terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

GENESIS – Pequeno estudo / Devocional

GENESIS – estudo / devocional

Gn 1.


Deus criou todas as coisas e com que carinho deve ter feito isso. Olha como fez as frutas, as ervas para o homem, como fez tudo com tanta perfeição e amor. É só olhar a natureza ...

Deus viu que tudo era bom. Para Deus ver isso, é que era bom mesmo.

Por que criou o homem a sua imagem e semelhança? E ainda deu ao homem o domínio sobre as coisas criadas por ele?

Fico imaginando o amor e cuidado de Deus para com sua criação e para com o homem.

Nós ao cuidar de um bichinho, de um filho, como gostamos de olhar para ele, vê-lo desenvolver, como olhamos como amor, como temos cuidado e como gostamos de ser amados por eles. Imagino que Deus ao faer o homem queria ser amado pelo homem, ele como Deus precisa de que? Ele tem tudo, pode tudo. Mas fez o homem a sua imagem, com um espírito, acho que ansiando que o homem o amasse, como Senhor, criador e como Pai.


Todos os começos devem iniciar com Deus. Ponhamos sempre Deus em primeiro lugar. O espírito de Deus está dentro de nós, pairando no meio das trevas, e oportunamente sua luz brilhará.Assim como um quadro revela seu autor, a criação revela a natureza de Deus.

Seu poder eterno e sua divindade são visíveis em suas obras. E todas as coisas e seres foram feitas por meio de Jesus Cristo. As mãos do filho de Deus teceram as cortinas azuis que estão em cima de nós . Os mares são seus, ele os fez e encheu de criaturas vivas.as flores e florestas são produtos de sua mente. Ele encheu as florestas de pássaros e os ensinou a viver sem preocupação. Ele encheu o pequenino coração da fêmea do passarinho de amor para com seus filhotes. Ele modelou o barro a sua própria semelhança e fez o homem. Nos fomos criados para ter domínio. Peçamos a Deus para por todas as coisas debaixo de nossos pés, principalmente as coisas más de nosso coração.

Gn 2

Árvore do conhecimento bem e do mal - uma figura de linguagem para um conhecimento potencial ilimitado. É uma árvore boa, mas o homem não deve tomar do seu fruto. O tomar ilícito desse fruto envolvia a declaração da autonomia humana, a tentativa de conhecer todas as coisas à parte de Deus. Viver do seu modo, independente de Deus. O homem deve viver pela fé na palavra de Deus e não por uma alegada auto-suficiência de conhecimento.

Deus descansou não por exaustão, mas porque sua obra estava concluída. A cada homem e confiado um jardim para zelar. Só depende de nós que nosso coração e vida produzam ervas daninhas ou então flores e frutos. Nós entramos no seu descanso quando deixamos de preocupar-nos e em vez disso, confiamos nele em tudo e por tudo.

A seqüência da tentação é sempre a mesma: o tentador está do lado de fora, dentro de nós o forte desejo de satisfação. E também a esperança que de algum modo as conseqüências possam ser evitadas. Os olhos estimulam o desejo, o desejo vende a resistência da vontade. O ato de satisfação é seguido pelo remorso e pela sensação de culpa e é aí que precisamos do segundo Adão !

Gn 3

Que dor deve ter Deus sentido, quando seus filhos, resolveram viver a parte, isto é, ser eles mesmo conhecedores do bem e mal, ser independentes de Deus. Eles tinham tudo no jardim, tinham a Deus, mas quiseram mais e rejeitaram a Deus, desobedeceram. Quem ama obedece? Quem ama que fazer feliz. Eles não amavam a Deus como deviam? O orgulho, independência falaram mais alto?

Ainda assim Deus os protege de não comer da árvore da vida, para que não fiquem neste estado de rebelião eternamente. ( eterna escravidão ao pecado)

Adão e Eva não se arrependeram, mas jogaram a culpa no outro e na serpente. Não assumiram o erro, não houve arrependimento. Não pediram perdão a Deus.

Gn 4

Antes de ofertas, sacrifícios, tributos, Deus quer um coração quebrantado, um coração dele, voltado para ele. De que adianta cultuar, ofertar a Deus, se o coração não é dele? Deus rejeitou a oferta de Caim. E tanto Deus conhecia o coração de Caim, que viu o quanto ele ficou irado por sua oferta não ter sido aceita. E ainda diz: se procederes bem, não é certo que serás aceito? E ainda o adverte contra o pecado que esta nele, mas que a ele mesmo cumpre dominar o pecado, as mas inclinações. Porém ,mais uma vez, o ser humano entristece a Deus, não ouve a Deus, não ouve a advertência e mata o próprio irmão, comete um grande pecado. Mais uma vez o homem age de acordo com suas intenções, com sua vontade, deixando a vontade de Deus de lado. Mais uma vez o homem não se arrepende, não assume a culpa. Caim mesmo esconde-se da presença do Senhor, se preocupou com a própria vida e não se preocupou em pedir perdão a Deus , nem em reconciliar-se com ele.

Só a partir de Enos, filho de Sete, filho de Adão, se começou a invocar o nome do Senhor...

Genesis 5

Genesis 6

O meu espírito não agirá para sempre no homem - e logo a seguir : pois este é carnal e seus dias serão 120 anos...seria , o espírito , o princípio vivificante ou fôlego de vida que Deus infunde nos seres viventes no momento de lhes dar a vida?Estaria Deus falando: não deixarei mais o homem viver tanto? Viver para sempre? Pois a partir daí o homem passou ao invés de viver 900 500, 400, 300 anos para e depois 120 ?

Que dor deve ter Deus sentido e quão ruim devia estar a situação para Deus dar cabo a toda a suas criaturas. Como será que foi Ele ver as pessoas que criou, os animais , todos morrendo?

E porque Noé, andava com Ele, Deus o poupou e por causa de Noé, Deus poupou também a família de Noé..Deus fez com Noé uma aliança, mas a família também foi salva, também entrou na arca, teve também a proteção de Deus. A família é importante para Deus.

Gn 7 ...

Comportas dos céus se abriram e houve copiosa chuva

Gn 8,2

fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus e a copiosa chuva dos céus se deteve.

Comportas = chuva??

Abrir comportas do céu ou fechar, seria derramar chuva? Sempre ? Pelo menos aqui sim e creio que no contexto de Malaquias também ,pois abrir comportas seria dar chuva para que o povo pudesse ter uma farta colheita.

Noé faz um altar e oferece um holocausto.

Deus aspira o cheiro suave ( o holocausto foi aceitável a Deus // Deus gosta da adoração e orações do seu povo ) e diz consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade.

Gn 9

6Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem. ( A vida é valiosa demais para Deus )

3Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.

O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.( aliança perpétua, um compromisso De Deus, uma promessa solene, sem impor nenhuma obrigação a Noé.

Gn 10

Tantas genealogias na bíblia... Deus se importa e conhece a cada um pelo nome.

Gn 10

A embriaguez de Noé está registrada na Bíblia, com essa transparência que somente se encontra na Escritura, como caso e prova da fraqueza e imperfeição humana, embora tenha sido tomado por surpresa pelo pecado, e para mostrar que o melhor dos homens não pode permanecer em pé se não depender da graça divina e é sustentado por ela. Cão parece ter sido um homem malvado e, provavelmente, se alegrou de encontrar seu pai numa situação imprópria. De Noé se diz que era perfeito em suas gerações (capítulo 6.9); mas isto se refere à sinceridade, não à perfeição sem pecado. Noé, que se manteve sóbrio em companhia de bêbados, agora está bêbado em companhia de sóbrios. O que pense estar firme, olhe que não caia. Devemos pôr muito cuidado quando usamos abundantemente as boas coisas criadas por Deus, para não usá-las em excesso (Lc 21.34).

A conseqüência do pecado de Noé foi a vergonha. Observe-se aqui o grande mal do pecado na embriaguez. Descobre aos homens; quando estão ébrios delatam os males que têm e, então, deixam escapar facilmente os secretos. Os porteiros bêbados mantêm as portas abertas. Traz desgraça aos homens e os expõe ao desprezo. Na medida em que os delata, os envergonha. Quando estão embriagados, os homens dizem e fazem coisas que, estando sóbrios, os fariam corar só de pensá-lo. Atentem para o cuidado que põem Sem e Jafé para cobrir a vergonha de seu pai. Há um manto de amor que se pode lançar sobre as faltas de todos (1 Pe 4.8). Além disso, há um manto de reverência que se pode colocar sobre as faltas dos pais e de outros superiores. A bênção de Deus espera aos que honram a seus pais, e sua maldição se acende especialmente contra os que os desonram.

Gn 11,4 c

e tornemos célebre o nosso nome ...

Como sempre a vaidade humana, o orgulho.


