quarta-feira, 18 de março de 2009

Estudo/Devocional - Êxodo

Êxodo

1

Os reis da terra conspiram visando a frustrar o plano divino. Mas isso seria o mesmo que tentar deter a maré montante. Os dias em que a igreja sofreu perseguição e oposição foram sempre os dias de crescimento.

As pinturas nas paredes das pirâmides dão testemunho dos sofrimentos infligidos a escravos com feições hebréias por feitores armados de chicotes. Faraó e seus conselheiros iriam aprender que estavam lidando não apenas com uma nação subjugada, mas com o Deus Eterno.


É admirável notar os inesperados instrumentos que Deus usa para derrotar as intenções de seus inimigos. Essas duas mulheres, que pareciam menos prováveis. Deus pode refrear a ira do homem por meio dos mais simples instrumentos.. Podemos ser obscuros e fracos, mas se tememos a Deus, ele nos usará, escreverá nosso nome no livro da vida e nos dará filos espirituais.


2


Eles lançaram o cesto de junco não somente no Nilo, mas na providência de Deus.

Eles descansaram na fidelidade de Deus e foram amplamente recompensados quando a filha de seu maior inimigo se tornou a protetora do bebê.

Apesar de cercado por todos os encantos da corte de Faraó, o coração de Moisés se mantinha fiel ao próprio povo. Parece que em sua mente havia um vago conhecimento do Cristo prometido.

No entanto; ela ainda tinha muito a aprender. Ninguém pode prevalecer pela força. Israel seria liberto inteiramente graças a mão estendida de Deus.


3


O aprendizado no Egito não foi suficiente para preparar Moisés para sua missão. é, então, conduzido a solidão do deserto. Essa é a universidade de Deus. Todos os que tem realizado os maiores feitos no mundo, se formaram nela - Elias no Horebe, Ezequiel no Quebar, Paulo na Arábia em João em Patmos.

Os obreiros de Deus podem fazer cursos superiores nas universidades, mas o verdadeiro curso teológico é só com ele.

O fogo era sinal da presença de Deus.

a sarça não era consumida porque o amor de Deus é o seu próprio combustível. Deus mesmo se sustenta.


Eu sou o Deus de .....

Evidentemente os patriarcas estavam vivos quando Deus assim falou, ou ele não teria apontado para si próprio com sendo ainda Deus deles. Tivessem eles deixado de existir, ele teria dito não Eu sou, mas Eu era o Deus dos antepassados. Um bom texto para provar a vida após a morte no AT.


4


O que pode fazer uma simples vara, quando manejada por uma onipotente mão.

Não devemos viver apoiados em sinais, ma no Espírito Santo, embora o sinal exterior seja para nos confortar e fortalecer.

Depois que alguém põe a mão no arado de Deus, não pode olhar para trás, nem consultar carne e sangue. Custe o que custar, precisamos por nossa casa em ordem se quisermos libertar uma nação.

Quando é da vontade de Deus, ele nos leva ao encontro do homem ou homens que hão de auxiliar-nos em nossa missão.

O socorro está vindo para nós de pontos inesperados e nos encontrará quando estivermos mais necessitados dele.

5


A escravidão de Israel no Egito é um tipo perfeito de nossa escravidão ao pecado. Embora choremos e lutemos, só há esperança para nós em Deus.

Quando um prisioneiro está fugindo levanta-se logo um clamor. O tirano, que por tanto tempo reteve sua presa, não está disposto a renunciar sem luta. O diabo, sentindo chegar o momento de libertação de uma pessoa, convulsiona-se antes de deixar ir.

O método de Deus é deixar os homens chegarem ao fim de seus recursos para depois levantar-se para socorrê-los. Nossos esforços para libertar-nos só resultam no aumento de nossas dificuldades. A quota de tijolos é dobrada, s cargas aumentam, nossa força de vontade é quebrada; chegamos quase a beira do desespero. Em todas as acusações atiradas contra Moisés, ele procurou refugio em Deus. Não há outro refúgio para um homem acossado do que tornar para ao Senhor.

