sua natureza divina. Cristo é o Caminho (Jo 1.51). Por este caminho os pecadores se aproximam do trono da graça com aceitação. Pela fé vemos este caminho e, em oração, nos aproximamos a ele.



Jacó tinha uma longa viagem pela frente a um país desconhecido, todavia, "Eis aqui, eu estou contigo", e Deus promete trazê-lo de volta a esta terra. Parecia abandonado de todos seus amigos, porém Deus lhe deu esta certeza, "Eu não te deixarei". Deus nunca abandona ao que ama.


Deus se manifestou Ele mesmo e seu favor a Jacó enquanto este dormia. Onde quer que estejamos, na cidade ou no deserto, na casa ou no campo, na tenda ou na rua, podemos manter nossa relação com o Céu; se não for assim, é a nossa própria falta. Porém, quanto mais vejamos de Deus, mais causa teremos para um santo tremor diante dEle.


Gn 29


Jacó prosseguiu alegre sua viagem depois da doce comunhão que teve com Deus em Betel. A providência o levou ao campo onde deviam beber os animais de seu tio. O que se diz do cuidado dos pastores por suas ovelhas pode lembrar-nos a tenra preocupação que nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, tem por seu rebanho, a igreja; por Ele é o bom portanto que conhece suas ovelhas, e a quem elas conhecem.


Jacó fez saber a Labão o afeto que tinha por sua filha Raquel. Carecendo de bens mundanos com os quais dotá-la, promete sete anos de serviços. O amor faz curtos e fáceis os serviços longos e difíceis; daí que lemos de trabalho com amor (Hb 6.10). Se soubermos valorizar a felicidade do céu, os sofrimentos deste tempo presente serão como nada para nós. Uma era de trabalho não será senão uns poucos dias para os que amam a Deus e anelam a vinda de Cristo.

Jacó, que tinha-se aproveitado de seu pai, agora é utilizado por Labão, seu sogro, com um engano parecido. Daqui, que por injusto que tenha sido Labão, o Senhor foi justo:


Os nomes que Lia dá a seus filhos expressavam seu respeito e consideração tanto para Deus como para seu esposo. Rubem, ou olha um filho, com este pensamento: "Agora meu marido me amará"; Levi, ou unido, com a expectativa de que "Esta vez meu marido se unirá comigo". O afeto mútuo é ao mesmo tempo um dever e o consolo da relação conjugal; e os companheiros de jugo devem considerar o agradar-se um ao outro (1 Co 7.33-34). Ela reconhece, agradecida, a bondosa providência de Deus ao ouvi-la. Em tudo o que nos sustente e console nas aflições ou se ocupe de nossa liberação delas, é Deus quem deve ser reconhecido nisso. Chamou Judá seu quarto filho, ou louvor, dizendo: "Esta vez louvarei a Jeová". Deste, segundo a carne, é que veio Cristo. qualquer seja a razão de nosso regozijo deve ser tema de nossa ação de graças. Os favores frescos devem apressar-nos a louvar a Deus pelos favores anteriores. Desta vez louvarei a Jeová mais e melhor do que tenho feito antes. Todos nossos louvores devem centrar-se em Cristo, como objeto deles e como Mediador deles. Ele desceu, segundo a carne, daquele cujo nome era Louvor, e Ele é o nosso louvor. Está Cristo formado em meu coração? Desta vez louvarei a Jeová.




Gn 30


Raquel invejava a sua irmã: a inveja é doer-se porque o próximo está bem; não há pecado que seja mais odioso para Deus que esse, ou mais pernicioso para nosso próximo e nós mesmos. Ela não considerou que Deus estabelece a diferença e que em outras coisas ela tinha a vantagem. Cuidadosamente estejamos vigilantes contra todas as aparições e obras desta paixão em nossa mente. Que nosso olho não seja mau para nenhum de nossos conservos porque o olho de nosso Amo é bom.

Jacó amava a Raquel e, portanto, a repreendeu por falar mal. As reprimendas fiéis revelam um verdadeiro afeto. Deus pode ocupar o lugar de qualquer criatura em nós, mas é pecado e tolice colocar uma criatura no lugar de Deus e depositar na criatura a confiança que somente a Ele deve dar-se.