Com quanta prontidão se esquecem os homens dos juízos mais graves e voltam a seus crimes anteriores! Embora a devastação do dilúvio estava diante de seus olhos, embora surgiram da semente do justo Noé, ainda durante sua vida, a maldade aumenta em forma excessiva. Nada senão a graça santificadora do Espírito Santo pode tirar a luxúria pecaminosa da vontade humana e a depravação do coração do homem.

O propósito de Deus era que a humanidade formasse muitas nações e povoasse toda a terra. Desprezando a vontade divina e contrariando o conselho de Noé, o grosso da humanidade se uniu para edificar uma cidade e uma torre que lhes impedisse serem separados. Começou a idolatria e Babel chegou a ser uma de suas principais sedes. Eles se fizeram mutuamente mais ousados e resolutos. Aprendamos a estimular-nos mutuamente no amor e nas boas obras, assim como os pecadores se incitam e alentam uns a outros nas más obras.


Deus permitiu que eles chegassem a certo ponto para que as obras de suas mãos, das quais se prometiam honra perdurável para si mesmos, resultassem uma censura eterna. Deus tem fins sábios e santos ao permitir que os inimigos de sua glória executem em grande medida seus maus projetos e prosperem por longo tempo.


Eles deixaram de edificar a cidade. a confusão de línguas não somente os incapacitou para ajudar-se uns a outros, senão que viram a mão do Senhor contra eles. É sabedoria deixar algo assim que percebemos que Deus se opõe a isso.


Gn 12


A tônica da vida de Abraão foi separação. Ele foi-se separando passo a passo, de seu país, seus parentes, de Ló, das alianças mundanas, até abandonar tudo e ficar sozinho diante de Deus .embora não soubesse para onde ia, ele obedeceu e atravessou os desertos. Isso foi um grande ato de fé, essa obediência fez com que fosse amado por Deus. Obedeçamos e partamos embora pareça que o que vamos enfrentar seja uma densa névoa.


Deus escolheu a Abrão e o separou dentre seus congêneres idólatras para reservar um povo para si, entre os quais se mantivesse a verdadeira adoração até a vinda de Cristo. Daqui em diante, Abrão e sua semente são quase o único tema da história da Bíblia. Abrão foi provado, se amava a Deus mais que tudo, e se podia deixar voluntariamente todo para ir com Deus. seus parentes e a casa de seu pai eram uma constante tentação para ele; não podia seguir entre eles sem o risco de ser contaminado por eles. Os que deixam seus pecados e se voltam a Deus ganharão o indizível com a mudança.

A ordem que Deus deu a Abrão é em grande medida igual ao chamamento do evangelho, porque os afetos naturais devem ceder passo à graça divina. O pecado e todas suas oportunidades devem abandonar-se, em particular as más companhias.


Abrão acreditou que a bênção do Todo Poderoso supriria todo o que ele pudesse perder ou deixar atrás, satisfaria todas suas carências e responderia, e ainda mais, ultrapassaria todos seus desejos, e sabia que nada senão a desgraça seguiria à desobediência. Este tipo de crentes, justificados pela fé em Cristo, têm paz com Deus.

Eles seguem em seu caminho a Canaã. Não desanimam pelas dificuldades do caminho nem são arrastados fora dele pelos deleites que encontram. Os que se dirigem ao céu devem perseverar até o fim.


Canaã não era, como outras terras, uma simples possessão externa, senão um tipo do céu e, neste sentido, os patriarcas a apreciavam fervorosamente.

Abrão achou a terra povoada por cananeus que eram maus vizinhos. Ele viajou, e continuou avançando.


Os crentes devem considerar-se como peregrinos e estrangeiros neste mundo (Hb 11.8,13-14).


Ali Abrão oculta sua relação com Sarai, errado, e pede a sua esposa e a seus servos que façam o mesmo. Ele ocultou uma verdade como um modo de negá-la efetivamente, e por isso, expõe ao pecado tanto a sua esposa como aos egípcios. A graça pela qual mais se destacava Abrão era a fé; contudo, assim caiu pela incredulidade e desconfiança na providência divina, ainda depois de que Deus tinha-se aparecido duas vezes. Ai, que será de uma fé fraca quando a fé firme se vê assim remexida!



Gn 13

Ló acompanhava o tio, a religião, mas não tinha a fé própria, não tinha conhecimento ou relacionamento com Deus.


Abrão era muito rico: ele estava muito pesado, assim é a palavra hebraica; pois as riquezas são uma carga, e os que serão ricos somente se carregam com barro espesso (Hq 2.6). há uma carga de cuidado ao obter riquezas, medo de perdê-las, tentação de usá-las, culpa por abusar delas, pena por perdê-las, e um peso da rendição de contas que, por último, deve ser dada por elas. Não obstante, Deus em sua providência às vezes faz ricos aos homens bons, e deste modo a bênção de Deus fez rico a Abrão sem penas (Pv 10.22). Embora seja difícil que um rico entre no céu, em alguns casos pode ser (Mc 10.23-24). Vamos, a prosperidade externa, se for bem administrada, é um ornamento da piedade e uma oportunidade para fazer mais bem.

Briga Ló e servos de Abraao

O intento de apaziguar esta discórdia foi feito por Abrão, embora ele era um homem ancião e maior. Abrão demonstra-se como homem de espírito sereno, que mandava em sua paixão e que sabia como acalmar a ira com uma resposta branda. Aqueles que mantêm a paz nunca devem devolver mal por mal. De espírito condescendente, Abrão esteve disposto a implorar ainda a seu inferior para estar em paz. O povo de Deus deve ser pela paz, seja o que for o que os outros apóiem. O rogo de Abrão pela paz foi muito poderoso.



Gn 14

As guerras das nações formam grande parte da história, porém não teríamos relato desta guerra se Abrão e Ló não tivessem tomado parte dela. Por cobiça, Ló tinha-se instalado na fértil, porém malvada Sodoma. Seus habitantes estavam completamente maduros para a vingança contra todos os descendentes de Canaã. Os invasores eram da Caldeia e da Pérsia, naquele então, reinos pequenos. Tomaram a Ló e seus bens entre os outros. Era justamente o filho do irmão de Abrão, porém, quem estava nesta encrenca. Nem a nossa própria piedade nem a nossa relação com os favoritos do céu podem dar-nos seguridade quando se iniciem os juízos de Deus. Mais de um homem honesto sofre o pior devido a seus maus vizinhos: é sabedoria nossa separar-nos ou, pelo menos, distinguir-nos deles (2 Co 6.17). Um parente tão próximo de Abrão deveria ter sido companheiro e discípulo de Abrão. Se ele preferiu morar em Sodoma, foi graças a si mesmo que participou das perdas de Sodoma. Quando nos saímos do caminho de nosso dever, saímos da proteção de Deus e não podemos esperar que a opção tomada por nossa luxúria termine em nosso proveito.


Abrão aproveita esta oportunidade para dar uma prova real de que é verdadeiramente amigo de Ló. Nós devemos estar prontos para socorrer aos que estão em problemas, especialmente parentes e amizades. Embora o próximo tenha faltado a seus deveres para conosco, ainda assim não devemos descuidar nosso dever para com eles. Abrão resgatou os cativos, ao ter a oportunidade, devemos fazer o bem a todos.


O NT vê em Melquisedeque uma figura de Cristo, o sumo sacerdote do novo pacto.

Ele era rei e sacerdote. Melquisedeque recebeu o dizimo dos despojos da guerra. Dos despojos.

Foi uma vez, a bíblia não diz que fez isso sempre a melquisedeque, mas deu uma vez , e dos depojos. E nem menciona que fazia isso sempre.


Melquisedeque é chamado rei de Salém, que supõe-se é o lugar que depois se chamou Jerusalém e, geralmente, se pensa que era simplesmente um homem. As palavras do apóstolo (Hb 7.3) somente dizem que a história sagrada nada menciona de seus antepassados. O silêncio das Escrituras sobre isto é para que elevemos nossos pensamentos a Cristo, cuja geração não pode ser declarada.

Pão e vinho foi um bom refrigério para os cansados seguidores de Abrão; notável é que Cristo designasse os mesmos elementos como lembrança de seu corpo e sangue que, sem dúvida, são carne e bebida para a alma.


Gn 15


Deus assegurou a Abrão a segurança e a felicidade; que estaria sempre a salvo. "Eu sou teu escudo"; ou "Eu sou para ti um escudo, presente contigo, que te cuido em forma muito rel". a consideração de que o próprio Deus é e será um escudo para seu povo, para assegurá-lo de todos os males, um escudo disposto para eles e um escudo em volta deles, deveria silenciar todos os temores que atormentam e confundem.


Mesmo que nunca devemos queixar-nos de Deus, temos permissão para queixar-nos a Ele, e expressar-lhe todas as nossas aflições. É consolador para um espírito carregado apresentar seu caso a um amigo fiel e compassivo.