Busquemos ao Senhor relatando nossos fracassos. Busquemos dele novas instruções. Voltemos a ele pedindo intervenção. Sejamos inteiramente naturais e sinceros com nosso Pai celestial. Humilhemo-nos debaixo de sua poderosa mão. Ousemos discutir com ele, dizendo: por que Senhor? Então ele nos dirá como disse para Moisés: Agora verás o que hei de fazer.

6

Mais uma vez repito, foi através de instrumentos frágeis que ele falou ao maior monarca da época, Faraó.é seu método escolher as coisas fracas e loucas para envergonhar e reduzir a nada as fortes d os sábios, para que ninguém se vanglorie na sua presença.

Quantas vezes falamos em tom semelhante: Eu não sei falar bem, como me ouvirá Faraó?

É terrível quando a vontade humana se pões em antagonismo à vontade divina. Se não vergar, terá que ser quebrada.

Uma das principais razões das pragas, bem como dos sinais , foi estabelecer o fato que o Jeová dos hebreus era o grande Ser que está por trás de toda a criação.

7

Satanás sempre vai imitar a obra de Deus, mas só até um limite.

Faraó não levou em consideração a mensagem a ele enviada pela mão dos verdadeiros mensageiros de Deus.

8

A rã era um animal sagrado, assim a praga se tornou mais grave porquanto era proibido destruí-la. Esse golpe fez surgir o primeiro sintoma de rendição, embora os mágicos imitassem a vinda das rãs, não conseguiram remove-las. O faraó implora a intercessão dos hebreus, que para tornar o poder de Deus e a eficácia da oração mais manifestos, pediram ao rei que marcasse o dia.

Os que conhecem a Deus e lhe obedecem podem confiar nele. Nosso Deus se deleita na fé daquele que ousa confiar em sua disposição e poder, e ele não falhará para com aquele que confia plenamente em sua total suficiência.

Os egípcios adoravam o rio de onde tinham vindo as rãs, portanto era necessário provar que tais deuses não eram deuses.

9

A praga da peste no gado nos lembra que a criação inteira geme e suporta angústias por causa do pecado humano. ( Rm 8, 22)

Mas esses gemidos são os gritos de nascimento, não de morte e anunciam um dia mais feliz quando a criação será liberta do cativeiro da corrupção para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Há uma indicação disso aqui porque nem uma só cabeça de gado dos filhos de Israel foi atingida pela pestilência. O Senhor sabe libertar os seus.

Trovões e pedras - este trecho lembra apocalipse 7,3. o único ponto onde há segurança é dentro das protetoras garantias da aliança. Israel se abrigou nela e ficou seguro não somente da chuva de pedra como da espada destruidora. Quando confiamos em Cristo ele se torna o nosso abrigo nas tempestades de castigo e condenação.

10

Faraó poderia ter sido um homem nobre e glorioso, através do qual Deus podia ter revelado todo o seu poder e glória. Mas ele se recusou e a profanação do melhor fez dele o pior.

Na vida de toda pessoa, há um ponto crítico até o qual os métodos de Deus podem quebrar seu orgulho; ,as passado esse momento, tais métodos parecem somente endurecê-la.

Assim também se o amor de Deus não conseguir nos amolecer, endurece-nos. Foi nesse sentido que parecia que Deus estava endurecendo o coração de faraó . O verdadeiro conflito esse estabelece com a obstinada vontade de faraó, que não se dispunha a ceder, embora seus servos o aconselhassem a deixar o povo ir.

O gafanhoto é a praga mais terrível das terras do oriente.

A palavra hebraica que aqui é traduzida como trevas é a mesma de gênesis 1,2. o sol era uma das principais divindades do Egito; daí o horror que paralisou a população. Mas em Gósen, havia luz.

11

É inútil o homem entrar em conflito com Deus. Deus não o esmaga de imediato porque é longânimo e perdoador.

O grande clamor lembra o penetrante grito que ecoa em lares orientais quando a morte se faz presente. O mundo ouvirá um outro clamor assim, como nos revela apocalipse.

A diferença está entre os que se protegem com o sangue do cordeiro e os que se recusam a fazê-lo.

12

A data de nosso aniversário deveria ser não a do berço, mas a da cruz.

O cordeiro pascal foi uma clara prefiguração de Cristo.