Passados os catorze anos, Jacó estava desejoso de partir sem provisão, salvo a promessa de Deus. mas de muitas forma, tinha um justo reclamo sobre a fortuna de Labão, e era vontade de Deus que ele recebesse provisão dela. Ele referiu sua causa a Deus em vez de acordar os salários estipulados com Labão, cujo egoísmo era muito grande.




Gn 31


Em todas nossas mudanças devemos respeitar o mandamento e a promessa de Deus. Se Ele está conosco, não temos nada a temer. Os perigos que nos rodeiam são tantos que, em verdade, nada mais pode dar ânimo a nossos corações. Lembrar as temporadas favorecidas pela comunhão com Deus é muito refrescante quando alguém está em dificuldades;


aqui Labão culpa a Jacó de coisas que não sabia. Os que encomendam sua causa a Deus não têm a proibição de rogar por ela com mansidão e temor. Quando lemos que Raquel rouba as imagens de seu pai, que cena de iniqüidade se abre! A família de Naor, que deixou os caldeus idólatras, esta mesma família se torna idólatra? É assim. Parece que a verdade é que eram como alguns de tempos posteriores, que juraram por Jeová e juraram por Milcom (Sf 1.5); e como outros de nossos tempos que desejam servir simultaneamente a Deus e a Mamom. Grandes multidões reconhecerão da palavra ao Deus verdadeiro, mas seus corações e casas são albergues da idolatria espiritual. Quando um homem se entrega à cobiça, como Labão, o mundo é seu deus;


Se Jacó tinha-se deixado consumir voluntariamente pelo calor do dia e a geada da noite, para chegar a ser o genro de Labão, que teríamos que negar-nos a suportar para chegarmos a ser filhos de Deus? Jacó fala de Deus como do Deus de seu pai; ele se tinha por indigno de ser considerado em si mesmo, mas era amado por amor de seu pai. Ele o chama o Deus de Abraão e o temor de Isaque, pois Abraão estava morto e tinha partido a esse mundo onde o perfeito amor deita fora todo temor, porém Isaque estava vivo ainda, santificando por Senhor em seu coração com tremor e temor.


Nas épocas antigas, as partes ratificavam a aliança de amizade comendo e bebendo juntos.




Gn 32


Anjo do Senhor

anjo do Senhor


Fiel a sua promessa, Deus esteve com Jacó não apenas protegendo-o, mas também refazendo seu caráter.

Uma transformação espiritual aconteceu a Jacó, ele reconheceu sua indignidade diante de Deus.. Jacó identifica-se agora com a promessa , a aliança entre Deus e Abraão e Isaque.

Ao lutar com Jacó, Deus apareceu em forma humana e privou Jacó de sua força natural, porém Jacó saiu vencedor em agarrar-se a Deus para receber a bênção.

O homem que lutou era na verdade uma teofania, uma manifestação visível e neste caso tangível de Deus, que é intrinsecamente invisível. O Anjo do Senhor. O Senhor iniciou a luta.

Embora Jacó fosse um homem de força considerável aparentemente, o Anjo do Senhor ajustou a sua força a força de Jacó.


Tocou-lhe = Deus deslocou a articulação da coxa de Jacó, o pivô da força de um lutador. Tendo previamente dependido de sua habilidade e força, as forças naturais de Jacó estavam agora enfraquecidas. Casa passo que desse no futuro haveria de lembrá-lo da sua dependência da graça

divina.


A Anjo que lutou com ele não podia ser outro senão o Filho do homem, que é o

Anjo da Aliança, o filho de Deus.. Não foi Jacó que lutou com o anjo, mas ao anjo que lutou com ele, como que para descobrir e revelar sua fraqueza, e constrange-lo a desistir da sua própria força e a aprender a agarrar-se coma disposição de um homem coxo que não ousa largar aquilo em que se segura para não cair. Vamos aprender a confiar e firmar-nos na força eterna de Deus.


O Anjo lhe pôs uma marca de honra perdurável, trocando-lhe o nome. Jacó significa usurpador. Daqui em diante será celebrado não pela sua esperteza e hábil manipulação, senão pelo valor verdadeiro. "Serás chamado Israel", príncipe de Deus, um nome maior que o dos grandes homens da terra.


Os anjos de Deus se apareceram a Jacó para dar-lhe ânimo com a certeza da proteção divina. Quando Deus submete a seu povo a grandes provas, os prepara por meio de grandes consolações.