Creu no SENHOR: A fé que Abrão tinha foi um ato de entrega pessoal a Deus e de plena confiança na sua promessa (Rm 4.3,9,22; Gl 3.6; Tg 2.23). E isso lhe foi imputado para justiça: A justiça que Deus atribui a Abraão depende inteiramente da fé e não das obras da lei, uma vez que esta sequer ainda havia sido promulgada (cf. Gl 3.17). Por isso, Paulo, ao falar da fé que é necessária para alcançar a salvação, apresenta Abraão como modelo e exemplo (Rm 4; Gl 3.6-22). Ver Sl 106.31, n.


Animais -

Estes animais são os elementos necessários para a celebração de uma antiga cerimônia que era realizada quando se fazia uma aliança. Os animais sacrificados eram partidos ao meio (v. 10), e os que faziam a aliança passavam por entre as duas metades pronunciando um juramento ou uma fórmula imprecatória, amaldiçoando ao que não cumprisse a sua parte no acordo. Os animais partidos ao meio, por sua vez, eram um símbolo do que aconteceria a eles próprios, se faltassem com o compromisso assumido. Cf. Jr 34.18-19.


O fogareiro e a tocha representam a presença de Deus, que se compromete com juramento a manter a promessa feita a Abrão.


Um sono profundo caiu sobre Abrão: com este sono caiu sobre ele o horror de uma grande escuridão: uma mudança súbita. Os filhos da luz não sempre andam na luz. Então lhe foram anunciadas várias coisas:

1) O sofrimento da semente de Abrão durante longo tempo. Serão estrangeiros. Os herdeiros do céu são estrangeiros na terra. Serão servos; porém os cananeus servem sob maldição, e os hebreus servem sob uma bênção, eles sofrerão. Os que são abençoados e amados de Deus freqüentemente são afligidos gravemente pelos homens perversos.

2) O juízo dos inimigos da semente de Abrão. Embora Deus pode permitir que perseguidores e opressores pisoteiem seu povo durante longo tempo, certamente os enfrentará no final.

3) Aqui se anuncia o grande acontecimento, a liberação da semente de Abrão no Egito.

4) Seu feliz assentamento em Canaã. Eles voltarão de novo a Canaã. A medida de pecado se enche paulatinamente.


Gn 16

Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?

Mesmo perdida no deserto Deus a viu e se revelou a ela.

Sara tentou dar um jeitinho e ajudar Deus a cumprir a própria promessa., usou Agar como meio.Muits vezes queremos nós também dar uma ajudinha para Deus .... Deus é Deus! Ele não precisa disso, quando não depende de nós, Ele é soberano, poderoso para fazer sozinho, do modo dele.


Gn 17


Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito

Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.

Circuncisão - sinal da aliança de Deus com Abraão

Arco íris - sinal da aliança com Noé


E, finda esta fala com Abraão, Deus se retirou dele, elevando-se.


A aliança era para que se cumprisse no momento oportuno. A Semente prometida era Cristo e os cristãos nEle. Todos os que são da fé são abençoados no crente Abrão


Temendo que Ismael fosse abandonado e deixado de Deus, Abraão fez uma petição a seu favor. Deus nos dá permissão para que quando oremos sejamos específicos em nossas petições. Quaisquer sejam nossas preocupações e temores, devem ser expostos ante Deus em oração.


Abraão e toda sua família foram circuncidados recebendo assim o sinal da aliança e se distinguiram de outras famílias que não tinham arte nem parte no assunto. Foi obediência implícita; ele fez como Deus lhe ordenou sem perguntar por quê nem para quê. O fez porque Deus o ordenara. Foi obediência pronta; no mesmo dia. A obediência sincera não demora. Não só as doutrinas da revelação senão os selos da aliança de Deus nos lembram que somos pecadores culpáveis corruptos. Nos mostram a necessidade do sangue da expiação; apontam ao Salvador prometido e nos ensinam a exercer a fé nEle.



Gn 18

13Disse o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? 14Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?


Lavar os pés é costume naqueles climas cálidos onde somente se usam sandálias. Não devemos esquecer a hospitalidade pois, por ela, sem percebermos podemos atender anjos (Hb 13.2); mais ainda, ao próprio Senhor dos anjos; como sempre devemos fazer quando por amor a Ele hospedamos o menor de seus irmãos. As maneiras alegres e amáveis ao mostrar bondade, são adornos grandiosos da piedade. Embora nosso condescendente Senhor não nos faça visitas pessoais, contudo, por seu Espírito, está à porta e bate; quando nos inclinados a abrir, Ele se digna entrar; e por seus consolos bondosos dá uma rica festa da qual participamos com Ele (Ap 3.20).


Os dois que se supõe eram anjos criados continuaram a Sodoma. Aquele que foi chamado Jeová em todo o capítulo, continuou com Abraão e não ocultou o que se propunha realizar. Apesar de que Deus suporta muito aos pecadores, pelo qual imaginam que o Senhor não vê e que não se importa, quando chegar o dia de Sua ira, Ele os olhará. O Senhor dará a Abraão uma oportunidade para interceder ante Ele, e lhe mostra a razão de sua conduta.



Gn 19

Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. 17Havendo-os levado fora, disse um deles: Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças. 29Ao tempo que destruía as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão e tirou a Ló do meio das ruínas

Ló não conhecia ao Senhor, não confiava... Mesmo Ele tendo-o tirado e livrado da destruição da cidade, primeiro ele não confiou e pediu para ir para zoar, o Senhor deixou, depois saiu de Zoar com medo e foi para uma caverna. Se o Senhor já não o livrou não poderia estar com ele por onde fosse? Mas Ló teve medo e foi se esconder, foi morar escondido em uma caverna.


Ló era bom, mas não havia mais ninguém do mesmo caráter na cidade. toda a gente de Sodoma era muito má e vil. Portanto, tomou-se o cuidado de salvar a Ló e a sua família.

Ló se demorou, agiu trivialmente. Assim, pois, muitos que estão convencidos de seu estado espiritual e da necessidade de uma mudança, delongam essa obra necessária. A salvação dos homens mais justos é da misericórdia de Deus, não por seus próprios méritos. Somos salvos pela graça. O poder de Deus deve também ser reconhecido ao tirar almas de um estado de pecado. se Deus não tiver sido misericordioso conosco, nossa demora teria sido nossa ruína.


Pecado de Ló - Veja-se o perigo da seguridade. Ló, que se manteve casto em Sodoma, que se lamentava da maldade do lugar, e era uma testemunha contra ela, quando está sozinho na montanha e, segundo acreditava, fora da tentação, é vencido vergonhosamente. Aquele que pensa que está alto e firme, cuide que não caia.


Pelo silêncio das Escrituras sobre Ló daí em diante, aprenda-se que a bebedeira, assim como faz esquecidos os homens, também faz que sejam esquecidos.


Gn 20

Senhor, matarás até uma nação inocente? 5Não foi ele mesmo que me disse: É minha irmã? E ela também me disse: Ele é meu irmão. Com sinceridade de coração e na minha inocência, foi que eu fiz isso. 6Respondeu-lhe Deus em sonho: Bem sei que com sinceridade de coração fizeste isso; daí o ter impedido eu de pecares contra mim e não te permiti que a tocasses.

E, orando Abraão, sarou Deus Abimeleque, sua mulher e suas servas, de sorte que elas pudessem ter filhos; 18porque o Senhor havia tornado estéreis
todas as mulheres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.

Pelo seu relacionamento especial com Deus, o profeta não só anuncia a palavra do Senhor como também intercede diante de Deus nos momentos críticos.


É grande misericórdia que sejamos impedidos de cometermos pecado; Deus deve levar a glória nisto. Porém se fizemos mal por ignorância, isso não nos escusará se persistimos nisso a sabendas.


Veja-se nisto muita culpa, ainda no pai dos fiéis. Perceba sua desconfiança de Deus, o indevido temor por sua vida, seu intento de enganar. Ele também pôs tentação no caminho dos outros, causando-lhes aflição, expondo-se ele mesmo e a Sara às justas repreensões, e, contudo, tentou escusar-se. Estas coisas ficaram escritas para nossa advertência, não para que as imitemos. Até Abraão não tem de que gloriar-se. Ele não pode justificar-se por suas obras, senão que deve estar agradecido pela justificação,por essa justiça que está por acima de todos e que é para todos os que crêem.



Gn 21

13Mas também do filho da serva farei uma grande nação, por ser ele teu descendente.

Deus abençoou Ismael por causa de Abraão.


No Antigo Testamento são poucos os que vieram ao mundo com tantas expectativas como Isaque. Nisto foi um tipo de Cristo, essa Semente que o santo Deus prometera muito tempo antes e que os homens santos esperaram por tanto tempo. nasceu conforme com a promessa, no momento designado do qual Deus tinha falado. As misericórdias prometidas por Deus certamente chegarão no momento em que Ele determina, e esse é o melhor momento. Isaque significa "riso", tendo boa razão para o nome (capítulo 17.17; 18.13).