O derramamento de seu sangue esta expressão sendo equivalente a sua morte sacrificial - significa que foram cumpridas as justas exigências da lei. O ato de assar ao fogo, mais o pão asmo e as ervas amargas denotam a intensidade de seus sofrimentos, e o espírito quebrantado com que devemos nos chegar a ele. E a atitude do peregrino não é figura da atitude da igreja, que a qualquer momento pode ser chamada a partir ao ouvir o toque da trombeta?

Quem estava dentro da casa não via o sangue aspergido na porta. Nem precisava sempre estar indo la para olhar. Era um fato consumado e bastava que Deus o visse. Não é necessário tentarmos compreender nem sentir, apenas fiquemos calmos e confiemos na obra consumada e no juramento feito por Deus. Todo o que nele crê não perecerá. O cordeiro esta no trono, isso basta.

A noite em que ocorreu o êxodo foi uma ocasião a ser celebrada. Deus chamou seu filho do Egito. Observemos a ênfase dada a circuncisão, que era o tipo , um símbolo, da eliminação dos pecados da carne. Precisamos estar separados do pecado para que possamos apropriar-nos de nossa porção do cordeiro .

13

Dois costumes hebreus - a dedicação dos primogênitos ao serviço de Deus e a festa dos pães asmos , quando o cordeiro devia ser imolado. Os primogênitos tinham sido resgatados de um modo especial e, portanto pertenciam a Deus. Nós somos de Deus por direito de compra; também devemos ser dele por uma decisão pessoal. Sempre que tomarmos essa posição em relação a Deus, podemos contar com sua forte mão. Em anos posteriores os primogênitos foram substituídos pelos levitas; mas ainda eram resgatados por um cordeiro imolado.

Havia duas estradas para Canaã, a mais curta os hebreus estariam expostos a cenas que os atemorizariam na terra dos filisteus. Poderia ter sido uma provação excessiva para a pequena fé deles. Deus, os carregou em suas asas. Deus ainda lida conosco assim, amenizando o vento para a ovelha tosquiada. Nossa paciência e fé ainda são severamente testadas através da estada tortuosa e difícil, mas depois, quando compreendemos as razões de Deus, aceitamos os fatos. Aprendemos lições no deserto. Quantas vezes Deus nos leva a situações que parecem dificílimas, para que, chegando ao fim de nossos recursos, possamos dar lugar para ele operar. Tudo o que ele faz é perfeito e por amor

14

As mesmas ondas que eles temiam transformaram-se em muros. Atrás deles, o terror do inimigo, e diante o medo do desconhecido. Mas Deus é com seus filhos. Embora passes através das águas não serás submerso.

No começo os egípcios deveram sua segurança a presença de Israel no mar; mas isso só por algum tempo. Os ímpios devem mais do que julgam a presença dos filhos de Deus.

15

Deus conduz os que resgata. Com seu poder ele nos conduz até nosso destino. Ele nos tira do Egito e nos faz entrar no lugar que nos tem preparado.

Como são rápidas as transições da vida. Hoje um cântico de vitória, no outro, os poços amargos de Mara e depois a sombra das palmeiras de Elim. Normalmente aprendemos mais de Deus em Mara do que em Elim. No deserto, em Mara, normalmente aprendemos a submeter nossa vontade ao Pai.

Há uma maneira de suportar a tristeza e extrair dela sua doçura, submeter-nos a vontade de Deus, aceitar o que ele permite, fazer o que ele ordena. Desse modo aprendemos que as frustrações na verdade são determinadas por Deus.

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O maná foi um tipo de Cristo. Ele desceu do céu para colocar a vida de Deus ao alcance do homem. Mas o fato de Deus ter feito uma provisão não basta. É preciso que nos apropriemos dela por meio da oração e da fé. O senhor intitula-se o pão da vida.

Temos que colher o maná, tomar como alimento, fazendo parte de nós mesmos; assim ele pode comunicar e dar alegria ao nosso coração. Colhamos tudo o que pudermos, e se tivermos de passar por alguma provação um pouco de Cristo será suficiente.


Onde quer que paire a nuvem o maná cai. Se formos fiéis as direções divinas e armarmos nossa tenda obedecendo a nuvem orientadora, podemos confiar plenamente nele, para prover nosso alimento diário. Ele virá diariamente. Entreguemo-nos a comunhão lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade; tomemos o que ele nos dá agora e confiemos nele quanto aos dias futuros.