Enquanto Jacó, a quem pertencia a promessa, esteve trabalhando com ardor, Esaú tinha chegado a ser um príncipe. Jacó enviou uma mensagem demonstrando que não insistia na primogenitura. A mansidão fará cessar as grandes ofensas (Ec 10.4). não devemos negar-nos a falar com respeito ainda aos que estejam irados injustamente conosco. Jacó recebeu um informe dos preparativos bélicos de Esaú contra ele, e teve muito medo.


Os tempos de terror devem ser épocas de oração: seja o que for que cause o temor, deve deixar-nos de joelhos ante o nosso Deus. Jacó tinha visto recentemente a seus anjos guardiões porém, em seu mal-estar, recorreu a Deus, não a eles; ele sabia que eles eram seus conservos (Ap 22.9). Não pode haver uma pauta melhor que esta para a verdadeira oração.


Um bom tempo antes da saída do sol, estando sozinho, Jacó expressou mais plenamente seus temores orando a Deus. enquanto estava assim ocupado, Um semelhante a um homem lutou com ele.


O Anjo lhe pôs uma marca de honra perdurável, trocando-lhe o nome. Jacó significa usurpador. Daqui em diante será celebrado não pela sua esperteza e hábil manipulação, senão pelo valor verdadeiro. "Serás chamado Israel", príncipe de Deus, um nome maior que o dos grandes homens da terra.


Jacó dá um nome novo ao lugar. o chama Peniel, o rosto de Deus, porque ali tinha visto aparecer a Deus e obteve Seu favor. Aos que Deus honra, corresponde admirar sua graça para com eles. O Anjo que lutou com Jacó era a segunda Pessoa da sagrada Trindade que, depois, foi Deus manifestado na carne e que, em sua natureza humana, é chamado Emanuel (os 12.4-5).

Jacó foi ferido em sua coxa. Isso poderia servir para evitar que se sentiria superior com a abundância das revelações.



Gn 33


Jacó saúda Esaú como um vassalo saúda seu patrono na cerimônia de uma corte real, com a consideração apropriada a um superior.( sete prostrações - prática comum no protocolo real do antigo oriente) e o oferecimento de presentes em homenagem.

Porquanto - o semblante de Deus - quando Jacó viu a face de Deus na teofania e sua vida foi poupada, agora também ele viu a face de Esaú e foi bem recebido.

A reconciliação foi selada pela aceitação do presente.

Jacó não se contentou com palavras de gratidão pelo favor de Deus para com ele, senão que deu graças reais. Também manteve a fé e a adoração de Deus em sua família. Onde tenhamos tenda, Deus deve ter um altar.

Jacó dedicou este altar para a honra de El-Eloé-Israel, Deus, o Deus de Israel; à honra de Deus, o único Deus vivo verdadeiro;

Que nós louvemos seu nome e nos regozijemos em seu amor através de nossa peregrinação aqui na terra e por sempre na Canaã celestial.


Gn 34



OS filhos de Jacó cometendo um sacrilégio esvaziaram o santo sinal da aliança do seu significado religioso e abusaram dele com a intenção de cometer vingança. Sob a lei mosaica o pecado de Siquém contra Diná não receberia esta punição, que foi excessiva. A ação de Simeão e Levi prenunciou a guerra santa que Israel travaria contra os habitantes da terra.

Aqueles que agem perfidamente sob pretexto de fé, são os piores inimigos da verdade e endurecem para destruição os corações de muitos. Os crimes alheios não constituem escusa para nós. Ai, como um pecado leva a outro e, como labaredas de fogo, espalha desolação em todas as direções!


Gn 35


Lançar fora - o arrependimento envolve a renúncia de qualquer coisa que impeça ou atrapalhe o culto ou adoração a Deus. A exigência primária da aliança é a lealdade exclusiva a Deus.

Argolas - estes brincos eram amuletos associados com cultos pagãos.

Terror de Deus -a proteção de Deus sobe a família de Jacó através de um pânico induzido foi necessária porque a sua reputação havia mudado de pacíficos pastores para vorazes guerreiros.


Betel estava esquecido. Todavia, a quantos Deus ama, lembrará dos deveres descuidados de uma ou de outra forma, pela consciência ou pela providência. Jacó mandou seu lar que se preparasse não somente para a viagem e a mudança, senão para os serviços religiosos. os chefes de família devem usar sua autoridade para conservar a fé em suas famílias Eles devem tirar os deuses alheios. Nas famílias nas que há uma aparência de religião e um altar para Deus, muitas vezes há muita perdição e mais deuses estranhos do que alguém poderia supor. Devem purificar-se e trocar as vestes. Estas são somente cerimônias externas, que representam a purificação e a mudança de coração. Que são as roupas limpas e as vestes novas, sem um coração limpo, sem um novo coração?