A conduta de Ismael foi de perseguição, com desprezo profano da aliança e da promessa, e com malícia contra Isaque. Deus atenta no que dizem e fazem as crianças em suas brincadeiras; e os levará em conta se dizem e agem mal, embora não o façam seus pais. Zombar é um grave pecado e resulta em provocação contra Deus. Os filhos da promessa devem esperar que caçoem deles.

Abraão se doeu de que Ismael se comportasse mal e que Sara exigisse um castigo tão severo. Porém, Deus mostrou que Isaque deve ser o pai da Semente prometida; portanto, "manda longe a Ismael, não seja que corrompa os costumes ou trate de usurpar os direitos de Isaque".


Gn 22

Deus, em sua providência, às vezes nos chama a separar-nos de um Isaque e devemos fazê-lo com alegre submissão a sua santa vontade

Foi provido outro sacrifício. Devia ter referência ao Messias prometido, à Semente bendita. Cristo foi sacrificado em nosso lugar, como este cordeiro em lugar de Isaque, e sua morte foi a nossa expiação.


Deus testa seus santos para comprovar a qualidade de sua fé e obediência, geralmente através de adversidade e sofrimento. Tendo já graciosamente se comprometido com Abraão, Deus testou a sua obediência. Em obediência, Abraão demonstrou compromisso com o Senhor. A provisão de Deus de um carneiro tipifica o sacrifício de Jesus Cristo, que morreu no lugar dos eleitos para que esse pudessem viver.

– Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho.Abraão foi, pegou o carneiro e o ofereceu como sacrifício em lugar do seu filho


Gn 23

A posse de uma sepultura familiar era um fato de grande importância, pq assegurava um lugar de descanso junto aos antepassados. A porta da cidade era o lugar onde se tratavam os assuntos oficiais e os negócios.

A prudência e a justiça nos mandam ser eqüitativos e francos em nossos tratos; os negócios enganosos não iluminam. Abraão paga o dinheiro sem fraude nem demora. Paga todo de imediato sem deixar nada; e bem pesado, de boa lei entre mercadores, sem engano

Embora toda a terra de Canaã era de Abraão pela promessa, ainda não tinha chegado o tempo de possuí-la, e ele teve a ocasião de comprar e pagar. O domínio não se fundamenta na graça. O direito dos santos a uma herança eterna não lhes dá o direito às possessões deste mundo, nem os justifica para fazer o mal.

Honesta e eqüitativamente, Efrom faz um título válido da terra. Assim como aquilo que se compra, deve ser pago com honestidade, assim o que se vende deve ser entregue e assegurado honestamente. Manejemos nossas preocupações com pontualidade e exatidão para evitar discórdias.

A morte é um a lembrança constante de que este mundo não é nosso lar. Temos de confessar que nada mais somos que estrangeiros e peregrinos na terra.. Embora o país inteiro por um ato e dádiva de Deus, pertencesse a Abraão, não tinha havido ainda a transferência, daí a necessidade dessa compra formal com todas as formalidades orientais.



Gn 24


O servo de Abraão, pede ajuda a Deus para cumprir a missão que é bem sucedida.

Vamos orar sempre ao iniciar uma nova etapa ou antes de fazer algo, sempre pedir ajuda ao Senhor.Abraão planeja, o servo ora e aguarda, o Anjo de Deus p guia, os camelos se ajoelharam pacientemente junto ao poço, a moça chega na hora exata. É dessa maneira que toda a nossa vida diária podia ter o clarão da presença e auxílio de Deus. Essas coisas acontecem, mas infelizmente nossos olhos estão muitas vezes vendados.

O casamento entre Isaque e Rebeca é uma etapa decisiva no cumprimento das promessas divinas, não é um mero contrato em ter 2 famílias.


Gn 25

O tema da esterilidade ocupa um lugar destacado na história dos patriarcas; pois põe em evidência a intervenção especial de Deus no nascimento de algumas pessoas chamadas a desempenhar um papel relevante na história da salvação. O nascimento destas pessoas responde a um desígnio particular de Deus.

Direito de primogenitura - além de ter a primazia depois do pai , tinha também porção dupla na herança. Tinha liderança espiritual da tribo, sacerdote da família, receber as comunicações divinas e executar, situar-se entre Deus e o resto das família . E na herança incluia a bênção abraâmica de descendência e terra. Ao desprezar primogenitura desprezou as promessa de Deus.



Gn 26


Nada há de imitável nem de escusável na negação que faz Isaque de sua esposa. A tentação de Isaque é a mesma que venceu a seu pai e em duas ocasiões. Isto fez que seu pecado fosse ainda mais grave. As quedas dos que nos precederam são outras tantas rochas sobre as quais têm naufragado os outros; o relato delas é como colocar bóias para salvar os marinheiros do futuro.

Embora pai e filho tivessem cometido o mesmo erro, eles são protegidos.

Este Abimeleque não é o mesmo que viveu na época de Abraão.


Isaque se enfrentou a muita oposição ao escavar poços. Dois foram chamados Discussão e Inimizade. Veja a natureza das coisas mundanas: provocam brigas e ocasionam discórdias. Que misericórdia é ter muita água e tê-la sem brigar por ela! Isaque escavou um poço, finalmente, pelo qual não contenderam. Esforçamo-nos para conseguir a tranqüilidade. . Ainda que os homens são falsos e malvados, Deus continua sendo fiel e bondoso; e seu tempo para mostrar-se assim é quando mais desenganados estamos dos homens. Na mesma noite em que Isaque chegou a Berseba, cansado e inquieto, Deus deu consolo a sua alma. Os que estão seguros da presença de Deus podem mover-se com comodidade.



Gn 27

Mesmo no erro do ser humano, Deus realiza seus propósitos.Os caminhos de Deus muitas vezes não são compreensíveis a nós, mas Ele realiza seus desígnios. Os israelitas consideravam que a bênção, uma vez pronunciada, não podia ser revogada nem transferida para outra pessoa. Por isso a angústia de Isaque e Esaú.


Rebeca sabia que a bênção estava preparada para Jacó e esperava que ele a obtivesse. Porém, fez mal a Isaque ao enganá-lo; fez mal a Jacó ao tentá-lo para que agisse errado. Pôs uma pedra de tropeço no caminho de Esaú e lhe deu um pretexto para odiar a Jacó e aborrecer a religião. Todos eram culpáveis. Era uma daquelas medidas retorcidas que amiúde se adotam para fazer progredir as promessas divinas; como se o fim justificasse os meios, ou escusasse os médios incorretos. Assim, pois, muitos têm agido errado com a idéia de serem úteis para fomentar a causa de Cristo. A resposta a todas essas coisas é a que Deus dirigiu a Abraão: "Eu sou o Deus Todo Poderoso; anda diante de mim e sé perfeito".


Esaú aborreceu a Jacó pela bênção que este obteve. Assim seguiu pelo caminho de Caim, que assassinou a seu irmão porque tinha recebido a aceitação de Deus, da qual Caim tinha-se feito indigno. Esaú se propôs impedir que Jacó ou sua descendência tivessem o Deus, tirando-lhe a vida. Os homens podem inquietar-se pelos conselhos de Deus, mas não podem mudá-los. Para evitar uma tragédia Rebeca advertiu a Jacó do perigo e o aconselhou que partisse em aras de sua segurança. Não devemos fazer mal para que venha o bem. Conquanto para cumprir seus propósitos, Deus não levou em conta as más ações registradas neste capítulo, de todos modos vemos seu juízo nas penosas conseqüências para todas as partes envolvidas.

Foi privilégio e vantagem particular de Jacó transmitir estas bênçãos espirituais a todas as nações. O Cristo, o Salvador do mundo, nasceria de certa família e Jacó foi preferido e não Esaú, pelo beneplácito do Deus Onipotente que certamente é o melhor juiz do que é bom e tem o direito indiscutível de dispensar seus favores segundo o estime conveniente (Rm 9.12-15).



Gn 28


Se Deus for comigo - a reação de Jacó se contrasta com a de Abraão. Embora a jornada de fé tivesse começado para Jacó, ele ainda tinha muito a caminhar. Note que as promessas incondicionais de Deus nos vs 13-15 são agora transformadas em uma chantagem: se Deus fizer a parte dele, então Jacó o reconhecerá como Deus. Deus soberamente, escolheu a Jacó no ventre e agora ele graciosamente dá a promessa patriarcal totalmente independente da fé que tinha Jacó; esta também deve ser uma dádiva de Deus.