17

Da rocha ferida fluiu a água para o povo sedento. Assim também foi ferida a Rocha dos Séculos, e do seu lado ferido fluiu sangue e água para purificar o pecado e saciar a sede do mundo. Aquele que come sua carne e bebe seu sangue, espiritualmente, tem a vida eterna.

18


Possamos sempre lembrar que somos forasteiros aqui e nosso único socorro está em Deus. A Deus pertence a glória de seus feitos, o que somos nós senão um instrumento?

Jetro pertencia a outro tipo de vida religiosa. E foi bonito da parte de Jetro o franco reconhecimento da supremacia e da benignidade de Deus. Seu conselho também foi eficaz. Os maiores e mais úteis homens são os que sabem delegar tarefas a outros para as quais estes se acham bem qualificados, enquanto eles mesmos se concentram em assuntos de importância maior.

Um grande serviço é apresentar os pedidos e causas dos homens a Deus, e depois mostrar-lhes o caminho em que deveriam andar e a obra que deveriam realizar.

19

A ternura da mensagem divina é muito tocante. Se Deus podia transportar essa multidão de pessoas, ele é poderoso para cuidar de nós e nossas cargas. Nós também podemos constituir para ele um tesouro peculiar e um reino de sacerdotes.

A santidade de Deus era ensinada por meio de lições objetivas. O povo devia lavar suas vestes, o monte devia ser interditado, ninguém podia tocar no solo santo. Moisés e Arão podiam subir, somente eles. Tudo foi feito para convencer o povo da vasta distância que se interpunha entre eles e Deus.

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A lei nos diz não o que Deus é, isso foi mostrado em Jesus, mas como o homem deveria ser.

Esse código divino consiste de duas divisões ou tábuas; a primeira apresenta nossos deveres para com Deus; e segunda, para com o homem, mas todos estão resumidos na grande lei do amor. ( Mc 12. 29-31 ; Rm 13. 8-10) O Senhor se coloca como fiador nosso no tribunal. Por sua justiça que nos é imputada e comunicada, por sua obediência e morte, pela graciosa habitação do seu Espírito Santo em nós ele vem, não para revogar, mas para cumprir.

Enquanto Moisés se aproximou de Deus, o povo se manteve afastado do Senhor. Procuremos não estar entre os que evitam a presença do Senhor, mas estar entre os que foram aproximados pelo sangue do cordeiro.


Mais sobre os 10 mandamentos


Os primeiros quatro dos dez mandamentos,
correntemente chamados a Primeira Tábua, falam de nosso dever para com Deus. Resulta adequado que estes fossem colocados primeiro, porque o homem teve um Criador para amar antes de ter um próximo para amar. Não pode esperar-se que seja veraz com seu irmão aquele que for falso com seu Deus.


O primeiro
mandamento se refere ao objeto de adoração, Jeová, e somente a Ele. aqui se proíbe adorar criaturas, porém o mandamento vai além. Aqui se proíbe amar, desejar, deleitar-se ou esperar algo bom de qualquer complacência pecaminosa.


O segundo
mandamento se refere à adoração que devemos render ao Senhor nosso Deus. é proibido fazer imagem ou retrato da Deidade em qualquer forma ou propósito; ou adorar qualquer criatura, imagem ou quadro, mas o alcance espiritual deste mandamento vai muito além. Aqui se proíbe toda classe de superstição e o emprego de invenções puramente humanas para a adoração de Deus.


O terceiro
mandamento se refere à forma de adorar, que seja com toda reverência e seriedade possível. Proíbem-se os falsos votos. Toda alusão leviana a Deus, toda maldição profana é uma horrenda transgressão deste mandamento. Não importa se são usadas as palavras com ou sem sentido. Toda broma profana com a palavra de Deus ou com as coisas sagradas e todas as coisas semelhantes violam este mandamento e não há proveito, honra nem prazer nelas. O Senhor não terá por inocente a quem tomar seu nome em vão.