Se Jacó tiver procurado antes esses ídolos, se teria separado antes deles. Às vezes as tentativas de reforma triunfam melhor do que tivéssemos pensado. Jacó enterrou as imagens. Devemos estar totalmente afastados de nossos pecados, como o estamos daqueles que estão mortos e sepultados, fora da vista. Mudou-se de Siquem a Betel. Embora os cananeus estavam muito enraivecidos com os filhos de Jacó pelo tratamento bárbaro contra os de Siquem, foram retidos de tal modo pelo poder divino, que não puderam aproveitar a oportunidade de vingar-se que agora se lhes oferecia.


Quando aprendemos que é Deus só quem realmente sabe o que é o melhor para seu povo, e que em todos nossos assuntos mundanos a via mais segura é dizer de todo coração: "Ele é o Senhor, que Ele faça o que bem lhe parecer". Somente nisso está a nossa seguridade e nosso consolo, em não conhecer outra vontade senão a Sua.

Os lábios moribundos de Raquel chamaram Benoni a seu filho recém-nascido, filho de minha dor; porém Jacó, mudou seu nome por Benjamim, o filho de minha destra, isto é, muito querido para mim; o apoio de minha velhice, o cajado de minha mão direita.


Mostra-se a profunda aflição que foi o pecado de Rubem em "e Israel o soube". Não se diz mais, mas é suficiente. Rubem pensou que seu pai nunca saberia, mas aqueles que se prometem secreto ao pecar, geralmente se desenganam.


Gn 36


O relato deste capítulo mostra a fidelidade de Deus à promessa dada a Abraão. Aqui Esaú é chamado Edom, o nome que mantém a lembrança da venda de sua primogenitura por um prato de guisado. Esaú continuou sendo o mesmo profano que despreza as coisas celestiais. Na prosperidade e honra exterior os filhos da aliança costumam estar atrás e aqueles que estão fora da aliança são os que tomam a dianteira.
Podemos supor que é uma prova da fé do Deus de Israel, o ouvir da pompa e poderio dos reis do Edom, enquanto eles eram escravos no Egito; todavia, os que buscam grandes coisas de Deus devem contentar-se com esperá-las; o tempo de Deus é a melhor época. O monte de Seir é chamado a terra de sua propriedade. Canaã era nesta época somente a terra prometida. Seir era possessão dos edomitas. Os filhos deste mundo têm tudo na mão e nada na esperança, enquanto que os filhos de Deus têm tudo na esperança e quase nada na mão. Contudo, consideradas as coisas, é incomparavelmente melhor ter Canaã na promessa, que o monte do Seir como possessão.



Gn 37


Na história de José vemos algo de Cristo, que primeiro foi humilhado e depois exaltado. Também mostra a sorte dos crentes que devem passar por muitas tribulações para entrar no reino. É uma história que não tem igual, em que se exibem variadas formas de operar da mente humana, tanto para o bem como para o mal, e a providência singular de Deus ao fazer uso delas para cumprir seus propósitos.


Deus falou , mostrou a José algo que iria acontecer com ele. Mas veja quanto tempo e por quanta coisa José teve que passar até o plano de Deus se cumprir.

José era um servo de Deus e ainda assim, foi capturado pelos próprios irmãos, odiado por eles, jogado num poço, vendido como escravo, tentado, mesmo procedendo bem e sendo fiel a Deus, foi para a prisão.... Veja quanta coisa aparentemente errada, aparentemente fora da vontade de Deus aconteceu com José.... Quanta desgraça. Quanta coisa ruim na vida dele. Mas em todo o tempo Deus sabia de tudo isso e estava no controle. Deus permitiu tudo isso, para que José estivesse exatamente onde Deus queria que estivesse na hora certa. Deus estava com José mesmo que parecesse que não. Todas as cosias, o poço, a prisão, etc., contribuíram para que se cumprisse o plano de Deus.

Tudo na vida é dirigido e controlado pela presciência divina. Podemos estar num poço de negra infelicidade, mas Deus sabe que estamos ali. Continuemos a confiar.