No Antigo Oriente, as colunas ou pedras comemorativas muitas vezes serviam como memorial de algum fato importante, como uma vitória militar, uma aliança ou uma manifestação divina (cf. Gn 31.45-54; ver também Êx 23.24, n.; 24.4, n.). Mais tarde, a legislação deuteronômica ordenou que se destruíssem as pedras comemorativas que estavam vinculadas a práticas religiosas cananéias (cf. Dt 7.5; 12.3; 16.22).


Jacó viu uma escada que ia da terra ao céu, os anjos subindo e descendo por ela, e o próprio Deus no alto dela. Isto representa:

1) A providência de Deus, pela qual se mantém um intercâmbio constante entre o céu e a terra. Isto faz saber a Jacó que ele tinha ao mesmo tempo um bom guia e um bom guardião.

2) A mediação de Cristo. Ele é a escada; o pé na terra é sua natureza humana; o topo no céu, sua natureza divina. Cristo é o Caminho (Jo 1.51). Por este caminho os pecadores se aproximam do trono da graça com aceitação. Pela fé vemos este caminho e, em oração, nos aproximamos a ele.



Jacó tinha uma longa viagem pela frente a um país desconhecido, todavia, "Eis aqui, eu estou contigo", e Deus promete trazê-lo de volta a esta terra. Parecia abandonado de todos seus amigos, porém Deus lhe deu esta certeza, "Eu não te deixarei". Deus nunca abandona ao que ama.


Deus se manifestou Ele mesmo e seu favor a Jacó enquanto este dormia. Onde quer que estejamos, na cidade ou no deserto, na casa ou no campo, na tenda ou na rua, podemos manter nossa relação com o Céu; se não for assim, é a nossa própria falta. Porém, quanto mais vejamos de Deus, mais causa teremos para um santo tremor diante dEle.


Gn 29


Jacó prosseguiu alegre sua viagem depois da doce comunhão que teve com Deus em Betel. A providência o levou ao campo onde deviam beber os animais de seu tio. O que se diz do cuidado dos pastores por suas ovelhas pode lembrar-nos a tenra preocupação que nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, tem por seu rebanho, a igreja; por Ele é o bom portanto que conhece suas ovelhas, e a quem elas conhecem.


Jacó fez saber a Labão o afeto que tinha por sua filha Raquel. Carecendo de bens mundanos com os quais dotá-la, promete sete anos de serviços. O amor faz curtos e fáceis os serviços longos e difíceis; daí que lemos de trabalho com amor (Hb 6.10). Se soubermos valorizar a felicidade do céu, os sofrimentos deste tempo presente serão como nada para nós. Uma era de trabalho não será senão uns poucos dias para os que amam a Deus e anelam a vinda de Cristo.

Jacó, que tinha-se aproveitado de seu pai, agora é utilizado por Labão, seu sogro, com um engano parecido. Daqui, que por injusto que tenha sido Labão, o Senhor foi justo:


Os nomes que Lia dá a seus filhos expressavam seu respeito e consideração tanto para Deus como para seu esposo. Rubem, ou olha um filho, com este pensamento: "Agora meu marido me amará"; Levi, ou unido, com a expectativa de que "Esta vez meu marido se unirá comigo". O afeto mútuo é ao mesmo tempo um dever e o consolo da relação conjugal; e os companheiros de jugo devem considerar o agradar-se um ao outro (1 Co 7.33-34). Ela reconhece, agradecida, a bondosa providência de Deus ao ouvi-la. Em tudo o que nos sustente e console nas aflições ou se ocupe de nossa liberação delas, é Deus quem deve ser reconhecido nisso. Chamou Judá seu quarto filho, ou louvor, dizendo: "Esta vez louvarei a Jeová". Deste, segundo a carne, é que veio Cristo. qualquer seja a razão de nosso regozijo deve ser tema de nossa ação de graças. Os favores frescos devem apressar-nos a louvar a Deus pelos favores anteriores. Desta vez louvarei a Jeová mais e melhor do que tenho feito antes. Todos nossos louvores devem centrar-se em Cristo, como objeto deles e como Mediador deles. Ele desceu, segundo a carne, daquele cujo nome era Louvor, e Ele é o nosso louvor. Está Cristo formado em meu coração? Desta vez louvarei a Jeová.




Gn 30


Raquel invejava a sua irmã: a inveja é doer-se porque o próximo está bem; não há pecado que seja mais odioso para Deus que esse, ou mais pernicioso para nosso próximo e nós mesmos. Ela não considerou que Deus estabelece a diferença e que em outras coisas ela tinha a vantagem. Cuidadosamente estejamos vigilantes contra todas as aparições e obras desta paixão em nossa mente. Que nosso olho não seja mau para nenhum de nossos conservos porque o olho de nosso Amo é bom.

Jacó amava a Raquel e, portanto, a repreendeu por falar mal. As reprimendas fiéis revelam um verdadeiro afeto. Deus pode ocupar o lugar de qualquer criatura em nós, mas é pecado e tolice colocar uma criatura no lugar de Deus e depositar na criatura a confiança que somente a Ele deve dar-se.


Passados os catorze anos, Jacó estava desejoso de partir sem provisão, salvo a promessa de Deus. mas de muitas forma, tinha um justo reclamo sobre a fortuna de Labão, e era vontade de Deus que ele recebesse provisão dela. Ele referiu sua causa a Deus em vez de acordar os salários estipulados com Labão, cujo egoísmo era muito grande.




Gn 31


Em todas nossas mudanças devemos respeitar o mandamento e a promessa de Deus. Se Ele está conosco, não temos nada a temer. Os perigos que nos rodeiam são tantos que, em verdade, nada mais pode dar ânimo a nossos corações. Lembrar as temporadas favorecidas pela comunhão com Deus é muito refrescante quando alguém está em dificuldades;


aqui Labão culpa a Jacó de coisas que não sabia. Os que encomendam sua causa a Deus não têm a proibição de rogar por ela com mansidão e temor. Quando lemos que Raquel rouba as imagens de seu pai, que cena de iniqüidade se abre! A família de Naor, que deixou os caldeus idólatras, esta mesma família se torna idólatra? É assim. Parece que a verdade é que eram como alguns de tempos posteriores, que juraram por Jeová e juraram por Milcom (Sf 1.5); e como outros de nossos tempos que desejam servir simultaneamente a Deus e a Mamom. Grandes multidões reconhecerão da palavra ao Deus verdadeiro, mas seus corações e casas são albergues da idolatria espiritual. Quando um homem se entrega à cobiça, como Labão, o mundo é seu deus;


Se Jacó tinha-se deixado consumir voluntariamente pelo calor do dia e a geada da noite, para chegar a ser o genro de Labão, que teríamos que negar-nos a suportar para chegarmos a ser filhos de Deus? Jacó fala de Deus como do Deus de seu pai; ele se tinha por indigno de ser considerado em si mesmo, mas era amado por amor de seu pai. Ele o chama o Deus de Abraão e o temor de Isaque, pois Abraão estava morto e tinha partido a esse mundo onde o perfeito amor deita fora todo temor, porém Isaque estava vivo ainda, santificando por Senhor em seu coração com tremor e temor.


Nas épocas antigas, as partes ratificavam a aliança de amizade comendo e bebendo juntos.




Gn 32


Anjo do Senhor

anjo do Senhor


Fiel a sua promessa, Deus esteve com Jacó não apenas protegendo-o, mas também refazendo seu caráter.

Uma transformação espiritual aconteceu a Jacó, ele reconheceu sua indignidade diante de Deus.. Jacó identifica-se agora com a promessa , a aliança entre Deus e Abraão e Isaque.

Ao lutar com Jacó, Deus apareceu em forma humana e privou Jacó de sua força natural, porém Jacó saiu vencedor em agarrar-se a Deus para receber a bênção.

O homem que lutou era na verdade uma teofania, uma manifestação visível e neste caso tangível de Deus, que é intrinsecamente invisível. O Anjo do Senhor. O Senhor iniciou a luta.

Embora Jacó fosse um homem de força considerável aparentemente, o Anjo do Senhor ajustou a sua força a força de Jacó.


Tocou-lhe = Deus deslocou a articulação da coxa de Jacó, o pivô da força de um lutador. Tendo previamente dependido de sua habilidade e força, as forças naturais de Jacó estavam agora enfraquecidas. Casa passo que desse no futuro haveria de lembrá-lo da sua dependência da graça

divina.


A Anjo que lutou com ele não podia ser outro senão o Filho do homem, que é o

Anjo da Aliança, o filho de Deus.. Não foi Jacó que lutou com o anjo, mas ao anjo que lutou com ele, como que para descobrir e revelar sua fraqueza, e constrange-lo a desistir da sua própria força e a aprender a agarrar-se coma disposição de um homem coxo que não ousa largar aquilo em que se segura para não cair. Vamos aprender a confiar e firmar-nos na força eterna de Deus.