A forma do quarto
mandamento, "Lembra-te", demonstra que não é a primeira vez que este é dado, senão que era conhecido antes pelo povo. um dia de cada sete deve ser santificado. Seis dias são dedicados aos assuntos do mundo, mas não como para descuidar o serviço de Deus e o cuidado de nossas almas. Nestes dias devemos fazer todo nosso trabalho, sem deixar nada para fazer no dia de repouso. Cristo permitiu os trabalhos inevitáveis, e as obras de caridade e piedade; porque o dia do repouso foi feito para o homem e não o homem para o dia do repouso (Mc 2.27); mas estão proibidas todas as tarefas supérfluas, vaidosas, ou dar-se o gosto de qualquer forma. O dia de repouso para o Senhor deve ser um dia de descanso do trabalho secular, para repousar no serviço de Deus. As vantagens da devida observância deste dia santo, embora somente fossem pela saúde e a felicidade da humanidade, além do tempo que outorga para o cuidado da alma, mostram a excelência deste mandamento. O dia é bendito; os homens são abençoados por ele e nele. A bênção e a ordem de guardá-lo santo não se limitam a um sétimo dia, senão que se dizem do dia de repouso.


As leis da Segunda Tábua, isto é, os últimos seis dos dez mandamentos,
afirmam nosso dever para com nós mesmos e de uns para com outros, e explicam o grande mandamento: Amarás o próximo como a ti mesmo (Lc 10.27). A santidade e a honestidade devem ir juntas.


O quinto
mandamento se refere aos deveres para com nossos parentes. "Honra teu pai e tua mãe" inclui estimá-los, o que se demonstra em nossa conduta, na obediência a seus mandados legítimos: acudir quando sejam chamados, ir aonde sejam enviados, fazer o que lhes for pedido, refrear-se do que sejam proibidos; e isto, fazê-lo alegremente a partir de um princípio de amor. Além do mais, a submissão a seus conselhos e correções. Esforçar-se em tudo para dar comodidade aos pais e render fácil sua velhice; mantê-los se necessariamente sustento, coisa que nosso Salvador faz que esteja particularmente compreendida neste mandamento (Mt 15.4-6). Os observadores diligentes têm notado uma bênção peculiar em coisas temporais para os filhos obedientes e o inverso para os filhos desobedientes.


O sexto
mandamento requer que consideremos a vida e a seguridade dos outros assim como temos em consideração a própria. Os magistrados, seus oficiais e as testemunhas que testificam da verdade, não rompem este mandamento. A defesa própria é legítima, mas muito do que as leis do homem não consideram homicídio, o é perante Deus. As paixões furiosas suscitadas pela ira ou pela embriaguez não são escusa: muito mais culpável é o assassinato nos duelos, que são o efeito horrível de um soberbo espírito vingativo. Toda luta, seja pelo salário, por renome ou por ira e maldade, viola este mandamento, e é homicídio o derramamento de sangue resultante. Pode incluir-se ali o tentar aos homens ao vício e aos delitos que encurtam a vida. A má conduta, como a que pode quebrantar o coração de pais, esposas ou outros parentes, ou encurtar-lhes a vida, é uma transgressão deste mandamento. Proíbe toda inveja, maldade, ódio ou ira, toda linguagem provocadora ou insultante. Aqui se proíbe a destruição de nossa própria vida. Este mandamento requer um espírito de bondade, paciência e perdão.


O sétimo
mandamento se refere à castidade. Devemos temer tanto isso que contamina o corpo como aquilo que o destrói. O que tende a contaminar a imaginação ou a despertas paixões, fica embaixo desta lei, como são os retratos obscenos, livros ou conversações impuras, ou qualquer outra matéria afim.


O oitavo
mandamento é a lei do amor em quanto ao respeito da propriedade alheia. A porção de coisas deste mundo que nos tem sido assinada, em tanto se obtenha em forma honesta, é o pão que Deus nos tem dado; pelo qual devemos estar agradecidos, contentes e, no uso de médios legítimos, confiar na providência para o futuro. Aproveitar-se da ignorância, a comodidade ou a necessidade do próximo, e muitas outras coisas, quebrantam a lei de Deus, embora a sociedade não veja culpa nisso. Os saqueadores de reinos, embora estejam por acima da justiça humana, ficam incluídos nesta sentença. Defraudar o público, contrair dívidas sem pensar em pagá-las ou evadir o pagamento das justas dívidas, a extravagância, viver da caridade quando não for necessário, toda opressão do pobre em seus salários; estas e outras coisas quebrantam este mandamento, que exige o trabalho, a frugalidade e o contentamento, e tratar aos outros como gostaríamos que eles nos tratassem a nós em quanto ao patrimônio deste mundo.