Deus operou para que todo servisse a Seu propósito: o fazer de José um instrumento para salvar a vida de muita gente



A igreja cristão geralmente considera José como um tipo de Cristo. O piedoso José m amado por seu pai, foi mandado a seus irmãos, e foi então vendido . Depois de sofrer perseguição e tentação, o justo José foi exaltado como senhor sobre seus irmãos.


Túnica talar - longa , até o calcanhar

Um sinal da posição de José como filho preferido. O AT ( em grego) traz multicolorida alguns sugerem que o original hebraico aqui quer dizer um longo casaco com mangas. Uma veste especial diferente da túnica comum do trabalho.


O sonho profético de José mostra que o propósito de Deus está por detrás de todos os eventos da narrativa.. A questão estava determinada por Deus e se cumpriria.


Posteriormente Jacó deu a José o direito de primogenitura - ( considerava o caso consigo mesmo - talvez estivesse antecipando e pensando já nessa possibilidade )

Rúben era o mais velho e era responsável pelos seus irmãos na ausência do pai.

Jacó anteriormente enganou seu pai Isaque com pele de cabritos e com a roupa de

Esaú, e agora é enganado com sangue de cabrito e sobe as roupas de seu filho. Interessante....


Em todo este capítulo vemos com assombros os caminhos da Providência. Pareceria que os malvados irmãos se deram bem; os mercadores, aos que nada importa com que comerciam com tal de obter lucro, também conseguiram sua parte; e Potifar também logrou sua boa parte, conseguindo um excelente e jovem escravo! Porém os desígnios de Deus, por estes médios, estão prestes a serem executados. Este acontecimento terminará com a descida de Israel ao Egito; e isso acaba nos que são liberados por Moisés; isso, em estabelecer a religião verdadeira no mundo e em sua difusão a todas as nações por meio do Evangelho. Assim, pois, a ira do homem louvará o Senhor e Ele reprimirá o resto da ira.


Gn 38


Este capítulo fala acerca de Judá e sua família, e é um relato tal que parece um milagre que de todos os filhos de Jacó, nosso Senhor tenha vindo de Judá (Hb 7.14). Porém Deus mostra que a salvação é por graça e não por mérito, e que Cristo veio ao mundo a salvar pecadores, ainda o primeiro. Além do mais, que a dignidade de Cristo é dEle mesmo e não de seus antepassados.

que este estado de humilhação ao qual foi submetido Jesus, quando veio tirar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo, ao designar personagens como os aqui registrados para que fossem seus antepassados, faça mais amado o Redentor em nossos corações.


A 1a. Referência na Escritura ao costume antigo do levirato, segundo o qual o irmão de um homem morto ( que não tinha herdeiros) deveria casar-se com a viúva. Os descendentes eram considerados filhos e herdeiros do morto. Pq o irmão morto, Er, era o primogênito, seu herdeiro iria herdar a sua posição de liderança na família e a porção dupla. Desejando o lugar do primogênito para si, o segundo filho, Onã tinha relações sexuais com Tamar, porém evitava que ela concebesse. Fazendo assim, ele era injusto tanto para com eu irmão morto quanto para com Tamar. Não percebendo o castigo de Deus sobre sua tolice e de seus filhos ímpios, Judá supersticiosamente tinha Tamar como uma esposa que traz infortúnio. Por Judá não estar disposto arriscar a vida do seu terceiro filho, o futuro de Tamar ( que dependia de ter descendência) era funesto.


Selo e cordão - um selo cilíndrico, usado numa corda ao redor do pescoço, era a insígnia de um homem proeminente. Ele assinava seus contratos rolando o selo sobre a argila na qual o contrato era gravado.


Prostituta cultual - a prostituição cultual era parte das religiões cananéias de fertilidade.

Queimada - uma punição legalizada mi=mais tarde na lei mosaica para a filha de um sacerdote que se prostituísse

E nunca mais a possuiu - fazê-lo o tornaria culpado de incesto.


Gn 39


José sobrevive a uma sucessão de injustiças e prospera porque o Senhor era com ele. Deus orquestra uma extraordinária série de eventos que se dirigem inerrantemente para a salvação de seu povo.

O adultério era considerado um grande pecado no antigo oriente , porém José estava absolutamente consciente de que vivia na presença de Deus, o pecado seria contra Deus.