O Anjo lhe pôs uma marca de honra perdurável, trocando-lhe o nome. Jacó significa usurpador. Daqui em diante será celebrado não pela sua esperteza e hábil manipulação, senão pelo valor verdadeiro. "Serás chamado Israel", príncipe de Deus, um nome maior que o dos grandes homens da terra.


Os anjos de Deus se apareceram a Jacó para dar-lhe ânimo com a certeza da proteção divina. Quando Deus submete a seu povo a grandes provas, os prepara por meio de grandes consolações.

Enquanto Jacó, a quem pertencia a promessa, esteve trabalhando com ardor, Esaú tinha chegado a ser um príncipe. Jacó enviou uma mensagem demonstrando que não insistia na primogenitura. A mansidão fará cessar as grandes ofensas (Ec 10.4). não devemos negar-nos a falar com respeito ainda aos que estejam irados injustamente conosco. Jacó recebeu um informe dos preparativos bélicos de Esaú contra ele, e teve muito medo.


Os tempos de terror devem ser épocas de oração: seja o que for que cause o temor, deve deixar-nos de joelhos ante o nosso Deus. Jacó tinha visto recentemente a seus anjos guardiões porém, em seu mal-estar, recorreu a Deus, não a eles; ele sabia que eles eram seus conservos (Ap 22.9). Não pode haver uma pauta melhor que esta para a verdadeira oração.


Um bom tempo antes da saída do sol, estando sozinho, Jacó expressou mais plenamente seus temores orando a Deus. enquanto estava assim ocupado, Um semelhante a um homem lutou com ele.


O Anjo lhe pôs uma marca de honra perdurável, trocando-lhe o nome. Jacó significa usurpador. Daqui em diante será celebrado não pela sua esperteza e hábil manipulação, senão pelo valor verdadeiro. "Serás chamado Israel", príncipe de Deus, um nome maior que o dos grandes homens da terra.


Jacó dá um nome novo ao lugar. o chama Peniel, o rosto de Deus, porque ali tinha visto aparecer a Deus e obteve Seu favor. Aos que Deus honra, corresponde admirar sua graça para com eles. O Anjo que lutou com Jacó era a segunda Pessoa da sagrada Trindade que, depois, foi Deus manifestado na carne e que, em sua natureza humana, é chamado Emanuel (os 12.4-5).

Jacó foi ferido em sua coxa. Isso poderia servir para evitar que se sentiria superior com a abundância das revelações.



Gn 33


Jacó saúda Esaú como um vassalo saúda seu patrono na cerimônia de uma corte real, com a consideração apropriada a um superior.( sete prostrações - prática comum no protocolo real do antigo oriente) e o oferecimento de presentes em homenagem.

Porquanto - o semblante de Deus - quando Jacó viu a face de Deus na teofania e sua vida foi poupada, agora também ele viu a face de Esaú e foi bem recebido.

A reconciliação foi selada pela aceitação do presente.

Jacó não se contentou com palavras de gratidão pelo favor de Deus para com ele, senão que deu graças reais. Também manteve a fé e a adoração de Deus em sua família. Onde tenhamos tenda, Deus deve ter um altar.

Jacó dedicou este altar para a honra de El-Eloé-Israel, Deus, o Deus de Israel; à honra de Deus, o único Deus vivo verdadeiro;

Que nós louvemos seu nome e nos regozijemos em seu amor através de nossa peregrinação aqui na terra e por sempre na Canaã celestial.


Gn 34



OS filhos de Jacó cometendo um sacrilégio esvaziaram o santo sinal da aliança do seu significado religioso e abusaram dele com a intenção de cometer vingança. Sob a lei mosaica o pecado de Siquém contra Diná não receberia esta punição, que foi excessiva. A ação de Simeão e Levi prenunciou a guerra santa que Israel travaria contra os habitantes da terra.

Aqueles que agem perfidamente sob pretexto de fé, são os piores inimigos da verdade e endurecem para destruição os corações de muitos. Os crimes alheios não constituem escusa para nós. Ai, como um pecado leva a outro e, como labaredas de fogo, espalha desolação em todas as direções!


Gn 35


Lançar fora - o arrependimento envolve a renúncia de qualquer coisa que impeça ou atrapalhe o culto ou adoração a Deus. A exigência primária da aliança é a lealdade exclusiva a Deus.

Argolas - estes brincos eram amuletos associados com cultos pagãos.

Terror de Deus -a proteção de Deus sobe a família de Jacó através de um pânico induzido foi necessária porque a sua reputação havia mudado de pacíficos pastores para vorazes guerreiros.


Betel estava esquecido. Todavia, a quantos Deus ama, lembrará dos deveres descuidados de uma ou de outra forma, pela consciência ou pela providência. Jacó mandou seu lar que se preparasse não somente para a viagem e a mudança, senão para os serviços religiosos. os chefes de família devem usar sua autoridade para conservar a fé em suas famílias Eles devem tirar os deuses alheios. Nas famílias nas que há uma aparência de religião e um altar para Deus, muitas vezes há muita perdição e mais deuses estranhos do que alguém poderia supor. Devem purificar-se e trocar as vestes. Estas são somente cerimônias externas, que representam a purificação e a mudança de coração. Que são as roupas limpas e as vestes novas, sem um coração limpo, sem um novo coração?

Se Jacó tiver procurado antes esses ídolos, se teria separado antes deles. Às vezes as tentativas de reforma triunfam melhor do que tivéssemos pensado. Jacó enterrou as imagens. Devemos estar totalmente afastados de nossos pecados, como o estamos daqueles que estão mortos e sepultados, fora da vista. Mudou-se de Siquem a Betel. Embora os cananeus estavam muito enraivecidos com os filhos de Jacó pelo tratamento bárbaro contra os de Siquem, foram retidos de tal modo pelo poder divino, que não puderam aproveitar a oportunidade de vingar-se que agora se lhes oferecia.


Quando aprendemos que é Deus só quem realmente sabe o que é o melhor para seu povo, e que em todos nossos assuntos mundanos a via mais segura é dizer de todo coração: "Ele é o Senhor, que Ele faça o que bem lhe parecer". Somente nisso está a nossa seguridade e nosso consolo, em não conhecer outra vontade senão a Sua.

Os lábios moribundos de Raquel chamaram Benoni a seu filho recém-nascido, filho de minha dor; porém Jacó, mudou seu nome por Benjamim, o filho de minha destra, isto é, muito querido para mim; o apoio de minha velhice, o cajado de minha mão direita.


Mostra-se a profunda aflição que foi o pecado de Rubem em "e Israel o soube". Não se diz mais, mas é suficiente. Rubem pensou que seu pai nunca saberia, mas aqueles que se prometem secreto ao pecar, geralmente se desenganam.


Gn 36


O relato deste capítulo mostra a fidelidade de Deus à promessa dada a Abraão. Aqui Esaú é chamado Edom, o nome que mantém a lembrança da venda de sua primogenitura por um prato de guisado. Esaú continuou sendo o mesmo profano que despreza as coisas celestiais. Na prosperidade e honra exterior os filhos da aliança costumam estar atrás e aqueles que estão fora da aliança são os que tomam a dianteira.
Podemos supor que é uma prova da fé do Deus de Israel, o ouvir da pompa e poderio dos reis do Edom, enquanto eles eram escravos no Egito; todavia, os que buscam grandes coisas de Deus devem contentar-se com esperá-las; o tempo de Deus é a melhor época. O monte de Seir é chamado a terra de sua propriedade. Canaã era nesta época somente a terra prometida. Seir era possessão dos edomitas. Os filhos deste mundo têm tudo na mão e nada na esperança, enquanto que os filhos de Deus têm tudo na esperança e quase nada na mão. Contudo, consideradas as coisas, é incomparavelmente melhor ter Canaã na promessa, que o monte do Seir como possessão.



Gn 37


Na história de José vemos algo de Cristo, que primeiro foi humilhado e depois exaltado. Também mostra a sorte dos crentes que devem passar por muitas tribulações para entrar no reino. É uma história que não tem igual, em que se exibem variadas formas de operar da mente humana, tanto para o bem como para o mal, e a providência singular de Deus ao fazer uso delas para cumprir seus propósitos.


Deus falou , mostrou a José algo que iria acontecer com ele. Mas veja quanto tempo e por quanta coisa José teve que passar até o plano de Deus se cumprir.

José era um servo de Deus e ainda assim, foi capturado pelos próprios irmãos, odiado por eles, jogado num poço, vendido como escravo, tentado, mesmo procedendo bem e sendo fiel a Deus, foi para a prisão.... Veja quanta coisa aparentemente errada, aparentemente fora da vontade de Deus aconteceu com José.... Quanta desgraça. Quanta coisa ruim na vida dele. Mas em todo o tempo Deus sabia de tudo isso e estava no controle. Deus permitiu tudo isso, para que José estivesse exatamente onde Deus queria que estivesse na hora certa. Deus estava com José mesmo que parecesse que não. Todas as cosias, o poço, a prisão, etc., contribuíram para que se cumprisse o plano de Deus.