O nono
mandamento se preocupa de nosso bom nome, do próprio e o do próximo. Proíbe falar falsamente de qualquer coisa, mentir, falar com equívocos e planejar ou pretender enganar de qualquer forma a nosso próximo. Falar injustamente contra nosso próximo, manchar sua reputação. Dar falso testemunho contra ele ou, na conversação corriqueira, caluniar, murmurar e andar com fofocas; fazer rodeios e evasivas com o que foi dito, exagerar e pretender de qualquer forma melhorar nossa reputação degradando a fama do próximo. Quantas vezes quebrantam a diário este mandamento pessoas de todas as categorias!


O décimo
mandamento golpeia na raiz: "Não cobiçarás". Os outros proíbem todo desejo de fazer o que resultará em dano para nosso próximo; este proíbe todo desejo ilícito de ter o que nos produza prazer a nós mesmos.




Esta lei, tão extensa que não podemos medi-la, tão espiritual que não podemos evadi-la, e tão razoável que não podemos encontrar-lhe defeito, será a regra do futuro juízo de Deus, como é a regra para a conduta presente do homem. Se formos julgados por esta regra, encontraremos que nossa vida tem-se passado em transgressões. Com esta santa lei e um juízo espantoso que nos espera, quem pode desprezar o Evangelho de Cristo? O conhecimento da lei mostra a necessidade do arrependimento. O pecado tem sido destronado e crucificado no coração de cada crente, e nele foi escrita a lei de Deus, e se renovou a imagem de Deus. o Espírito Santo o capacita para odiar o pecado, fugir dele,
amar e obedecer esta lei com sinceridade e verdade; tampouco deixará de arrepender-se.

21


As leis deste capítulo se relacionam com os mandamentos quinto e sexto e, embora difiram de nossa época e costume, e não sejam obrigatórios para nós, explicam, contudo, a lei moral e as regras da justiça natural.

O escravo, em seu estado de servidão, era um símbolo do estado de escravidão ao pecado, a Satanás e à lei, estado ao que o homem ingressa por roubar a glória de Deus, por transgredir seus preceitos. Igualmente receber a liberdade era símbolo da liberdade com a qual Cristo, o Filho de Deus, liberta seu povo da escravidão, que é verdadeiramente livre; isto o fez gratuitamente, sem dinheiro e sem preço, por pura graça.


Às vezes os israelitas se vendiam eles mesmos ou seus filhos, devido à pobreza; os magistrados vendiam a algumas pessoas por seus delitos e os credores tinham permissão, em alguns casos, para vender seus devedores que não podiam pagar. Mas "seqüestrar um homem" com o objeto de forçá-lo à escravidão, é algo que o Novo Testamento cataloga junto com os delitos mais graves.


Os casos aqui mencionados dão regras de justiça vigentes, então e agora, para decidir assuntos similares. Estas leis nos ensinam que devemos ser muito cuidadosos de não fazermos mal algum, seja direta ou indiretamente. Se fizermos mal, devemos estar muito dispostos a remediá-lo, e estar desejosos de que ninguém perca por nossa culpa.

22


O Povo de Deus sempre estará pronto para mostrar mansidão e misericórdia, conforme com o espírito destas leis. Devemos responder a Deus não só pelo que fazemos maliciosamente, senão pelo que fazemos despreocupadamente. Portanto, quando tivermos prejudicado ao nosso próximo, devemos fazer restituição, embora não sejamos obrigados pela lei. Que estas escrituras dirijam nossa alma para lembrar que se a graça de Deus se tem manifestado em verdade a nós, então nos tem ensinado e capacitado para conduzir-nos de modo tal por seu santo poder que, renunciando à impiedade e aos desejos mundanos, vivamos neste século sóbria, justa e piedosamente (Tt 2.12). e a graça de Deus nos ensina que como o Senhor é a nossa porção, há suficiente nEle para satisfazer todos os desejos de nossa alma.