Nossos inimigos podem despojar-nos das distinções e adornos externos, mas a sabedoria e a graça não podem ser-nos tiradas. Eles podem separar-nos dos amigos, os parentes e da pátria, mas não podem afastar-nos da presença do Senhor. põem isolar-nos das bênçãos externas, roubar-nos a liberdade e confinar-nos em calabouços, porém não podem impedir-nos a comunhão com Deus, do trono da graça, ou arrebatar-nos as bênçãos da salvação. José foi abençoado, maravilhosamente abençoado, até na casa onde era escravo.


Uma das razões que José deu para não pecar foi reconhecer que o pecado era contra Deus

O pecado é contra Deus, contra sua natureza e seu domínio, contra seu amor e seu propósito. Os que amam a Deus, por esta razão odeiam o pecado.


Não esqueçamos olhar a Jesus através de José, pois Ele sofreu sendo tentado, porém sem pecado; foi caluniado e perseguido e aprisionado, mas sem causa; aquele que pela cruz ascendeu ao trono. Que nós sejamos capacitados para ir, submetendo-nos e sofrendo, pela mesma senda ao mesmo lugar de glória.





Gn 40


Interpretar sonhos - os sonhos eram tidos no antigo oriente como um meio de discernir o futuro; interpretes de sonhos eram comumente empregados nas cortes reais. Os povos do oriente viam os reis como representantes dos deuses. Sonhos reais eram considerados especialmente significativos.

Pertencem a Deus as interpretações - José corrige a crença pagã dos prisioneiros egípcios reconhecendo que somente Deus é fonte de interpretação confiável e que ele dá o dom de interpretação como lhe convém.


Não foi o cárcere o que tanto entristeceu o copeiro e o padeiro, como seus sonhos. Deus tem mais de um caminho para contristar os espíritos. José teve compaixão deles. Que nos interessemos pela tristeza dos rostos de nossos irmãos. Para os que têm problemas freqüentemente é um alívio ser percebidos. Além disso, aprendamos a ver a causa de nosso próprio pesar. Existe uma boa razão? Não há suficiente consolo para equilibrá-la, qualquer que seja? Por que estás abatida, oh minha alma? José teve cuidado de dar a glória a Deus. O sonho do chefe dos copeiros anunciava sua ascensão. O sonho do padeiro-mor, sua morte. Não era culpa de José que não lhe fossem dadas melhores notícias ao padeiro. Assim, os ministros somente são intérpretes; eles não podem fazer que as coisas sejam distintas do que são: se eles se conduzem com fidelidade e sua mensagem resulta desagradável, a culpa não é deles.

José não pensa em seus irmãos que o venderam; tampouco no mal que sua ama e seu amo lhe fizeram, senão que mansamente afirma sua inocência. Quando somos chamados a defender-nos, devemos evitar, cuidadosamente, dentro do possível, falar mal dos outros. contentemo-nos com demonstrar a nossa inocência e não recriminemos aos outros sua culpa.

A interpretação que José deu aos sonhos aconteceu no dia indicado.

O chefe dos copeiros não se lembrou de José, senão que o esqueceu. José teria merecido algo melhor dele, porém esqueceu. Não devemos pensar que é estranho se neste mundo nos devolvem ódio por nosso amor e dardos por nossa bondade. Veja-se quão dados a esquecer-se dos outros que estão em problemas são os que agora estão bem. José aprendeu, por seu desengano, a confiar unicamente em Deus.

Culpamos a ingratidão do copeiro-mor para com José, porém nós mesmos agimos com muita mais ingratidão para com o Senhor Jesus. José apenas tinha anunciado a ascensão do chefe dos copeiros, porém Cristo produziu a nossa; Ele intercedeu com o Rei de reis por nós, mas nós o esquecemos, embora freqüentemente se nos faz lembrá-lo e apesar de ter prometido não esquecê-lo jamais.


Gn 41


Deus manifestou a Faraó - tanto o sonho quanto a interpretação eram de Deus. José foi inspirado por Deus.

; ele não agiu com uma mago. Nem o Faraó nem seus oficiais estavam no controle; Deus e seu servo estavam no comando, assim como estariam séculos mais tarde nos tempos de Moisés. José indicou a ação de Deus em dar o sonho e Faraó reconheceu o poder de Deus atuando em José.