Tudo na vida é dirigido e controlado pela presciência divina. Podemos estar num poço de negra infelicidade, mas Deus sabe que estamos ali. Continuemos a confiar.

Deus operou para que todo servisse a Seu propósito: o fazer de José um instrumento para salvar a vida de muita gente



A igreja cristão geralmente considera José como um tipo de Cristo. O piedoso José m amado por seu pai, foi mandado a seus irmãos, e foi então vendido . Depois de sofrer perseguição e tentação, o justo José foi exaltado como senhor sobre seus irmãos.


Túnica talar - longa , até o calcanhar

Um sinal da posição de José como filho preferido. O AT ( em grego) traz multicolorida alguns sugerem que o original hebraico aqui quer dizer um longo casaco com mangas. Uma veste especial diferente da túnica comum do trabalho.


O sonho profético de José mostra que o propósito de Deus está por detrás de todos os eventos da narrativa.. A questão estava determinada por Deus e se cumpriria.


Posteriormente Jacó deu a José o direito de primogenitura - ( considerava o caso consigo mesmo - talvez estivesse antecipando e pensando já nessa possibilidade )

Rúben era o mais velho e era responsável pelos seus irmãos na ausência do pai.

Jacó anteriormente enganou seu pai Isaque com pele de cabritos e com a roupa de

Esaú, e agora é enganado com sangue de cabrito e sobe as roupas de seu filho. Interessante....


Em todo este capítulo vemos com assombros os caminhos da Providência. Pareceria que os malvados irmãos se deram bem; os mercadores, aos que nada importa com que comerciam com tal de obter lucro, também conseguiram sua parte; e Potifar também logrou sua boa parte, conseguindo um excelente e jovem escravo! Porém os desígnios de Deus, por estes médios, estão prestes a serem executados. Este acontecimento terminará com a descida de Israel ao Egito; e isso acaba nos que são liberados por Moisés; isso, em estabelecer a religião verdadeira no mundo e em sua difusão a todas as nações por meio do Evangelho. Assim, pois, a ira do homem louvará o Senhor e Ele reprimirá o resto da ira.


Gn 38


Este capítulo fala acerca de Judá e sua família, e é um relato tal que parece um milagre que de todos os filhos de Jacó, nosso Senhor tenha vindo de Judá (Hb 7.14). Porém Deus mostra que a salvação é por graça e não por mérito, e que Cristo veio ao mundo a salvar pecadores, ainda o primeiro. Além do mais, que a dignidade de Cristo é dEle mesmo e não de seus antepassados.

que este estado de humilhação ao qual foi submetido Jesus, quando veio tirar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo, ao designar personagens como os aqui registrados para que fossem seus antepassados, faça mais amado o Redentor em nossos corações.


A 1a. Referência na Escritura ao costume antigo do levirato, segundo o qual o irmão de um homem morto ( que não tinha herdeiros) deveria casar-se com a viúva. Os descendentes eram considerados filhos e herdeiros do morto. Pq o irmão morto, Er, era o primogênito, seu herdeiro iria herdar a sua posição de liderança na família e a porção dupla. Desejando o lugar do primogênito para si, o segundo filho, Onã tinha relações sexuais com Tamar, porém evitava que ela concebesse. Fazendo assim, ele era injusto tanto para com eu irmão morto quanto para com Tamar. Não percebendo o castigo de Deus sobre sua tolice e de seus filhos ímpios, Judá supersticiosamente tinha Tamar como uma esposa que traz infortúnio. Por Judá não estar disposto arriscar a vida do seu terceiro filho, o futuro de Tamar ( que dependia de ter descendência) era funesto.


Selo e cordão - um selo cilíndrico, usado numa corda ao redor do pescoço, era a insígnia de um homem proeminente. Ele assinava seus contratos rolando o selo sobre a argila na qual o contrato era gravado.


Prostituta cultual - a prostituição cultual era parte das religiões cananéias de fertilidade.

Queimada - uma punição legalizada mi=mais tarde na lei mosaica para a filha de um sacerdote que se prostituísse

E nunca mais a possuiu - fazê-lo o tornaria culpado de incesto.


Gn 39


José sobrevive a uma sucessão de injustiças e prospera porque o Senhor era com ele. Deus orquestra uma extraordinária série de eventos que se dirigem inerrantemente para a salvação de seu povo.

O adultério era considerado um grande pecado no antigo oriente , porém José estava absolutamente consciente de que vivia na presença de Deus, o pecado seria contra Deus.


Nossos inimigos podem despojar-nos das distinções e adornos externos, mas a sabedoria e a graça não podem ser-nos tiradas. Eles podem separar-nos dos amigos, os parentes e da pátria, mas não podem afastar-nos da presença do Senhor. põem isolar-nos das bênçãos externas, roubar-nos a liberdade e confinar-nos em calabouços, porém não podem impedir-nos a comunhão com Deus, do trono da graça, ou arrebatar-nos as bênçãos da salvação. José foi abençoado, maravilhosamente abençoado, até na casa onde era escravo.


Uma das razões que José deu para não pecar foi reconhecer que o pecado era contra Deus

O pecado é contra Deus, contra sua natureza e seu domínio, contra seu amor e seu propósito. Os que amam a Deus, por esta razão odeiam o pecado.


Não esqueçamos olhar a Jesus através de José, pois Ele sofreu sendo tentado, porém sem pecado; foi caluniado e perseguido e aprisionado, mas sem causa; aquele que pela cruz ascendeu ao trono. Que nós sejamos capacitados para ir, submetendo-nos e sofrendo, pela mesma senda ao mesmo lugar de glória.





Gn 40


Interpretar sonhos - os sonhos eram tidos no antigo oriente como um meio de discernir o futuro; interpretes de sonhos eram comumente empregados nas cortes reais. Os povos do oriente viam os reis como representantes dos deuses. Sonhos reais eram considerados especialmente significativos.

Pertencem a Deus as interpretações - José corrige a crença pagã dos prisioneiros egípcios reconhecendo que somente Deus é fonte de interpretação confiável e que ele dá o dom de interpretação como lhe convém.


Não foi o cárcere o que tanto entristeceu o copeiro e o padeiro, como seus sonhos. Deus tem mais de um caminho para contristar os espíritos. José teve compaixão deles. Que nos interessemos pela tristeza dos rostos de nossos irmãos. Para os que têm problemas freqüentemente é um alívio ser percebidos. Além disso, aprendamos a ver a causa de nosso próprio pesar. Existe uma boa razão? Não há suficiente consolo para equilibrá-la, qualquer que seja? Por que estás abatida, oh minha alma? José teve cuidado de dar a glória a Deus. O sonho do chefe dos copeiros anunciava sua ascensão. O sonho do padeiro-mor, sua morte. Não era culpa de José que não lhe fossem dadas melhores notícias ao padeiro. Assim, os ministros somente são intérpretes; eles não podem fazer que as coisas sejam distintas do que são: se eles se conduzem com fidelidade e sua mensagem resulta desagradável, a culpa não é deles.

José não pensa em seus irmãos que o venderam; tampouco no mal que sua ama e seu amo lhe fizeram, senão que mansamente afirma sua inocência. Quando somos chamados a defender-nos, devemos evitar, cuidadosamente, dentro do possível, falar mal dos outros. contentemo-nos com demonstrar a nossa inocência e não recriminemos aos outros sua culpa.

A interpretação que José deu aos sonhos aconteceu no dia indicado.

O chefe dos copeiros não se lembrou de José, senão que o esqueceu. José teria merecido algo melhor dele, porém esqueceu. Não devemos pensar que é estranho se neste mundo nos devolvem ódio por nosso amor e dardos por nossa bondade. Veja-se quão dados a esquecer-se dos outros que estão em problemas são os que agora estão bem. José aprendeu, por seu desengano, a confiar unicamente em Deus.

Culpamos a ingratidão do copeiro-mor para com José, porém nós mesmos agimos com muita mais ingratidão para com o Senhor Jesus. José apenas tinha anunciado a ascensão do chefe dos copeiros, porém Cristo produziu a nossa; Ele intercedeu com o Rei de reis por nós, mas nós o esquecemos, embora freqüentemente se nos faz lembrá-lo e apesar de ter prometido não esquecê-lo jamais.


Gn 41


Deus manifestou a Faraó - tanto o sonho quanto a interpretação eram de Deus. José foi inspirado por Deus.

; ele não agiu com uma mago. Nem o Faraó nem seus oficiais estavam no controle; Deus e seu servo estavam no comando, assim como estariam séculos mais tarde nos tempos de Moisés. José indicou a ação de Deus em dar o sonho e Faraó reconheceu o poder de Deus atuando em José.