23


Devemos vigiar nosso falar, de modo que não maculemos o caráter de ninguém como maledicência ou difamação. Devemos sim ter s ousadia de defender a verdade , ainda que nos encontremos sozinhos em tal posição. A Anjo guiou aquela multidão de peregrinos. Para uns tem sabor de vida, para outros de morte. A nuvem que é luz para Israel, é treva para o Egito. Não entristeçamos o Espírito Santo, que vencerá nossos inimigos e fartará nossa alma com bondade . Obedeçamos a sua voz.

24


A aliança é selada com sangue


Se o altar representa o lado divino no acordo, as doze colunas representam as tribos de Israel.

o povo de Israel recebeu a aspersão do sangue da aliança, o sangue que inaugurou a aliança. O sangue simbolizava a purificação do pecado para que o povo pudesse entrar no relacionamento da aliança e sublinhava que a penalidade final para quem quebrasse a aliança seria a morte. Jesus proclamou o cumprimento desse simbolismo por ocasião da última ceia, quando ofereceu o cálice: Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos para remissão de pecados. ( Mt 26,28)

Na nova aliança todos os que constituem a igreja dos remidos estão ligados a Deus, pois foi selada pelo derramamento do preciosos sangue de Jesus.


O tabernáculo – cap. 24 a 30


O tabernáculo era o símbolo da presença de Deus no meio do povo e o lugar onde se encontrariam com Deus para adorá-lo. Era uma tenda com duas câmaras : O Santo dos Santos e o Santo Lugar. Era um pátio cercado de cortinas de linho sustentadas por colunas de bronze com bases de prata.

O tabernáculo de Deus era sinal de sua contínua presença. Ele queria ser conhecido e queria que as pessoas viessem a Ele em obediência e fé e amor. No NT o próprio Jesus e a presença do Espírito Santo habitando em nós nos faz lembrar que Deus está sempre conosco. O propósito de Deus não mudou . O tabernáculo significa a bondade, o cuidado e a fidelidade de Deus.


O Santo aos Santos (25.40-22; 26.1-37) - O Santo dos Santos continha a arca da aliança, uma caixa com aproximadamente 1,5 m x 0,7 m x 0,7 m, que era considerada como o trono de Deus. Uma vez por ano, no dia da expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para fazer expiação pelos pecados do povo.


O Santo Lugar (26.1-37) O Santo Lugar era a segunda câmara do tabernáculo e continha a mesa, o candelabro e o altar de incenso. Somente os sacerdotes podiam entrar no Santo Lugar, o que era feito cada manhã.



A mesa (25.23-30) -A mesa para o pão da proposição também recebia os utensílios para as ofertas de incenso e de libação. O pão lembrava ao povo que Deus estava presente com eles e que Ele lhes dava o necessário para viver.

O candelabro (25-31-40) - O candelabro, que ficava no Santo Lugar, era para lembrar que o caminho para Deus é sempre iluminado. O Novo Testamento descreve Jesus como a luz do mundo. Todo aquele que se achega a Ele sai das trevas e vai para a luz. Alguns estudiosos crêem que a luz e o formato de árvore do candelabro representam o conceito da vida.









O altar de incenso (30.1-10) -A fumaça do incenso que queimava representava a eterna presença de Deus com Seu povo.



O átrio - O átrio era uma área exterior cercada, onde o povo podia entrar. Esta área continha a pia de bronze e o altar das ofertas queimadas.




Pia de bronze (30.17-21) - Esta pia continha água que o sacerdote usava para se lavar, significando a necessidade de pureza por parte da pessoa que vinha para se encontrar com Deus.


Altar das ofertas queimadas (27.1-8) - Era usado para queimar o sacrifício de animais, e significava a necessidade de perdão do povo.








O tabernáculo



Ascendendo as lamparinas




Manto sacerdotal



Mitra




Óleo da unção




Pedras de Ágata













Peitoral












Placa ma mitra - separado para Deus













Sobrepeliz e sinos na base









Um pouco mais sobre o tabernáculo retirado do livro Escola dos gideões da oração – vol. 1

Pra. Ângela Valadão Cintra

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continua...