Deus exaltou o fiel José sobre todo o Egito, dando-lhe uma sabedoria sobrenatural: a habilidade de interpretar sonhos e habilidade em política econômica e administração do estado. José prefigurava Moisés na fundação de Israel e Daniel no fim da monarquia israelita. Todos os 3 foram cativos e oprimidos que chegaram ao poder numa terra hostil lançando a sabedoria de Deus e seu governo sobre as nações. Eles prefiguravam Jesus Cristo, a sabedoria encarnada de Deus, que foi levantado dentre os mortos para governar o mundo.


O meio de José para ser liberado da prisão foram os sonhos do Faraó, que aqui se relatam.

estes sonhos evidentemente tinham sido enviados por Deus; quando o faraó acordou, seu espírito estava perturbado.


O tempo de Deus para o crescimento de seu povo é o tempo mais adequado. Se o chefe dos copeiros tivesse logrado que José fora liberado da prisão, provavelmente este teria regressado à terra dos hebreus. Então não teria sido abençoado tanto, nem tampouco teria havido tamanha bênção para sua família, como resultou depois. José dá honra a Deus quando o apresentam ao faraó.


Veja-se a que mudanças estão sujeitas as comodidades desta vida. Não podemos estar seguros de que amanhã será como hoje, ou que o ano próximo seja como este. Devemos aprender a ter pobreza e a estar em abundância. Note-se a bondade de Deus para mandar os sete anos de abundância antes que os da fome, para que pudesse ser feita provisão. O produto da terra é às vezes mais, e às vezes menos, porém, tomados em conjunto, para quem colheita muito não sobra nada, e àquele que colheita pouco, nada lhe falta


José se apropriou da divina providência nos nomes de seus dois filhos, Manassés e Efraim.

1) Esqueceu sua desgraça.

2) Foi frutífero na terra de sua aflição.

Chegaram os sete anos de abundância e se terminaram. Devemos esperar o fim dos dias, tanto de nossa prosperidade como de nossa oportunidade. Não devemos sentir-nos seguros da prosperidade nem sermos preguiçosos para fazer bom uso da oportunidade. Os anos da abundância acabarão; faça tudo o que estiver ao alcance de sua mão para ser feito; e colha no tempo da colheita.


Gn 42


José foi duro com seus irmãos, não por espírito vingativo, senão para levá-los ao arrependimento.


O ofício da consciência é lembrar coisas que faz muito foram ditas e feitas. Quando estava fresca a culpa do pecado dos irmãos de José, eles não lhe deram importância e se sentaram a comer pão, mas agora, muito depois, suas consciências os acusam disso. Veja-se o bom das aflições; amiúde resultam ser um meio ditoso que desperta a consciência e traz o pecado a nossa memória, além do negativo da culpa para com os nossos irmãos. Agora a consciência lhes recriminava por isso. Cada vez que pensemos que nos têm feito dano, devemos lembrar o mal que nós temos feito ao próximo.

Rubem somente lembrou, com consolo, que ele tinha feito o que pudera para impedir a maldade. Quando partilhamos com os outros seus sofrimentos, será um consolo ter o testemunho de nossas consciências de que não participamos nas más obras, senão que em nosso momento demos testemunho contra elas.


Os irmãos vieram por grão, e conseguiram grão; não somente isso, senão que cada homem recebeu seu dinheiro de volta. Assim Cristo, como José, nos dá provisões sem dinheiro e sem preço.


Eis aqui o informe que os filhos de Jacó deram a seu pai. Isto perturbou ao bom homem. Até as bolsas de dinheiro que, com bondade, José devolveu a seu pai, o assustaram. Jogou a culpa em seus filhos; conhecendo-os, temeu que tivessem provocado aos egípcios e tivessem trapaceado para trazer o dinheiro de volta para sua casa. Jacó simplesmente desconfiava de seus filhos, lembrando que nunca viu a José desde o dia em que este fora a ter com eles. É mau para uma família quando os filhos se comportam tão errado que os pais não sabem se podem confiar neles.

Jacó dá por perdido a José, e a Simeão e a Benjamim os vê em perigo; e conclui que todas estas coisas estavam em sua contra. Resultou ser o contrário, pois todas essas coisas estavam a seu favor, operando juntas para seu bem e o bem de sua família. Volta e meia pensamos que está em nossa contra o que, em realidade, está a nosso favor. Somos afligidos no corpo, o patrimônio, o nome e em nossas relações, e pensamos que todas essas coisas estão em nossa contra quando, em realidade, estão operando em nós um peso de glória.