Deus exaltou o fiel José sobre todo o Egito, dando-lhe uma sabedoria sobrenatural: a habilidade de interpretar sonhos e habilidade em política econômica e administração do estado. José prefigurava Moisés na fundação de Israel e Daniel no fim da monarquia israelita. Todos os 3 foram cativos e oprimidos que chegaram ao poder numa terra hostil lançando a sabedoria de Deus e seu governo sobre as nações. Eles prefiguravam Jesus Cristo, a sabedoria encarnada de Deus, que foi levantado dentre os mortos para governar o mundo.


O meio de José para ser liberado da prisão foram os sonhos do Faraó, que aqui se relatam.

estes sonhos evidentemente tinham sido enviados por Deus; quando o faraó acordou, seu espírito estava perturbado.


O tempo de Deus para o crescimento de seu povo é o tempo mais adequado. Se o chefe dos copeiros tivesse logrado que José fora liberado da prisão, provavelmente este teria regressado à terra dos hebreus. Então não teria sido abençoado tanto, nem tampouco teria havido tamanha bênção para sua família, como resultou depois. José dá honra a Deus quando o apresentam ao faraó.


Veja-se a que mudanças estão sujeitas as comodidades desta vida. Não podemos estar seguros de que amanhã será como hoje, ou que o ano próximo seja como este. Devemos aprender a ter pobreza e a estar em abundância. Note-se a bondade de Deus para mandar os sete anos de abundância antes que os da fome, para que pudesse ser feita provisão. O produto da terra é às vezes mais, e às vezes menos, porém, tomados em conjunto, para quem colheita muito não sobra nada, e àquele que colheita pouco, nada lhe falta


José se apropriou da divina providência nos nomes de seus dois filhos, Manassés e Efraim.

1) Esqueceu sua desgraça.

2) Foi frutífero na terra de sua aflição.

Chegaram os sete anos de abundância e se terminaram. Devemos esperar o fim dos dias, tanto de nossa prosperidade como de nossa oportunidade. Não devemos sentir-nos seguros da prosperidade nem sermos preguiçosos para fazer bom uso da oportunidade. Os anos da abundância acabarão; faça tudo o que estiver ao alcance de sua mão para ser feito; e colha no tempo da colheita.


Gn 42


José foi duro com seus irmãos, não por espírito vingativo, senão para levá-los ao arrependimento.


O ofício da consciência é lembrar coisas que faz muito foram ditas e feitas. Quando estava fresca a culpa do pecado dos irmãos de José, eles não lhe deram importância e se sentaram a comer pão, mas agora, muito depois, suas consciências os acusam disso. Veja-se o bom das aflições; amiúde resultam ser um meio ditoso que desperta a consciência e traz o pecado a nossa memória, além do negativo da culpa para com os nossos irmãos. Agora a consciência lhes recriminava por isso. Cada vez que pensemos que nos têm feito dano, devemos lembrar o mal que nós temos feito ao próximo.

Rubem somente lembrou, com consolo, que ele tinha feito o que pudera para impedir a maldade. Quando partilhamos com os outros seus sofrimentos, será um consolo ter o testemunho de nossas consciências de que não participamos nas más obras, senão que em nosso momento demos testemunho contra elas.


Os irmãos vieram por grão, e conseguiram grão; não somente isso, senão que cada homem recebeu seu dinheiro de volta. Assim Cristo, como José, nos dá provisões sem dinheiro e sem preço.


Eis aqui o informe que os filhos de Jacó deram a seu pai. Isto perturbou ao bom homem. Até as bolsas de dinheiro que, com bondade, José devolveu a seu pai, o assustaram. Jogou a culpa em seus filhos; conhecendo-os, temeu que tivessem provocado aos egípcios e tivessem trapaceado para trazer o dinheiro de volta para sua casa. Jacó simplesmente desconfiava de seus filhos, lembrando que nunca viu a José desde o dia em que este fora a ter com eles. É mau para uma família quando os filhos se comportam tão errado que os pais não sabem se podem confiar neles.

Jacó dá por perdido a José, e a Simeão e a Benjamim os vê em perigo; e conclui que todas estas coisas estavam em sua contra. Resultou ser o contrário, pois todas essas coisas estavam a seu favor, operando juntas para seu bem e o bem de sua família. Volta e meia pensamos que está em nossa contra o que, em realidade, está a nosso favor. Somos afligidos no corpo, o patrimônio, o nome e em nossas relações, e pensamos que todas essas coisas estão em nossa contra quando, em realidade, estão operando em nós um peso de glória.

Assim o Senhor Jesus se disfarça, Ele e seu favor, assim repreende e disciplina às pessoas para as quais tem um propósito de amor. Mediante agudos corretivos e humilhantes convicções (de pecado), Ele romperá a teimosia e quebrantará o orgulho do coração e o levará ao arrependimento verdadeiro. Porém, antes que os pecadores o conheçam plenamente ou saibam que Ele é bom, Ele consulta seu bem e sustenta suas almas para que esperem nEle. Então nós nunca devemos render-nos ao desencorajamento, determinando não buscar outro refúgio que Ele, e humilhar-nos mais e mais sob sua poderosa mão. em seu devido momento, Ele responderá nossas petições e fará por nós mais do que podemos esperar.



Gn 47


Jacó chama peregrinação a sua vida; a passagem de um forasteiro por um país estrangeiro, ou a pátria passageira a seu próprio país. Não estava cômodo na terra; sua habitação, sua herança, seus tesouros estavam no céu.

Não havia pão e a gente estava a ponto de morrer. Veja-se como dependemos da providência de Deus. toda a nossa riqueza não nos livraria de passar fome se não chover durante dois ou três anos. Note-se até que ponto estamos a mercê de Deus e mantenhamo-nos sempre em seu amor. Também veja-se quanto nos prejudicamos por nossa própria falta de cuidado. Se todos os egípcios tivessem guardado trigo para eles nos sete anos de abundância, não teriam passador esses apertos; porém, não consideraram a advertência. A prata e o ouro não os alimentariam; eles deviam ter trigo.


Não podemos julgar isto segundo as regras modernas. É claro que os egípcios consideraram a José como benfeitor público. Tudo é coerente com o caráter de José, que agiu com temor de Deus. Os egípcios confessaram a respeito de José: Nos salvaste a vida. Que lhe dirão a Jesus as multidões agradecidas no dia último? Salvaste as nossas almas da mais horrível destruição, e em tempo de angústia mais extrema! Os egípcios se desfizeram de todas suas propriedades, e até de sua liberdade para salvarem suas vida: pode ser demasiado, então, que nós contemos tudo como perda e o deixemos, enquanto Ele o ordena o por amor dEle, que salva a nossa alma e nos dá cem vezes tanto, aqui neste mundo? Certamente, se formos salvos por Cristo devemos estar dispostos a sermos Seus servos.


Nada ajudará melhor a fazer mais cômodo o leito de morte que a perspectiva certeira do repouso na Canaã celestial.


Gn 48


Todo crente verdadeiro é abençoado em sua morte, mas não todos partem igualmente cheios de consolos espirituais.

Ao abençoar os filhos de José, Jacó intercambia suas mãos. José está disposto a manter a seu primogênito e poderia ter removido as mãos de seu pai. Mas Jacó agiu não por erro nem por afeto parcial a um mais que ao outro; mas sim através de um espírito profético, e pelo Divino conselho


Gn 49


Judá será a tribo real, a tribo da qual virá o Messias Príncipe.

Muito do que aqui se diz de Judá deve aplicar-se a nosso Senhor Jesus . NEle há abundância de todo o que alimenta e refresca a alma e que mantém e alegra a vida divina nela. Ele é a videira verdadeira; o vinho é o símbolo indicado por seu sangue, que se bebe, derramado em favor dos pecadores e aplicado pela fé; e todas as bênçãos de seu evangelho são vinho e leite, sem dinheiro e sem preço, ao qual é bem-vinda toda alma sedenta (Is 55.1).



Gn 50


18Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. 19Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos.


Assim como José perdoou os irmãos e ainda lhes sustentou. Assim é também Deus para conosco, nós estávamos afastados, longe, cometíamos toda a sorte de pecado, mas Deus nos perdoa, acolhe e ainda nos sustenta e alimenta todos os dias, com sua presença, com a palavra e mesmo materialmente.

Quando alguém nos faz mal, façamos como José fez , e como Jesus nos ordena, vamos perdoar. Não queiramos estar no lugar de Deus e fazer justiça com as próprias mãos ou julgar, deixemos isso com Deus.

José sentiu-se muito afetado ao ver o cumprimento total de seus sonhos. Lhes manda que não o temam a ele, senão a Deus; que se humilhem ante o Senhor e busquem o perdão divino. Lhes garante sua própria bondade para com eles. Veja-se que espírito excelente era José, e aprendamos dele a devolver bem por mal.








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