Assim o Senhor Jesus se disfarça, Ele e seu favor, assim repreende e disciplina às pessoas para as quais tem um propósito de amor. Mediante agudos corretivos e humilhantes convicções (de pecado), Ele romperá a teimosia e quebrantará o orgulho do coração e o levará ao arrependimento verdadeiro. Porém, antes que os pecadores o conheçam plenamente ou saibam que Ele é bom, Ele consulta seu bem e sustenta suas almas para que esperem nEle. Então nós nunca devemos render-nos ao desencorajamento, determinando não buscar outro refúgio que Ele, e humilhar-nos mais e mais sob sua poderosa mão. em seu devido momento, Ele responderá nossas petições e fará por nós mais do que podemos esperar.



Gn 47


Jacó chama peregrinação a sua vida; a passagem de um forasteiro por um país estrangeiro, ou a pátria passageira a seu próprio país. Não estava cômodo na terra; sua habitação, sua herança, seus tesouros estavam no céu.

Não havia pão e a gente estava a ponto de morrer. Veja-se como dependemos da providência de Deus. toda a nossa riqueza não nos livraria de passar fome se não chover durante dois ou três anos. Note-se até que ponto estamos a mercê de Deus e mantenhamo-nos sempre em seu amor. Também veja-se quanto nos prejudicamos por nossa própria falta de cuidado. Se todos os egípcios tivessem guardado trigo para eles nos sete anos de abundância, não teriam passador esses apertos; porém, não consideraram a advertência. A prata e o ouro não os alimentariam; eles deviam ter trigo.


Não podemos julgar isto segundo as regras modernas. É claro que os egípcios consideraram a José como benfeitor público. Tudo é coerente com o caráter de José, que agiu com temor de Deus. Os egípcios confessaram a respeito de José: Nos salvaste a vida. Que lhe dirão a Jesus as multidões agradecidas no dia último? Salvaste as nossas almas da mais horrível destruição, e em tempo de angústia mais extrema! Os egípcios se desfizeram de todas suas propriedades, e até de sua liberdade para salvarem suas vida: pode ser demasiado, então, que nós contemos tudo como perda e o deixemos, enquanto Ele o ordena o por amor dEle, que salva a nossa alma e nos dá cem vezes tanto, aqui neste mundo? Certamente, se formos salvos por Cristo devemos estar dispostos a sermos Seus servos.


Nada ajudará melhor a fazer mais cômodo o leito de morte que a perspectiva certeira do repouso na Canaã celestial.


Gn 48


Todo crente verdadeiro é abençoado em sua morte, mas não todos partem igualmente cheios de consolos espirituais.

Ao abençoar os filhos de José, Jacó intercambia suas mãos. José está disposto a manter a seu primogênito e poderia ter removido as mãos de seu pai. Mas Jacó agiu não por erro nem por afeto parcial a um mais que ao outro; mas sim através de um espírito profético, e pelo Divino conselho


Gn 49


Judá será a tribo real, a tribo da qual virá o Messias Príncipe.

Muito do que aqui se diz de Judá deve aplicar-se a nosso Senhor Jesus . NEle há abundância de todo o que alimenta e refresca a alma e que mantém e alegra a vida divina nela. Ele é a videira verdadeira; o vinho é o símbolo indicado por seu sangue, que se bebe, derramado em favor dos pecadores e aplicado pela fé; e todas as bênçãos de seu evangelho são vinho e leite, sem dinheiro e sem preço, ao qual é bem-vinda toda alma sedenta (Is 55.1).



Gn 50


18Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. 19Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos.


Assim como José perdoou os irmãos e ainda lhes sustentou. Assim é também Deus para conosco, nós estávamos afastados, longe, cometíamos toda a sorte de pecado, mas Deus nos perdoa, acolhe e ainda nos sustenta e alimenta todos os dias, com sua presença, com a palavra e mesmo materialmente.

Quando alguém nos faz mal, façamos como José fez , e como Jesus nos ordena, vamos perdoar. Não queiramos estar no lugar de Deus e fazer justiça com as próprias mãos ou julgar, deixemos isso com Deus.

José sentiu-se muito afetado ao ver o cumprimento total de seus sonhos. Lhes manda que não o temam a ele, senão a Deus; que se humilhem ante o Senhor e busquem o perdão divino. Lhes garante sua própria bondade para com eles. Veja-se que espírito excelente era José, e aprendamos dele a devolver bem por mal.